{"id":72821,"date":"2016-05-03T10:02:20","date_gmt":"2016-05-03T13:02:20","guid":{"rendered":"http:\/\/bestcars.uol.com.br\/bc\/?p=72821"},"modified":"2016-05-04T09:36:49","modified_gmt":"2016-05-04T12:36:49","slug":"freios-por-que-surge-o-ressalto-na-borda-dos-discos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/mais\/cons-tecnico\/freios-por-que-surge-o-ressalto-na-borda-dos-discos\/","title":{"rendered":"Freios: por que surge o ressalto na borda dos discos"},"content":{"rendered":"<p>Parab\u00e9ns ao <strong>Best Cars<\/strong> pelo excelente n\u00edvel t\u00e9cnico. Por que as pastilhas de freio dos autom\u00f3veis t\u00eam tamanho menor que a pista do disco? Como sabemos, os discos, de uma forma geral, t\u00eam desgaste muito menor que as pastilhas e com o passar do tempo se cria um ressalto na borda do disco, for\u00e7ando-nos \u00e0 ret\u00edfica ou troca. Isso gera um custo mais alto de manuten\u00e7\u00e3o. Existe limita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica para que a pastilha entre em contato de forma completa com a pista do disco, ou isso \u00e9 somente um modo de manter o com\u00e9rcio de pe\u00e7as?<\/p>\n<p><strong>Maur\u00edcio Di\u00eaz &#8211; S\u00e3o Paulo, SP<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Interessante sua observa\u00e7\u00e3o, ainda mais por haver casos \u2014 como em freios a disco de bicicletas \u2014 em que a pastilha cobre o que voc\u00ea chamou de pista de disco, que seria a dist\u00e2ncia entre o di\u00e2metro m\u00ednimo e o m\u00e1ximo do disco de freio.<\/p>\n<figure id=\"attachment_72822\" aria-describedby=\"caption-attachment-72822\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Freio-a-disco.jpg\" rel=\"attachment wp-att-72822\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-72822 size-medium\" src=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Freio-a-disco-340x226.jpg\" alt=\"\" width=\"340\" height=\"226\" srcset=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Freio-a-disco-340x226.jpg 340w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Freio-a-disco-631x420.jpg 631w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Freio-a-disco-222x148.jpg 222w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/Freio-a-disco.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-72822\" class=\"wp-caption-text\">Em frenagens normais a pastilha n\u00e3o faz contato com a borda do disco, reservada para a deforma\u00e7\u00e3o dela em uso severo<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u00c9 preciso observar que os sistemas de freio a disco produzem for\u00e7as enormes entre a pastilha e o disco que, pela lei da f\u00edsica de a\u00e7\u00e3o e rea\u00e7\u00e3o, acabam sendo repassadas \u00e0s pin\u00e7as e a seus suportes \u2014 for\u00e7as que, em um carro pequeno, passam de 8.000 N ou 800 kg. Fica f\u00e1cil imaginar que todo esse conjunto (os suportes e os elementos aos quais s\u00e3o presos, como a torre do amortecedor no caso de suspens\u00e3o McPherson) se deforma com a aplica\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a t\u00e3o alta. As pin\u00e7as tamb\u00e9m se deformam com tal for\u00e7a, fen\u00f4meno notado ao pressionar o pedal de freio com certo vigor: quanto mais for\u00e7a se aplica ao pedal, mais fundo ele vai.<\/p>\n<p>Ora, se o fluido do sistema de freios n\u00e3o se deforma ou se comprime sob press\u00e3o, como pode o pedal continuar a se mover com o aumento da for\u00e7a? Alguma coisa est\u00e1 cedendo \u2014 e uma delas s\u00e3o as pin\u00e7as \u201cabrindo\u201d com o esfor\u00e7o. Ali\u00e1s, muitas partes do ve\u00edculo fletem, torcem e se deformam durante o uso, sobretudo em solicita\u00e7\u00f5es extremas. O conjunto motor\/transmiss\u00e3o, por exemplo, \u201cdan\u00e7a\u201d dentro do cofre de forma impressionante. O fen\u00f4meno de <a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/glossario-e\/#este\" target=\"_blank\">ester\u00e7amento por torque<\/a>\u00a0percebido\u00a0em alguns carros durante uma acelera\u00e7\u00e3o forte tamb\u00e9m \u00e9 fruto de deforma\u00e7\u00f5es, mas esse tema fica para outra vez.<\/p>\n<p>No caso dos freios, necessita-se de \u201c\u00e1rea\u201d de disco sobrando para garantir que em uma frenagem\u00a0de emerg\u00eancia, quando a pin\u00e7a e a pastilha j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o na posi\u00e7\u00e3o original, a pastilha continue com toda sua \u00e1rea em contato com o disco. Caso n\u00e3o houvesse tal sobra, as extremidades da pastilha perderiam o contato com o disco, diminuindo a capacidade de frenagem e causando desgaste muito irregular \u00e0 pastilha: surgiria um \u201cdegrau\u201d na pe\u00e7a, com uma \u00e1rea pequena em relevo que, na pr\u00f3xima frenagem, seria a \u00fanica parte em contato com o disco.<\/p>\n<p>Como no uso comum n\u00e3o se requisitam os freios com todo esse vigor, acaba-se criando o citado ressalto, pois a pastilha entra em contato com uma superf\u00edcie menor do disco. Mesmo que n\u00e3o fosse criado esse ressalto, o disco tamb\u00e9m se desgasta (claro que bem menos que a pastilha) e, ao atingir a espessura m\u00ednima, requer substitui\u00e7\u00e3o. Um disco muito \u201cfino\u201d pode criar uma situa\u00e7\u00e3o perigosa quando as pastilhas estiverem mais gastas:\u00a0o curso dos pist\u00f5es das pin\u00e7as chegar ao limite sem prover a capacidade de frenagem necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class='code-block code-block-7' style='margin: 28px auto; text-align: center; display: block; clear: both;'>\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\"><\/script>\n<!-- AL-quadrado -->\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-1914799802606213\"\n     data-ad-slot=\"5683066082\"\n     data-ad-format=\"auto\"\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por isso, infelizmente para o bolso do consumidor, o disco deve ser trocado ao atingir a espessura m\u00ednima. Uma alternativa para eliminar o ressalto enquanto n\u00e3o atinge esse limite \u00e9 a retifica (\u201cpasse\u201d) no momento da troca de pastilhas, para que em frenagem de emerg\u00eancia elas possam se \u201cmovimentar\u201d e ter o m\u00e1ximo de contato em toda \u00e1rea do disco. No entanto, ao se considerarem os custos da ret\u00edfica e de um novo disco e a expectativa de vida \u00fatil de cada caso \u2014 disco novo ou retificado \u2014, tem sido compensador optar pela substitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Pode parecer um certo fomento ao com\u00e9rcio por tr\u00e1s disso tudo, mas n\u00e3o devemos desprezar o esfor\u00e7o que o sistema de freios sofre. At\u00e9 hoje, ele \u00e9 a \u00fanica maneira eficiente e segura para converter a energia cin\u00e9tica (de movimento) em outra energia, no caso a t\u00e9rmica, por meio de atrito. Por ser feita essa convers\u00e3o por atrito, sempre haver\u00e1 desgaste e necessidade de reposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ve\u00edculos el\u00e9tricos, h\u00edbridos e mesmo trens e bondes el\u00e9tricos possuem sistemas de freios el\u00e9tricos para frenagens leves, nos quais \u2014 grosso modo \u2014 o motor el\u00e9trico atua como gerador, criando um torque resistivo e convertendo parte da energia cin\u00e9tica em energia el\u00e9trica para as baterias (ou a rede el\u00e9trica que os alimenta), a chamada regenera\u00e7\u00e3o. Contudo, mesmo nesses ve\u00edculos o freio convencional sempre est\u00e1 l\u00e1 para frenagens mais intensas ou de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p><em>Texto: Felipe Hoffmann &#8211; Foto: divulga\u00e7\u00e3o Volvo<\/em><\/p>\n<div class='one_half'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/consultorio-tecnico-a-mecanica-bem-explicada\/' class='small-button smallsilver'>Mais Consult\u00f3rio T\u00e9cnico<\/a>\n\t\t\t\t<\/div>\n<div class='one_half last'>\n\t\t\t\t\t<a href='https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/consultorio-tecnico-envie-sua-duvida\/' class='small-button smallsilver'>Envie sua d\u00favida<\/a>\n\t\t\t\t<\/div><div class='clear'><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Publicado em 3\/5\/16<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":72822,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[29],"tags":[546,561,22],"class_list":["post-72821","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cons-tecnico","tag-consultorio-tecnico","tag-freios","tag-tecnica"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72821","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=72821"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/72821\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/media\/72822"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=72821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=72821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=72821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}