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Carros do Passado

O fim do GTO   Para muitos, o modelo de 1972 é considerado o último a justificar a famosa sigla. Para o ano seguinte a Pontiac o transformava novamente em um pacote esportivo de US$ 350 para o Le Mans, que acabara de ganhar nova (e insípida) carroceria. Nada mais havia dos velhos músculos e até os quatro faróis davam lugar a apenas dois. O motor básico baixava para 230 cv e o mais potente, o 455 de 250 cv, vinha apenas com câmbio automático.

Seus fãs não consideram o modelo 1973 um verdadeiro GTO: voltava a ser um pacote para o Le Mans, com estilo insípido e câmbio apenas automático no motor mais potente

Ainda parecia haver um alento: o 455 HO era renomeado 455 Super Duty, designação tradicional na marca usada já na década de 50. E prometia mesmo um superserviço: além de tudo o que o HO oferecia, adicionava cabeçotes com fluxo 10% melhor e uma previsão de fábrica para a instalação posterior de cárter seco. A intenção era oferecê-lo no GTO e no Firebird, mas uma mudança na direção da Pontiac levou ao aborto do projeto, que nunca chegou ao GTO. As vendas refletiram sua falta: 4,8 mil unidades.

Às vésperas de completar 10 anos, o GTO mudava outra vez de carroceria em 1974. Agora era baseado no Ventura, um modelo menor, o que fazia certo sentido, repetindo o conceito de carro médio com um grande motor do modelo 1964. Mas sob o capô — do tipo shaker, que se mexia ao acelerar — as coisas também estavam menores, com um V8 de 350 pol³ (5.798 cm³), 200 cv e torque de 40,7 m.kgf. Com versões cupê e hatchback, a Pontiac esperava revitalizar as vendas para 10 mil unidades; conseguiu vender sete mil. Foi o último ano da lenda.

No último ano, 1974, o GTO foi baseado no Venture, um Pontiac mais compacto. Embora fiel à proposta original, não convenceu a muitos e pôs fim à tradição de uma década

Entre altos e baixos, com cerca de 700 mil exemplares vendidos, o GTO — carinhosamente chamado The Great One, ou "o grande", em um trocadilho comum entre os americanos — conseguiu o mais importante que um automóvel deve ser: um marco na história, uma sigla que diz muito a qualquer entusiasta. Um símbolo tão forte que inspirou a Pontiac a seu ressurgimento, na pele do Monaro australiano.

Ficha técnica
_ GTO
(1964)
GTO HO
(1967)
GTO Ram Air
IV (1969)
MOTOR
Posição e cilindros longitudinal, 8 em V
Comando e válv. por cilindro no bloco, 2
Diâmetro e curso 103,1 x 95,2 mm 105 x 95 mm
Cilindrada 6.377 cm3 6.550 cm3
Taxa de compressão 10,75:1 10,25:1
Potência máxima bruta 345 cv a
4.800 rpm
360 cv a
5.100 rpm
370 cv a
5.500 rpm
Torque máximo bruto 59,1 m.kgf a
3.200 rpm
60,5 m.kgf a
3.600 rpm
61,5 m.kgf a
3.400 rpm
Alimentação 3 carb. duplos carburador de 4 corpos
CÂMBIO
Marchas e tração 4, traseira
FREIOS
Dianteiros e traseiros a tambor a disco / a tambor
SUSPENSÃO
Dianteira independente, braços sobrepostos
Traseira eixo rígido
RODAS
Pneus 7,50 - 14 ND
DIMENSÕES
Comprimento 5,15 m 5,24 m 5,1 m
Entreeixos 2,92 m 2,84 m
Peso 1.560 kg 1.635 kg 1.590 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima 200 km/h
Aceleração de 0 a 96 km/h 7 s 6,6 s 5,9 s
Dados de desempenho aproximados; ND = não disponível

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