{"id":26871,"date":"2013-05-31T17:07:49","date_gmt":"2013-05-31T20:07:49","guid":{"rendered":"http:\/\/bestcars.uol.com.br\/bc\/?p=26871"},"modified":"2013-06-07T14:44:33","modified_gmt":"2013-06-07T17:44:33","slug":"404-carros-jabuticaba-e-o-brasil-fica-a-parte-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/colunas\/editorial\/404-carros-jabuticaba-e-o-brasil-fica-a-parte-do-mundo\/","title":{"rendered":"Carros-jabuticaba, e o Brasil fica \u00e0 parte do mundo"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-19445\" title=\"Editorial\" src=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/Editorial.png\" alt=\"\" width=\"405\" height=\"143\" srcset=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/Editorial.png 405w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/Editorial-270x95.png 270w\" sizes=\"(max-width: 405px) 100vw, 405px\" \/><\/p>\n<h2>N\u00e3o s\u00e3o apenas os motores de 1,0 litro: &#8220;aventureiros&#8221;,<br \/>\nflex\u00edveis e picapes leves tamb\u00e9m est\u00e3o perto da exce\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Carro 1.000 \u00e9 como jabuticaba, s\u00f3 existe no Brasil&#8221;, costumava dizer Jos\u00e9 Carlos Pinheiro Neto, quando era vice-presidente da General Motors no Pa\u00eds, sobre os modelos com motor de 1,0 litro. Pinheiro defendia uma tributa\u00e7\u00e3o mais equilibrada entre esses autom\u00f3veis e os de cilindradas superiores sobretudo porque, sendo a op\u00e7\u00e3o pelos 1.000 cm\u00b3 praticamente exclusiva do Brasil, os motores dessa categoria n\u00e3o encontravam mercado para exporta\u00e7\u00e3o. Como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) continua a favorecer essa classe, ela ainda responde por 40% dos carros vendidos.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que seja essa a maior participa\u00e7\u00e3o dos 1,0-litro em qualquer mercado planeta afora, pois em outras regi\u00f5es eles s\u00e3o exce\u00e7\u00e3o e n\u00e3o maioria. O \u00fanico outro pa\u00eds com grande volume de vendas abaixo de 1.000 cm\u00b3 \u00e9 o Jap\u00e3o, que criou benef\u00edcios para modelos de at\u00e9 660 cm\u00b3 (os chamados <em>kei jidosha<\/em> ou carros K). Mesmo na Europa, com fatores como cidades estreitas, alto pre\u00e7o de combust\u00edvel e restri\u00e7\u00f5es de emiss\u00e3o de g\u00e1s carb\u00f4nico (CO2), as cilindradas mais comuns em carros pequenos s\u00e3o mais altas, em geral entre 1,2 e 1,4 litro. Motor 1.000, s\u00f3 em alguns modelos urbanos \u2014 a n\u00e3o ser com <a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/glossario-t\/#turb\">turbocompressor<\/a>, que muda tudo e permitiu seu uso at\u00e9 no grande Ford Mondeo, equivalente ao Fusion vendido aqui.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 escrevi mais de uma vez, discordo da defini\u00e7\u00e3o do limite de 1,0 litro para o favorecimento fiscal. \u00c9 uma cilindrada baixa demais (refor\u00e7ando, sem considerar turbo) para obter pot\u00eancia e torque adequados a um carro familiar, ainda mais diante dos padr\u00f5es atuais de conforto \u2014 uso de ar-condicionado, por exemplo \u2014 e seguran\u00e7a em colis\u00f5es, que implicam aumento de peso. O fabricante pode &#8220;esgoelar&#8221; o motor para alcan\u00e7ar a faixa de 80 cv, como temos visto em v\u00e1rios casos, mas o comportamento em baixa rota\u00e7\u00e3o \u00e9 sacrificado e o carro acaba se tornando desagrad\u00e1vel de dirigir no uso urbano. Um 1,2 ou 1,4-litro com os mesmos 80 cv tem torque superior e se mostra mais competente como autom\u00f3vel.<\/p>\n<p>Onde o fabricante e o consumidor podem escolher uma cilindrada mais alta sem afetar a tributa\u00e7\u00e3o, o 1.000 praticamente n\u00e3o tem chance, como se nota pelas op\u00e7\u00f5es oferecidas no exterior. O Dacia (Renault) Logan e o Ford Ka europeus, por exemplo, come\u00e7am em 1,2 litro. Na vizinha Argentina o Mille \u00e9 chamado de Uno Fire, pois tem motor de 1,25 litro, e modelos como novo Uno, Palio, Celta, Classic e Onix n\u00e3o t\u00eam vers\u00f5es abaixo de 1,4. Logan, Sandero e o Fiesta antigo (Rocam aqui, One l\u00e1) s\u00f3 vem como 1,6 e o Ka ainda oferece tal op\u00e7\u00e3o, que aqui foi extinta.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o s\u00e3o apenas os motores de 1,0 litro que d\u00e3o origem a &#8220;carros-jabuticaba&#8221; no Brasil. Assim como a fruta que quase s\u00f3 \u00e9 encontrada por aqui (existe em mais alguns pa\u00edses das Am\u00e9ricas Central e do Sul), nosso mercado tem outros tipos e categorias de autom\u00f3veis que seria improv\u00e1vel voc\u00ea ver em outro lugar, pelo menos na quantidade e variedade de que dispomos. Veja alguns casos curiosos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>L\u00e1 fora, o pre\u00e7o do E85 n\u00e3o compensa seu menor rendimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gasolina \u2014 quest\u00e3o que hoje se repete com o \u00e1lcool no Brasil<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2022\u00a0Motores a \u00e1lcool e flex\u00edvel. Nossa facilidade em produzir \u00e1lcool a partir da cana-de-a\u00e7\u00facar foi decisiva para que surgissem aqui os primeiros carros de s\u00e9rie movidos ao combust\u00edvel vegetal, no fim da d\u00e9cada de 1970, e que eles dominassem o mercado em poucos anos, at\u00e9 que a crise de abastecimento de 1989 abalasse a confian\u00e7a dos brasileiros. Nenhum outro pa\u00eds fabricou carros a \u00e1lcool em quantidade ou estabeleceu uma rede expressiva de postos desse combust\u00edvel.<\/p>\n<p>J\u00e1 o motor flex\u00edvel n\u00e3o foi criado aqui, mas nos Estados Unidos, onde j\u00e1 existia em 1991 uma vers\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/cpassado2\/taurus-1.htm\">Ford Taurus<\/a>. A diferen\u00e7a \u00e9 que l\u00e1 o \u00e1lcool \u00e9 vendido em mistura com 15% de gasolina, o chamado E85, o que garante a partida e o funcionamento a frio em regi\u00f5es de inverno severo, mesmo sem a inje\u00e7\u00e3o de gasolina usada no Brasil (h\u00e1 pouco substitu\u00edda em alguns modelos pelo preaquecimento do \u00e1lcool). Alguns pa\u00edses europeus, como Su\u00e9cia e Finl\u00e2ndia, tamb\u00e9m t\u00eam carros movidos a E85.<\/p>\n<p>Contudo, em qualquer desses pa\u00edses os flex\u00edveis est\u00e3o longe de atingir o dom\u00ednio que conseguiram no Brasil, onde s\u00e3o nove em cada 10 unidades fabricadas, assim como a rede de postos que vende E85 por l\u00e1 \u00e9 \u00ednfima se comparada a nossa distribui\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool. E n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de mudan\u00e7a desse cen\u00e1rio, pois o pre\u00e7o do E85 n\u00e3o compensa seu menor rendimento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gasolina \u2014 quest\u00e3o que hoje se repete com o \u00e1lcool na maior parte do Brasil, mas n\u00e3o parece abalar o crescimento dessa frota, balizado pelo menor IPI que o das vers\u00f5es a gasolina e pelo receio de perder mais na revenda.<\/p>\n<p>\u2022\u00a0Picape derivada de autom\u00f3vel. O conceito parece ter surgido nos EUA, que j\u00e1 faziam utilit\u00e1rios e pequenos caminh\u00f5es com chassi de carros no come\u00e7o do s\u00e9culo passado. Nos anos 50 e 60 houve por l\u00e1 modelos marcantes como <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/cpassado3\/chevrolet-el-camino-1.htm\">Chevrolet El Camino<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/ph\/157a.htm\">Ford Ranchero<\/a>, seguidos pelo pequeno <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/ph2\/198b.htm\">Dodge Rampage\/Plymouth Scamp<\/a> dos anos 80. A Europa teve op\u00e7\u00f5es como a VW Rabbit Pickup derivada do primeiro <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/classicos\/golf-1.htm\">Golf<\/a>, a <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/classicos\/504-1.htm\">504<\/a> da Peugeot e a picape Morris Minor inglesa. A japonesa Subaru fez duas do tipo (<a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/ph2\/239a.htm\">BRAT<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/un\/142-08.htm\">Baja<\/a>); na Austr\u00e1lia ainda se fabricam as derivadas dos sed\u00e3s grandes <a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/noticias\/ford-performance-faz-series-de-falcon-e-ute\/\">Ford Falcon<\/a> e <a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/noticias\/holden-commodore-surgem-perua-e-picape-da-serie-vf\/\">Holden Commodore<\/a>; e na \u00c1frica do Sul a Ford vendeu diversas gera\u00e7\u00f5es da Bantam (uma delas, similar \u00e0 nossa Courier), a GM tem a Montana com o nome Utility, e a Fiat, a Strada feita por l\u00e1.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 no Brasil que se v\u00ea a maior variedade nessa categoria, hoje com cinco modelos \u2014 al\u00e9m das tr\u00eas citadas temos Peugeot Hoggar e VW Saveiro. A pioneira foi a Fiat, com a derivada do <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/classicos\/147-1.htm\">147<\/a> ainda nos anos 70, e na d\u00e9cada seguinte o segmento se estendeu \u00e0s outras &#8220;tr\u00eas grandes&#8221;. E por que essa f\u00f3rmula bem-sucedida por aqui n\u00e3o tem aceita\u00e7\u00e3o expressiva em outros cantos do mundo?<\/p>\n<p>Dif\u00edcil responder, mas arrisco dois palpites. Primeiro, o transporte de carga em ca\u00e7amba aberta n\u00e3o se aplica bem a qualquer pa\u00eds por fatores como o clima \u2014 na Europa \u00e9 clara a prefer\u00eancia por furg\u00f5es. Segundo, o uso desse tipo de ve\u00edculo para o lazer tem um forte componente de marketing, de modismo \u2014 que no caso j\u00e1 dura mais de 30 anos \u2014, e\u00a0modismos s\u00e3o algo a que cada mercado responde de maneira diferente. Os EUA, que gostam muito de picapes, compram modelos bem maiores que os nossos e chamam Ranger e S10 de compactas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class='code-block code-block-7' style='margin: 28px auto; text-align: center; display: block; clear: both;'>\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\"><\/script>\n<!-- AL-quadrado -->\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-1914799802606213\"\n     data-ad-slot=\"5683066082\"\n     data-ad-format=\"auto\"\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>Coisa de emergente<\/h3>\n<p>\u2022\u00a0Sed\u00e3 pequeno. Neste caso as &#8220;jabuticabas&#8221; n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o brasileiras assim, mas vale a cita\u00e7\u00e3o. Aplicar um porta-malas saliente a um hatch compacto n\u00e3o \u00e9 comum nos mercados mais desenvolvidos (EUA, Europa, Jap\u00e3o), mas se tornou uma receita de sucesso por aqui nos \u00faltimos 10 a 15 anos, da mesma forma que em alguns pa\u00edses asi\u00e1ticos, na Argentina e no M\u00e9xico. Um fen\u00f4meno n\u00e3o t\u00e3o antigo: nos anos 80 e 90 o Voyage viveu \u00e0 sombra do Gol, a ponto de a VW ter desistido de fazer o sed\u00e3 na segunda gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As vers\u00f5es de tr\u00eas volumes do Polo e de duas gera\u00e7\u00f5es do Corsa foram desenvolvidas para o mercado brasileiro (embora tenham sido exportadas e, no caso do primeiro Corsa, produzida na China). Tamb\u00e9m ficaram restritos a pa\u00edses emergentes os sed\u00e3s Ford Fiesta nas duas gera\u00e7\u00f5es anteriores (apenas a mais nova chegou aos EUA, mas foi chinesa antes disso), Peugeot 206\/207 (que surgiu na China antes daqui) e Renault Clio (que come\u00e7ou pela Turquia). E o Honda City n\u00e3o \u00e9 oferecido em mercados desenvolvidos onde seu &#8220;irm\u00e3o&#8221; Fit, que lhe cede a plataforma, \u00e9 bem-sucedido.<\/p>\n<p>E por que sed\u00e3s pequenos s\u00e3o relacionados a\u00a0mercados emergentes? S\u00e3o pa\u00edses\u00a0onde as fam\u00edlias t\u00eam menos carros, muitas vezes um s\u00f3, e grande parte delas n\u00e3o pode comprar um modelo m\u00e9dio ou grande. Essa categoria ent\u00e3o se torna uma solu\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica para levar toda a bagagem nas viagens. J\u00e1 nos pa\u00edses de vanguarda \u2014 que poder\u00edamos chamar de ricos at\u00e9 outro dia \u2014 \u00e9 mais comum a fam\u00edlia ter um carro maior, um segundo ve\u00edculo para viajar ou mesmo recorrer ao avi\u00e3o para esse fim. H\u00e1 tamb\u00e9m um fator cultural: sed\u00e3s s\u00e3o vistos como modelos mais nobres em alguns pa\u00edses e n\u00e3o conseguem essa imagem em outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>H\u00e1 quem alegue robustez nas ruas acidentadas, mas os principais fatores para comprar um &#8220;aventureiro&#8221; parecem mesmo ser emocionais<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2022\u00a0Vers\u00f5es &#8220;aventureiras&#8221;. Maior altura de rodagem, pneus maiores \u2014 de uso misto cidade\/campo ou n\u00e3o \u2014, um monte de apliques pl\u00e1sticos, talvez uma simula\u00e7\u00e3o de estribo ou um estepe pendurado junto \u00e0 tampa traseira, atrapalhando o acesso ao compartimento de bagagem: est\u00e1 pronto um carro &#8220;aventureiro&#8221;, como se apelidaram as vers\u00f5es com apar\u00eancia fora de estrada e, em alguns casos, certa aptid\u00e3o para sair do asfalto e ir mais longe que um carro comum.<\/p>\n<p>A moda estreou por aqui em 1999, com a Fiat Palio Adventure (houve adapta\u00e7\u00f5es \u00e0 VW Parati nos anos 80, mas n\u00e3o de f\u00e1brica), e se espalhou pela marca mineira e por modelos de Citro\u00ebn, Ford, Honda, Hyundai, Nissan, Peugeot, Renault e Volkswagen. H\u00e1 quem justifique sua compra por uma suposta robustez nas ruas acidentadas de nossas cidades, mas os principais fatores parecem mesmo ser emocionais, como estar na moda e demonstrar (ou simular) um estilo de vida jovial, esportivo, de contato com a natureza.<\/p>\n<p>Essas &#8220;jabuticabas&#8221; existem no exterior? Sim, mas em quantidade m\u00ednima. A VW parece ser a mais recorrente, j\u00e1 que oferece vers\u00f5es Cross para <a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/noticias\/vw-up-versao-aventureira-cross-entra-em-producao\/\">Up<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/un13\/321-vw-crosspolo.htm\">Polo<\/a>, <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/un13\/321-vw-crossgolf.htm\">Golf<\/a> e Touran, e h\u00e1 mais alguns poucos casos como o da <a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/noticias\/renault-scenic-versao-aventureira-e-motor-14-turbo\/\">Renault Sc\u00e9nic XMOD<\/a>. N\u00e3o devemos incluir aqui os carros e peruas com tra\u00e7\u00e3o integral e outras altera\u00e7\u00f5es expressivas para uso fora de estrada, como as Audis Allroad das linhas A4 e A6, Subaru Legacy Outback, VW Passat Variant Allrad, Volvo XC70 e, no passado, a linha <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/ph2\/234a.htm\">AMC Eagle<\/a>.<\/p>\n<p>Por fim, um caso inverso, ou seja, algo que existe no mundo todo e n\u00e3o pode existir no Brasil: autom\u00f3vel a diesel. H\u00e1 pa\u00edses que n\u00e3o ligam para eles, como EUA, Jap\u00e3o e \u2014 por motivos \u00f3bvios \u2014 as na\u00e7\u00f5es do Oriente M\u00e9dio com sua fartura de petr\u00f3leo, mas esses econ\u00f4micos motores s\u00e3o muito bem aceitos na maior parte da Europa e em outros mercados, como a Argentina. Tudo depende da propor\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os entre gasolina e diesel: embora este tenha rendimento por litro muito mais alto, \u00e9 preciso que o valor por litro seja competitivo; em caso contr\u00e1rio, o alto custo do motor torna sua op\u00e7\u00e3o invi\u00e1vel.<\/p>\n<p>J\u00e1 aqui, na terra das jabuticabas, a tributa\u00e7\u00e3o sobre o diesel \u00e9 reduzida para reduzir o impacto nos custos do transporte de carga e do transporte p\u00fablico de passageiros. Assim, por for\u00e7a de lei, s\u00f3 se podem abastecer com diesel ve\u00edculos como caminh\u00f5es, \u00f4nibus, picapes e jipes com tra\u00e7\u00e3o 4&#215;4. E, claro, os sofisticados utilit\u00e1rios esporte que se aproveitam das brechas da legisla\u00e7\u00e3o para levar por a\u00ed seus abonados propriet\u00e1rios, enquanto os comuns mortais pagam impostos bem mais pesados na gasolina e no \u00e1lcool&#8230; Coisas de Brasil.<\/p>\n<table border=\"0\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><span style=\"color: #333333; font-size: 13px; line-height: 19px;\"><a href='https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/escreva-nos\/' class='small-button smallsilver' target=\"_blank\">Fale com o editor<\/a><\/span><\/td>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<td><span style=\"color: #333333; font-size: 13px; line-height: 19px;\"><a href='https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/colunas\/editorial\/403-carro-usado-ou-seminovo-e-outras-palavras-inadequadas\/' class='small-button smallsilver'>Editorial anterior<\/a><\/span><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o s\u00e3o apenas os motores de 1,0 litro: &#8220;aventureiros&#8221;, flex\u00edveis e picapes leves tamb\u00e9m est\u00e3o perto da exce\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[3593],"tags":[2235,2628,153,31,1610,591,557],"class_list":["post-26871","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-alcool","tag-aventureiro","tag-colunas-2","tag-editorial","tag-fabricio-samaha","tag-mercado","tag-motor-flexivel"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26871","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=26871"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/26871\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=26871"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=26871"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=26871"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}