{"id":80672,"date":"2016-12-13T07:00:45","date_gmt":"2016-12-13T10:00:45","guid":{"rendered":"http:\/\/bestcars.uol.com.br\/bc\/?p=80672"},"modified":"2017-01-10T08:46:05","modified_gmt":"2017-01-10T11:46:05","slug":"transporte-coletivo-por-que-tanto-pau-velho-nas-ruas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/colunas\/carro-micro-macro\/transporte-coletivo-por-que-tanto-pau-velho-nas-ruas\/","title":{"rendered":"Transporte coletivo: por que tanto \u201cpau velho\u201d nas ruas"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-78831\" src=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Carro-Micro-e-Macro-2.jpg\" alt=\"Carro Micro e Macro\" width=\"696\" height=\"107\" srcset=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Carro-Micro-e-Macro-2.jpg 696w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Carro-Micro-e-Macro-2-340x52.jpg 340w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/Carro-Micro-e-Macro-2-222x34.jpg 222w\" sizes=\"(max-width: 696px) 100vw, 696px\" \/><\/p>\n<h2>Vai-vem da legisla\u00e7\u00e3o sobre servi\u00e7o de \u00f4nibus ajuda a explicar o tr\u00e1fego de carros particulares sem condi\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1997, parado num sem\u00e1foro, o carro de minha esposa foi abalroado na traseira por um VW Gol 1981. Quando nosso carro ficou pronto, no trajeto entre a oficina e o escrit\u00f3rio um Voyage 1982 n\u00e3o conseguiu parar no sinal fechado e arrancou o pobre para-choque, que n\u00e3o durou meia hora. Isso me chamou a aten\u00e7\u00e3o para a quantidade absurda de \u201cpaus velhos\u201d \u2014 como s\u00e3o conhecidos, entre outros apelidos, os carros velhos e sem conserva\u00e7\u00e3o \u2014 rodando pelas cidades.<\/p>\n<p>Suspeitei que isso tivesse rela\u00e7\u00e3o com a m\u00e1 qualidade do transporte p\u00fablico no Brasil. Minha suspeita confirmou-se quando minha sobrinha veio do Rio de Janeiro para estudar na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e disse: \u201cAqui, quem n\u00e3o tem carro n\u00e3o tem o direito de se divertir\u201d. Ela tem raz\u00e3o: aos s\u00e1bados a frota de \u00f4nibus cai 50% e algumas linhas s\u00e3o desativadas. Aos domingos ela cai para 25% com ainda menos linhas. \u00c9 imposs\u00edvel um morador do Jardim \u00c2ngela ir visitar a m\u00e3e em S\u00e3o Miguel. S\u00f3 tendo um \u201cpau velho\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Na remunera\u00e7\u00e3o por passageiro, os empres\u00e1rios medem a rentabilidade das linhas por ocupantes por km: n\u00e3o \u00e9 interessante o usu\u00e1rio que vai de ponta a ponta<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_80678\" aria-describedby=\"caption-attachment-80678\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Jabiraca.jpg\" rel=\"attachment wp-att-80678\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-80678 size-medium lazyload\" data-src=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Jabiraca-340x226.jpg\" alt=\"Para um membro da classe D, n\u00e3o importa qu\u00e3o velho e acabado seja seu carro: ser\u00e1 sempre um bem substituto e superior ao \u00f4nibus\" width=\"340\" height=\"226\" data-srcset=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Jabiraca-340x226.jpg 340w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Jabiraca-631x420.jpg 631w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Jabiraca-222x148.jpg 222w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Jabiraca.jpg 640w\" data-sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 340px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 340\/226;\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-80678\" class=\"wp-caption-text\">Para um membro da classe D, n\u00e3o importa qu\u00e3o velho e acabado seja seu carro: ser\u00e1 sempre um bem substituto e superior ao \u00f4nibus<\/figcaption><\/figure>\n<p>Na microeconomia \u2014 e, em consequ\u00eancia, no marketing \u2014 os bens podem ser substitutos, concorrentes e complementares. Substitutos, quando concorrem na fun\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o na forma (\u00f4nibus vs. carro); concorrentes, quando concorrem em fun\u00e7\u00e3o e forma (Voyage x Siena); superiores, quando o consumo aumenta com a renda (joia vs. bijuteria); inferiores, quando o consumo diminui quando a renda cresce (\u00f4nibus vs. t\u00e1xi). Esse comportamento ocorre em um limite de pre\u00e7o; mesmo assim, as evid\u00eancias mostram que n\u00e3o s\u00e3o conceitos estapaf\u00fardios. Onde fica o transporte coletivo?<\/p>\n<p>Em 1989, a ent\u00e3o prefeita de S\u00e3o Paulo Lu\u00edza Erundina (1989-1992) alterou a forma de remunera\u00e7\u00e3o das companhias de \u00f4nibus: antes por passageiro, agora por quil\u00f4metro rodado. Surgiram lendas como \u201co empres\u00e1rio deixa o carro rodando sobre cavaletes\u201d, o que jamais aconteceu porque a dist\u00e2ncia das linhas era conhecida \u2014 bastava contar as viagens. Andava-se sentado, at\u00e9 lendo jornal, como em Londres, mas surgiu a reclama\u00e7\u00e3o de que os \u00f4nibus andavam vazios demais. Segundo alunos meus, herdeiros de uma operadora de n\u00edvel nacional, n\u00e3o foi verdade porque havia um limite de carros por trajeto.<\/p>\n<p>Por passageiro, os empres\u00e1rios medem a rentabilidade das linhas pelo IPK (\u00edndice de passageiros por km). Se o custo por km for de R$ 5,00 e o repasse pela prefeitura for de R$ 2,50, ser\u00e3o necess\u00e1rios dois passageiros por km para compensar. Assim, n\u00e3o \u00e9 interessante o usu\u00e1rio que vai de ponta a ponta da linha, mas a rotatividade. Isso induz as linhas a serem verdadeiros caminhos de rato, dando voltas e mais voltas para maximizar o IPK.<\/p>\n<p>Quando a remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 por km, quanto mais carros houver na rua, maior a receita. Seria de imaginar que os empres\u00e1rios adorariam esse m\u00e9todo porque, sendo o pre\u00e7o justo e sem superlota\u00e7\u00e3o, menor o custo por km, apesar do maior peso do trabalho (cobrador e motorista). S\u00f3 que eles n\u00e3o gostaram nada da ideia porque cabia a eles comprar os novos \u00f4nibus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class='code-block code-block-7' style='margin: 28px auto; text-align: center; display: block; clear: both;'>\n<script async src=\"https:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/js\/adsbygoogle.js\"><\/script>\n<!-- AL-quadrado -->\n<ins class=\"adsbygoogle\"\n     style=\"display:block\"\n     data-ad-client=\"ca-pub-1914799802606213\"\n     data-ad-slot=\"5683066082\"\n     data-ad-format=\"auto\"\n     data-full-width-responsive=\"true\"><\/ins>\n<script>\n     (adsbygoogle = window.adsbygoogle || []).push({});\n<\/script><\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2>Toda a sucata para S\u00e3o Paulo<\/h2>\n<p>Veio a gest\u00e3o de Paulo Maluf (1993-1996) e, com a privatiza\u00e7\u00e3o da Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC), voltou-se a pagar por passageiro, mas de forma desfavor\u00e1vel aos usu\u00e1rios: no mesmo decreto a idade do carro deixou de contar pelo chassi, mas pela carroceria. Todo o descarte de \u00f4nibus do Brasil veio parar em sua maior cidade, reencarro\u00e7ado. Sem controle de frequ\u00eancia, a frota reduziu-se. Com superlota\u00e7\u00e3o e ve\u00edculos ruins, floresceu o transporte clandestino \u2014 lembra-se dos perueiros? \u2014 a ponto de as concession\u00e1rias ressentirem-se da concorr\u00eancia.<\/p>\n<p>A mesma ideia de pagar por km, com o nome de pagamento por partida, voltou na gest\u00e3o de Marta Suplicy (2001-2004). Dessa vez a estabilidade econ\u00f4mica permitiu a aquisi\u00e7\u00e3o dos \u00f4nibus pelo BNDES com juros reais de at\u00e9 5% ao ano, o que diluiu o desembolso inicial. Mesmo assim, os empres\u00e1rios n\u00e3o gostaram devido ao custo da m\u00e3o de obra, que subia em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero de carros na rua, e o modelo nunca foi totalmente implantado. Previa-se uma altera\u00e7\u00e3o significativa dos trajetos para acabar com os \u201ccaminhos de ratos\u201d e induzir \u00e0 baldea\u00e7\u00e3o, tantas vezes quanto necess\u00e1rio a otimizar seu percurso e sem esperar muito.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<blockquote><p>Se a fun\u00e7\u00e3o do cobrador fosse eliminada e os habilitados fossem promovidos a motoristas, seria poss\u00edvel usar \u00f4nibus menores, mais \u00e1geis e com maior frequ\u00eancia<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim que tomou posse, em 2005, Jos\u00e9 Serra voltou a pagar por passageiro. Os carros novos foram vendidos, as d\u00edvidas foram transferidas para os que ficaram (resultando numa r\u00e9gia entrada de caixa), a frota diminuiu, a lota\u00e7\u00e3o aumentou e, a exemplo das gest\u00f5es Maluf e Pitta, cresceu o n\u00famero de &#8220;paus velhos&#8221; nas ruas, refor\u00e7ando o pensamento de minha sobrinha. O transporte clandestino s\u00f3 n\u00e3o ressurgiu por conta do bilhete \u00fanico e do vale-transporte eletr\u00f4nico, que n\u00e3o pode ser negociado no paralelo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_80679\" aria-describedby=\"caption-attachment-80679\" style=\"width: 340px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Onibus-SP-Foto-SPTrans-01.jpg\" rel=\"attachment wp-att-80679\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-80679 size-medium lazyload\" data-src=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Onibus-SP-Foto-SPTrans-01-340x186.jpg\" alt=\"\u00d4nibus maiores e articulados contornam a lei municipal sobre dois funcion\u00e1rios em cada carro, de modo a reduzir o custo da m\u00e3o de obra por km (Foto: SPTrans)\" width=\"340\" height=\"186\" data-srcset=\"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Onibus-SP-Foto-SPTrans-01-340x186.jpg 340w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Onibus-SP-Foto-SPTrans-01-222x121.jpg 222w, https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Onibus-SP-Foto-SPTrans-01.jpg 640w\" data-sizes=\"(max-width: 340px) 100vw, 340px\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" style=\"--smush-placeholder-width: 340px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 340\/186;\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-80679\" class=\"wp-caption-text\">\u00d4nibus maiores contornam a lei municipal sobre dois funcion\u00e1rios em cada carro, de modo a reduzir o custo da m\u00e3o de obra (Foto: SPTrans)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para um membro da classe D, n\u00e3o importa qu\u00e3o velho e acabado seja seu carro: ser\u00e1 sempre um bem substituto e superior ao \u00f4nibus. Substituto ele \u00e9 por conta da disponibilidade; superior ele acaba sendo, injustamente, porque suas condi\u00e7\u00f5es de trafegar s\u00e3o muito menos que sofr\u00edveis. A\u00ed entra outro conceito microecon\u00f4mico, o efeito demonstra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 importante para o indiv\u00edduo mostrar que largou o \u00f4nibus por um carro. A ideia de \u201cver e ser visto\u201d existe em todas as classes sociais. Devido aos maus servi\u00e7os de transporte coletivo, ser visto num \u00f4nibus \u00e9 depreciativo, a pessoa \u2014 em especial da classe D \u2014 sente-se socialmente diminu\u00edda. Uma prova disso \u00e9 o metr\u00f4, que em S\u00e3o Paulo \u00e9 de muito boa qualidade, mesmo lotado: nele, ricos e pobres compartilham o espa\u00e7o sem pejo. Em Nova York \u00e9 justamente o contr\u00e1rio: como o metr\u00f4 \u00e9 sujo e mal cuidado, bonito \u00e9 andar de \u00f4nibus, por mais demorado que seja.<\/p>\n<p>Existe ainda outro complicador, o cobrador. Segundo artigo do jornalista Adamo Bazani, especialista em transporte, os cobradores custam para os contribuintes de S\u00e3o Paulo o mesmo que o subs\u00eddio dado pela prefeitura \u00e0s empresas privadas. No Brasil inteiro esse profissional est\u00e1 por acabar e, em muitas cidades, isso j\u00e1 aconteceu a 100% das linhas, mas na capital paulista uma lei municipal obriga a presen\u00e7a de um funcion\u00e1rio al\u00e9m do motorista. Isso induz ao uso de carros cada vez maiores, de tal modo que o custo da m\u00e3o de obra sobre o km rodado diminua. Ent\u00e3o, linhas com frequ\u00eancia de 5 minutos e carros de 12 metros passaram a ter uma frequ\u00eancia de 10 minutos com carros de 23 metros.<\/p>\n\n<p>Para os arquitetos que se dedicam a projetar a distribui\u00e7\u00e3o interna dos ve\u00edculos, a presen\u00e7a do cobrador e da roleta bem no meio causa grandes restri\u00e7\u00f5es. O conjunto ocupa quatro lugares, al\u00e9m de desorganizar o resto. O cobrador, depois da introdu\u00e7\u00e3o dos bilhetes eletr\u00f4nicos, fica ocioso a maior parte do tempo porque em S\u00e3o Paulo somente 8% dos pagamentos s\u00e3o em dinheiro. Se a fun\u00e7\u00e3o fosse eliminada e os muitos cobradores habilitados fossem promovidos a motoristas, seria poss\u00edvel usar carros menores, mais \u00e1geis e com maior frequ\u00eancia, minimizando o desemprego e otimizando o sistema de acordo com o desenhado quando do projeto do bilhete \u00fanico.<\/p>\n<p>Como vimos, s\u00e3o v\u00e1rios os fatores que impedem a ado\u00e7\u00e3o de um modelo de transporte coletivo atraente para a popula\u00e7\u00e3o como um todo. Um deles \u00e9, como se viu no debate entre Serra e Haddad na corrida \u00e0 prefeitura, em 2012, a pol\u00eamica se transporte coletivo era coisa para rico ou para pobre: o correto \u00e9 afirmar que \u00e9 para o povo.<\/p>\n<a href='https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/informe-se\/colunas\/destaques-colunas\/rodovias-vs-ferrovias-por-que-andamos-de-carro\/' class='small-button smallsilver'>Coluna anterior<\/a>\n<p><i>A coluna expressa as opini\u00f5es do colunista e n\u00e3o as do Best Cars<\/i><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vai-vem da legisla\u00e7\u00e3o sobre servi\u00e7o de \u00f4nibus ajuda a explicar o tr\u00e1fego de carros particulares sem condi\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":78830,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_joinchat":[],"footnotes":""},"categories":[4195],"tags":[4196,153,4232,1953,4240],"class_list":["post-80672","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-carro-micro-macro","tag-carro-micro-e-macro","tag-colunas-2","tag-onibus","tag-transito","tag-transporte-coletivo"],"amp_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80672","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80672"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80672\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/media\/78830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80672"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80672"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/autolivraria.com.br\/bc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80672"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}