Os dados dos fabricantes
indicavam vantagens consistentes para o Laguna em velocidade
máxima e consumo, mas não foi bem isso que indicou a exclusiva Simulação
de Desempenho desenvolvida para o BCWS pelo consultor
Iran Cartaxo, que inclui gráficos com as curvas características
dos motores (figuras abaixo).
Inseridos os dados, o simulador apontou vantagem discreta do
Renault em velocidade (4 km/h a mais) e pequena desvantagem em
consumo (menos 0,4 km/l em cidade e 0,1 em estrada). De fato,
com potência superior em apenas 10 cv e aerodinâmica similar, o
francês teria de se valer de um acerto de transmissão ainda mais
exato para superar o australiano por boa margem.
Mas ocorreu o inverso. A 219 km/h o Laguna ficou em 5.450 rpm,
ou 550 abaixo do regime de potência máxima. Já o Omega superou
esta rotação em apenas 100 giros, chegando aos 5.300 à máxima de
215 km/h. Vale observar que as duas marcas adotam câmbios com
última marcha bem longa, para reduzir consumo e ruído. |
Por isso, ambos atingem a
velocidade máxima na penúltima marcha, que é a terceira para o
GM e a quarta para o Renault. A velocidade máxima por marcha,
que o simulador também fornece, comprova esta opção: a quarta do
Omega vai a 214 km/h, praticamente o mesmo que a terceira,
enquanto a quinta do Laguna, longa demais para sua potência,
estaciona em 201 km/h.
Onde a vantagem do francês foi consistente foi na aceleração: de
0 a 100 km/h em 9,5 segundos, bem melhor que os modestos 12,2 s
do australiano. O peso elevado e a ausência de quinta marcha
(que implica escalonamento mais
aberto) neste explicam a diferença, mesmo com maior
capacidade de transmitir potência em virtude da tração traseira.
O Renault venceu ainda nas retomadas, outro benefício de contar
com uma marcha adicional, pois aumenta a possibilidade de haver
uma relação ideal para cada faixa de velocidade. Finalmente, em
consumo o carro decepcionou, ficando para trás do GM, mesmo com
o menor peso. |