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Jeep: painel bem-equipado, comandos de áudio no volante, configuração de funções como trava de portas

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Toyota: aspecto interno mais luxuoso e elaborado e um computador de bordo que gera interessantes gráficos

O Prado oferece oito lugares, mas a terceira fila de assentos destina-se só a crianças pequenas — ou a adultos que deixem as pernas em casa... O uso de carroceria sobre chassi e de eixo traseiro rígido (saiba mais) certamente influem, pois um monobloco com suspensão independente aumentaria o espaço útil na região. Além disso, o acesso àquelas posições é incômodo. Esses bancos (divididos em 50/50) podem ser rebatidos e guardados junto às laterais, um sistema bem-feito mas que requer certo esforço.

Bom recurso é a reclinação do encosto da segunda fila, que é dividida em 60/40. Nesse banco o Toyota é mais espaçoso para pernas e cabeças, além de não apresentar o problema do Jeep — assento baixo em relação ao assoalho, o que deixa as pernas mal apoiadas.

Ambos estão fartamente equipados: controlador de velocidade, porta-objetos no console central, porta-copos (seis no Toyota, quatro no Jeep), tomadas de energia no console (e no compartimento de bagagem do Prado) em adição ao acendedor de cigarros, aviso para porta mal fechada, temporizador ajustável no limpador de pára-brisa. Falta nos dois a faixa degradê no pára-brisa.

Vantagens do Land Cruiser Prado são o rádio/toca-CDs que admite seis discos (mais útil que o toca-fitas do Grand Cherokee), recolhimento elétrico dos retrovisores externos, comando interno do bocal do tanque (embora em posição estranha, sob o volante), luz de cortesia nas portas, maçanetas internas cromadas (para melhor visualização à noite), dois hodômetros parciais, espelhos iluminados nos pára-sóis e fechadura no porta-luvas.

Seu ar-condicionado é outro destaque: possui ajuste automático de temperatura com separação entre esquerda e direita, controles específicos para a parte traseira (pode-se ajustar temperatura diversa da dianteira) e quatro difusores de ar no teto, posição ideal, já que o ar frio deve ser sempre dirigido para cima para uma refrigeração homogênea. O Laredo nem sequer tem ajuste automático.

O Grand Cherokee, por sua vez, tem a mais o comando do sistema de áudio no volante, temporizador do controle elétrico dos vidros (a função um-toque é restrita à descida do vidro do motorista nos dois), ajuste elétrico dos faróis, configuração do travamento das portas (o usuário decide se devem travar em movimento e se a do motorista será destravada em separado), buzina dupla (no Prado é monotonal, "bibi"), comutador de faróis de puxar somente e que nunca os acende já em facho alto, função uma-varrida no limpador de pára-brisa, iluminação no assoalho dianteiro e luzes de leitura traseiras.

A Toyota omite a capacidade de bagagem, o que é lamentável, mas não parece muito diferente da oferecida pelo Jeep quando os bancos adicionais são rebatidos. A tampa traseira do japonês abre-se para o lado direito, o contrário do que seria ideal aqui (no país de origem a circulação de trânsito é como na Inglaterra); há uma trava para mantê-la aberta. Continua

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