Ford Del Rey

Volkswagen Voyage

1981

O Gol assumia novo fôlego em fevereiro, com o motor 1,6 (ainda "a ar"), e começava a formar família: nascia em maio o sedã Voyage, com o propulsor 1,5 "a água" do Passat. A Ford investia em requinte — painel completo, ar-condicionado, controle elétrico dos vidros e travas — no Del Rey, derivado do Corcel, que trazia as esperadas quatro portas (com opção por duas), mas mantinha o motor 1,6 e o espaço interno, o que comprometeu suas chances no mercado de luxo. A VW encerrava a produção de Dart e Polara, extinguindo a Chrysler no Brasil, e lançava a Kombi Furgão e Pickup a diesel. O picape Fiat vinha com caçamba maior, com base na Panorama.

1982

A GM revolucionava o segmento dos médios em março com o Monza, um hatch três-portas igual ao novo Opel Ascona alemão. Apesar do tímido motor 1,6 (no fim do ano já viria o 1,8), em desenho, espaço, tecnologia e comportamento dinâmico envelhecia a concorrência da noite para o dia. No mesmo mês a Ford mostrava o Pampa, picape Corcel, e a VW aposentava o Brasília. Também saíam de linha o Jeep e o F-75.

Em junho estreava a Parati, perua Voyage, também com motor 1,5 "a água", que na linha 1983 dava lugar ao 1,6. O Passat o recebia na mesma época, junto da frente de quatro faróis. Também no fim do ano saíam o Chevette com ampla remodelação e o picape da linha Gol, o Saveiro, com motor 1,6 "a ar". Na Fiat, o 147 ganhava a versão Spazio, com grandes pára-choques plásticos, também adotados na Panorama.

Chevrolet Monza

Fiat Spazio

Ford Escort

Chevrolet Monza

1983

O carro mundial da Ford, o Escort, estreava em agosto com motores 1,3 e 1,6 e opções de três e cinco portas em simultâneo, uma primazia no País. O luxuoso Ghia e o esportivo XR3 vinham meses depois. A GM apostava — com sucesso — nos Monzas de duas e quatro portas, em setembro e março, na ordem. Também em março o Voyage ganhava quatro portas, sem êxito, e a Fiat mostrava o três-volumes Oggi 1,3, amplo no porta-malas mas modesto nas vendas. A perua Scala agregava à Belina o luxo do Del Rey.

Em setembro a GM enfim lançava seu picape pequeno, o Chevy 500, e a Ford estendia à linha Corcel o motor modernizado do Escort. O último dos grandes — o Galaxie/Landau — despedia-se em abril. E o Volkswagen sedã, afinal, era batizado oficialmente de Fusca, como era chamado havia 20 anos.

1984

A VW buscava o segmento de luxo com o Santana, em abril, com duas ou quatro portas. Seu inédito motor 1,8 vinha dois meses antes no esportivo Gol GT e em setembro no Passat GTS Pointer. Em agosto aparecia o Uno, com motores de 1,05 e 1,3 litro, só um ano e meio após o lançamento europeu. Em fevereiro a Ford oferecia ao Pampa a tração nas quatro rodas, que nunca se mostrou confiável. No fim do ano o sistema chegava à Belina, uma combinação nunca mais repetida.

Para 1985, Corcel e Del Rey ganhavam frente arredondada e novo painel; o Opala recebia mudanças de estilo e mais equipamentos de conforto; e o Alfa 2300 tinha novos pára-choques e lanternas. O Fusca vinha só com motor 1,6 e a Gurgel lançava o jipe Carajás, com o 1,8 do Santana e o 1,6 a diesel da Kombi. O Monza brilhava como líder em vendas, o que se repetiria por mais dois anos, e o Gol 1985 adotava motor 1,6 "a água".

Fiat Uno

Volkswagen Santana

Ford Escort

Volkswagen Quantum

1985

Um ano de quebra de longos jejuns. Em abril vinham o primeiro conversível de fábrica desde o Karmann Ghia, o Escort XR3, e o picape Chevrolet série 10/20, primeira reformulação completa em 21 anos; em agosto era a vez da Quantum, perua Santana, a primeira da categoria com cinco portas desde a Simca Jangada. A Fiat introduzia em março o Prêmio, um Uno com três volumes, grande porta-malas e novo motor 1,5.

Em maio a GM surpreendia com o Monza "85 e meio", que ganhava em acabamento e conforto, mas irritava recentes compradores da versão agora desatualizada. O Passat ganhava novos pára-choques e painel na mesma época. Os motores VW 1,6 e 1,8 evoluíam em agosto na geração AP, com mais suavidade. No mês seguinte vinham o Monza S/R, um hatch esportivo com motor 1,8 modificado, e a Caravan Diplomata, a esperada adoção do acabamento de luxo à perua Opala. Continua

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