{"id":71096,"date":"2016-03-18T17:29:50","date_gmt":"2016-03-18T20:29:50","guid":{"rendered":"http:\/\/bestcars.uol.com.br\/bc\/?p=71096"},"modified":"2016-04-01T16:13:13","modified_gmt":"2016-04-01T19:13:13","slug":"historias-e-tradicoes-em-torno-das-cores-do-automovel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/colunas\/editorial\/historias-e-tradicoes-em-torno-das-cores-do-automovel\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3rias e tradi\u00e7\u00f5es em torno das cores do autom\u00f3vel"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-60900\" src=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Editorial.png\" alt=\"Editorial\" width=\"743\" height=\"107\" srcset=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Editorial.png 743w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Editorial-356x51.png 356w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Editorial-227x33.png 227w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/Editorial-270x39.png 270w\" sizes=\"(max-width: 743px) 100vw, 743px\" \/><\/p>\n<h2>Por que o Ford T era preto, os esportivos alem\u00e3es prateados e os Ferraris vermelhos? S\u00e3o curiosidades sobre os tons que pintam os carros<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que voc\u00ea leva em conta na hora de escolher a cor de seu pr\u00f3ximo carro? Pelo que vemos nas ruas, o fator modismo parece ser o mais decisivo \u2014 a maioria compra a cor que a maioria tem comprado, caso do branco de alguns anos para c\u00e1, do prata durante a d\u00e9cada passada ou do vinho nos anos 90. Mas nem sempre foi assim, e o tema tem curiosidades que merecem ser relembradas.<\/p>\n<p>H\u00e1 40, 50 anos\u00a0era comum que os autom\u00f3veis fossem pintados nos chamados tons pastel, como azul, verde e bege claros, al\u00e9m do branco. O preto n\u00e3o era frequente, salvo em modelos sofisticados (era muito visto nos norte-americanos Lincoln e Cadillac) e, claro, no <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/cpassado3\/ford-modelo-t-1.htm\" target=\"_blank\">Ford Modelo T<\/a>. Por ser a tinta de secagem mais r\u00e1pida, ideal para sua linha de produ\u00e7\u00e3o, a preta em certo momento foi determinada como cor \u00fanica por Henry Ford para esse carro, o que levou seus cr\u00edticos \u00e0 conhecida ironia: \u201cVoc\u00ea pode ter seu Ford de qualquer cor, desde que seja preto\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>O Mercedes\u00a0excedia em 1 kg o limite para competir: a solu\u00e7\u00e3o foi remover toda a tinta da carroceria, deixando-a com o tom do alum\u00ednio<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para carros esportivos cada pa\u00eds teve sua tradi\u00e7\u00e3o, iniciada nas d\u00e9cadas de 1920 e 1930 com as corridas de Grande Pr\u00eamio, categoria antecessora da F\u00f3rmula 1. J\u00e1 ouviu falar em Flechas de Prata?<\/p>\n<figure id=\"attachment_71097\" aria-describedby=\"caption-attachment-71097\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Auto-Union-Flecha-de-Prata.jpg\" rel=\"attachment wp-att-71097\"><img decoding=\"async\" class=\"td-modal-image wp-image-71097 size-medium lazyload\" data-src=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Auto-Union-Flecha-de-Prata-340x227.jpg\" alt=\"Auto Union e Mercedes usaram o prata em carros de corrida nos anos 30\" width=\"340\" height=\"227\" data-srcset=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Auto-Union-Flecha-de-Prata-340x227.jpg 340w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Auto-Union-Flecha-de-Prata-696x464.jpg 696w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Auto-Union-Flecha-de-Prata-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Auto-Union-Flecha-de-Prata-630x420.jpg 630w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Auto-Union-Flecha-de-Prata-222x148.jpg 222w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/Auto-Union-Flecha-de-Prata.jpg 1280w\" data-sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 340px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 340\/227;\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-71097\" class=\"wp-caption-text\">Auto Union e Mercedes usaram o prata em carros de corrida nos anos 30<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os Silberpfeil, como se chamavam no idioma local, eram os potentes carros alem\u00e3es da Auto Union (grupo formado por Audi, DKW, Horch e Wanderer) e da Mercedes-Benz que disputavam tais corridas e firmavam recordes de velocidade em rodovias. Sempre prateados, estabeleceram um prest\u00edgio para essa cor que explica seu uso frequente nos Audis, BMW e Mercedes de alto desempenho at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Segundo a biografia de Alfred Neubauer, gerente de competi\u00e7\u00f5es da Mercedes na \u00e9poca, a ideia do carro prateado n\u00e3o foi intencional: surgiu quando o modelo W25 foi pesado para uma prova em 1934. Com 751 kg, ele excedia em 1 kg o limite estabelecido para a classe. A solu\u00e7\u00e3o encontrada foi remover toda a tinta da carroceria, deixando-a com o tom natural do alum\u00ednio \u00e0 mostra \u2014 e deu certo. A vit\u00f3ria do carro pilotado por Manfred von Brauchitsch teria originado a express\u00e3o \u201cflecha de prata\u201d.<\/p>\n<p>Outros pa\u00edses adotaram diferentes tons e padr\u00f5es para os Grandes Pr\u00eamios: verde para a Inglaterra (o cl\u00e1ssico British Racing Green, verde brit\u00e2nico de corridas), azul para a Fran\u00e7a (o Bleu de France), vermelho para a It\u00e1lia (o Rosso Corsa), amarelo para a B\u00e9lgica, branco com c\u00edrculo vermelho (como na bandeira) para o Jap\u00e3o. Os Estados Unidos usaram o vermelho no come\u00e7o do s\u00e9culo, para mais tarde seguir o padr\u00e3o de branco com faixas longitudinais azuis ou o contr\u00e1rio. Embora abandonados nas pistas de maneira geral, esses tons permanecem muito associados a tais pa\u00edses nos esportivos de rua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class='code-block code-block-2' style='margin: 8px auto; text-align: center; display: block; clear: both;'>\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\"><\/script>\n<!-- AL-quadrado -->\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-1914799802606213\"\n     data-ad-slot=\"5683066082\"\n     data-ad-format=\"auto\"\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Saia e blusa<\/h2>\n<p>No Brasil os tons pastel predominaram no come\u00e7o da ind\u00fastria (d\u00e9cadas de 1950 e 1960), embora houvesse variadas cores \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, do verde escuro comum no Jeep a vinhos e vermelhos. Um recurso frequente na \u00e9poca era a pintura do teto em branco, caso da linha <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/cpassado3\/dkw-vemag-1.htm\" target=\"_blank\">DKW-Vemag<\/a>, o que fazia todo o sentido: em um pa\u00eds tropical, o teto claro absorvia menos calor dos raios solares e ajudava a manter o conforto quando nem os carros mais luxuosos tinham ar-condicionado \u2014 surgiria em 1967 no <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/classicos\/aero-1.htm\" target=\"_blank\">Willys Itamaraty<\/a>. Na contram\u00e3o do bom-senso, meio s\u00e9culo depois muitos aplicariam revestimento pl\u00e1stico preto ao teto de seus carros em uma suposta imita\u00e7\u00e3o do teto solar panor\u00e2mico.<\/p>\n<figure id=\"attachment_71098\" aria-describedby=\"caption-attachment-71098\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/VW-Kombi-Especial.jpg\" rel=\"attachment wp-att-71098\"><img decoding=\"async\" class=\"td-modal-image wp-image-71098 size-medium lazyload\" data-src=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/VW-Kombi-Especial-340x227.jpg\" alt=\"Na vers\u00e3o Especial da primeira Kombi, a pintura em dois tons, comum na \u00e9poca\" width=\"340\" height=\"227\" data-srcset=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/VW-Kombi-Especial-340x227.jpg 340w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/VW-Kombi-Especial-696x464.jpg 696w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/VW-Kombi-Especial-1068x712.jpg 1068w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/VW-Kombi-Especial-630x420.jpg 630w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/VW-Kombi-Especial-222x148.jpg 222w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/VW-Kombi-Especial.jpg 1280w\" data-sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 340px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 340\/227;\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-71098\" class=\"wp-caption-text\">Na vers\u00e3o Especial da primeira Kombi, a pintura em dois tons, comum na \u00e9poca<\/figcaption><\/figure>\n<p>Outra solu\u00e7\u00e3o que teve seu sucesso era a pintura em duas cores dividida na linha de cintura (por volta da altura das ma\u00e7anetas das portas), conhecida como \u201csaia e blusa\u201d. Era comum na <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/classicos\/kombi-1.htm\" target=\"_blank\">Kombi<\/a> em vers\u00e3o de luxo, mas tamb\u00e9m em autom\u00f3veis, em geral com o tom mais claro na parte superior. A General Motors tentou reeditar a ideia no fim nos anos 80 no <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/classicos\/monza-1.htm\" target=\"_blank\">Monza<\/a> e no <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/classicos\/opala-1.htm\" target=\"_blank\">Opala<\/a>, mas encontrou poucos apreciadores. A Ford, em 1994, comemorou seus 75 anos de Brasil com uma edi\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/cpassado3\/ford-escort-brasil-1.htm\" target=\"_blank\">Escort XR3 Convers\u00edvel<\/a>\u00a0em preto com para-choques e laterais inferiores em tom de champanhe.<\/p>\n<p>O preto fosco tamb\u00e9m teve sua grande fase nos anos 70 em aplica\u00e7\u00e3o parcial, como em cap\u00f4s, faixas laterais e no painel entre as lanternas traseiras. Era uma maneira simples para o fabricante sugerir esportividade em vers\u00f5es de <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/classicos\/chevette-1.htm\" target=\"_blank\">Chevrolet Chevette<\/a> e <a href=\"https:\/\/www.autolivraria.com.br\/classicos\/opala-1.htm\" target=\"_blank\">Opala<\/a>, <a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/passado\/historia-ford-corcel-belina-del-rey-pampa\/\" target=\"_blank\">Ford Corcel<\/a> e outros que de esportivos tinham muito pouco. Mais tarde, em 1986, a Fiat adotava a tampa traseira preta como padr\u00e3o no <a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/passado\/fiat\/fiat-uno-a-grande-familia-e-seu-ultimo-rebento\/\" target=\"_blank\">Uno 1.5R<\/a>, ideia que a Volkswagen reeditaria com o Up TSI em 2015.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>De tempos em tempos surgem\u00a0tons ousados para chamar aten\u00e7\u00e3o, como no caso cl\u00e1ssico do Voyage Los Angeles \u201cazul de tampa de panela\u201d<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O advento das pinturas met\u00e1licas, que se tornaram populares na d\u00e9cada de 1980, trouxe algumas mudan\u00e7as. Por um lado surgiram novos tons e efeitos diferenciados, que valorizaram cores como prata, cinza, dourado, vinho e azul-marinho. Por outro, essa pintura mostrou-se mais resistente \u00e0s intemp\u00e9ries que a convencional (s\u00f3lida). \u00c9 interessante notar que o preto sempre usou pintura s\u00f3lida, assim como branco e o tom b\u00e1sico de vermelho: s\u00f3 de 10 ou 15 anos para c\u00e1 se tornaram comuns os pretos e brancos perolizados.<\/p>\n<p>De tempos em tempos alguns fabricantes lan\u00e7am cores e tons ousados, muitas vezes como estrat\u00e9gia para chamar aten\u00e7\u00e3o a um modelo, vers\u00e3o ou s\u00e9rie especial. H\u00e1 o caso cl\u00e1ssico do VW Voyage Los Angeles, de 1984, em um azul t\u00e3o chamativo que ganhou o apelido de \u201ctampa de panela\u201d \u2014 e poucas unidades da edi\u00e7\u00e3o sobreviveram sem uma repintura em tom mais discreto. Nos anos 90, carros como Chevrolet Corsa, Fiat Palio e Ford Fiesta ganharam op\u00e7\u00f5es de verde, roxo e laranja que se destacavam nas ruas, mesmo que n\u00e3o tenham alcan\u00e7ado vendas significativas.<\/p>\n<p>O amarelo ganhou for\u00e7a na d\u00e9cada de 2000, tanto nos esportivos da Fiat (Palio, Stilo, Bravo) quanto em modelos de \u201caventuras\u201d como o Ford Ecosport 4WD e o VW Crossfox. J\u00e1 era muito visto em carros de alto desempenho nas revistas estrangeiras, mas essa tend\u00eancia s\u00f3 parece ter chegado com intensidade ao Brasil anos depois com o Chevrolet Camaro&#8230; Outro recente entre n\u00f3s \u00e9 o laranja, esp\u00e9cie de cor oficial da VW Saveiro Cross. E h\u00e1 pouco se notou um ressurgimento do verde e do marrom, relacionados \u00e0 natureza, em\u00a0picapes e utilit\u00e1rios esporte.<\/p>\n<p>O branco \u00e9 um caso curioso: foi forte como segunda cor dos compradores por muito tempo, mas come\u00e7ou a sofrer rejei\u00e7\u00e3o nos anos 90 depois que cidades como S\u00e3o Paulo o adotaram como padr\u00e3o nos t\u00e1xis. Na d\u00e9cada passada o carro branco foi exce\u00e7\u00e3o, at\u00e9 que a tend\u00eancia internacional chegou ao Pa\u00eds com modelos importados, que o tornaram novamente desejado. Hoje, o branco est\u00e1 massificado a ponto de\u00a0cansar alguns como fez o prata.<\/p>\n<p>Para quem vai comprar um carro, al\u00e9m da \u00f3bvia quest\u00e3o de gosto, alguns fatores podem ser considerados na escolha da cor. Um deles, claro, \u00e9\u00a0a prefer\u00eancia do mercado: se para voc\u00ea qualquer uma serve, seguir a corrente \u2014 optar por branco, prata ou preto, ainda as mais aceitas \u2014 pode ajudar a encontrar um comprador com mais facilidade no momento da venda. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m quest\u00f5es pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>Como sabiam os alem\u00e3es que definiram o teto branco para o DKW, tons claros colaboram para menor aquecimento da carroceria, que acaba por influir na temperatura interna. Em teste\u00a0realizado nos anos 80 pela revista <em>Quatro Rodas<\/em> com dois Monzas, ap\u00f3s certo tempo de exposi\u00e7\u00e3o ao sol o interior do carro preto estava cerca de 10\u00b0C mais quente que o do modelo branco.<\/p>\n<p>A pintura preta, que para muitos tem classe e eleg\u00e2ncia, \u00e9 tamb\u00e9m das mais trabalhosas: poeira e sujeira aparecem com facilidade (h\u00e1 quem diga que j\u00e1 parece empoeirada antes de se terminar a secagem), assim como riscos, e o tom se queima bastante com a exposi\u00e7\u00e3o ao sol, sobretudo no caso de pintura s\u00f3lida. O vermelho s\u00f3lido sofre desse mesmo mal. No outro extremo, o carro branco deixa evidentes as manchas, como a da sujeira espalhada pela chuva ou ao passar por res\u00edduos de asfalto na via.<\/p>\n<p>Tons de cinza e prata parecem um meio-termo ideal nessas quest\u00f5es, mas t\u00eam uma desvantagem: os pigmentos usados na pintura s\u00e3o trabalhosos de ser reproduzidos caso seja preciso repintar uma parte. N\u00e3o \u00e9 raro verem-se carros prata com para-choques \u2014 ou at\u00e9 uma porta ou para-lama \u2014 em tom diferente do restante, evidenciando a repintura. Mesmo assim, \u00e9 uma das cores favoritas do pessoal de Estilo dos fabricantes, pois destaca as curvas, sombras e nuances do desenho da carroceria. O branco simplesmente \u201cachata\u201d tudo, enquanto tons escuros dificultam visualizar os detalhes.<\/p>\n<a href='https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/colunas\/editorial\/carro-novo-ou-usado-alguns-fatores-a-considerar\/' class='small-button smallsilver'>Editorial anterior<\/a>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por que o Ford T era preto, os esportivos alem\u00e3es prateados e os Ferraris vermelhos? S\u00e3o curiosidades sobre os tons que pintam os carros<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":69289,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[3593],"tags":[153,19,31,591],"class_list":["post-71096","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-editorial","tag-colunas-2","tag-curiosidades","tag-editorial","tag-mercado"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71096","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=71096"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/71096\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/media\/69289"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=71096"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=71096"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=71096"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}