Mas a glória ainda estava para chegar. No dia 13 de junho de 1970, sábado, acontecia a 24 Horas de Le Mans. A segurança começava a preocupar os organizadores e, pela primeira vez, os pilotos não sairiam correndo até os carros, que ficavam estacionados a 45 graus em frente aos boxes. Partiriam nesta posição, mas com os pilotos já dentro. A Ferrari havia inscrito 11 modelos 512 S e a Porsche alinhava sete unidades do 917. Ambas as equipes investiram uma fortuna visando a esta prova.

A equipe Gulf inscreveu três 917 K, que eram menos velozes nas retas, mas melhores nos trechos com curvas. A equipe Salzburg ia competir com um cauda-longa de 4,9 litros, pilotado por Elford/Ahrens. Nos testes, bateu o recorde da pista, fazendo o tempo de 3 min 27 s. A média foi de 242,68 km/h, a maior no circuito desde 1923! O outro da equipe era um 917 K com motor de 4,5 litros. Também estava lá Gérard Larrouse, pela equipe Martini. Eram os 917 brancos com faixas azuis, brancas e vermelhas, na versão LH. Seu companheiro de equipe, em outro carro, seria David Piper.

Reestudado para melhor aerodinâmica, o 917 ficava mais estável e também veloz em 1970. Na 24 Horas de Le Mans daquele ano, faturou os três primeiros lugares

Logo no início, Elford assumiu a ponta, seguido de Siffert e pelo Ferrari de Merzario. Ainda na primeira volta, Rodrigues com outro 917 ultrapassou o 512 S, de 5,0 litros e 560 cv. Não demorou muito tempo e o Ferrari de Vacarella quebrou. Logo depois outro, que poderia fazer certa pressão, o Alfa 33/3 de Gregory/Hezemans, da equipe Autodelta, teve problemas no motor. E a chuva, que faz parte do verão europeu, apareceu forte no circuito de Sarthe. As derrapagens começaram e deixaram os Ferraris de Clay Regazzoni, Bornier, Parkes e Derek Bell fora da competição.

E mais um recorde foi batido: Elford, com seu  917 de 4,9 litros, fez a volta em 3 min 21 s, média de 241,23 km/h. Na madrugada as quebras foram aumentando e Rodriguez também deixou a pista. No final das 24 horas, três Porsches chegaram primeiro e os Ferraris ficaram com quarto e quinto lugares. Foi a primeira vitória da Porsche em Le Mans, com Attwood e Herrmann. No restante do campeonato não foi diferente: na 6 Horas de Watkins Glen, nos EUA, o 917 também ganhou – Rodriguez/Kinunen chegaram na frente e Siffert/Briam Redman em segundo. A Porsche terminou o campeonato de 1970 com 87 pontos, sendo que a Ferrari, vice-campeã, fez menos da metade, apenas 42.

Para 1971 os 917 voltaram fortes em três poderosas equipes. Além da Gulf e da Martini, vinha também a Team Auto Usdau, cujo carro tinha uma bela pintura em tons de verde e azul, com os pilotos Jöst e Kauhsen. Por fora quase nada havia mudado, mas o motor estava mais disposto: no cauda-longa estava com 600 cv a 8.400 rpm. A velocidade máxima estimada era de 385 km/h.

Para 1971, uma nova equipe se somava às conhecidas Gulf e Martini. E o 917 estava mais potente: 600 cv na versão cauda-longa

No dia 4 de abril daquele ano, na 1.000 Quilômetros de Brands Hatch, a Porsche também alinhava o 908/3 Spider. A concorrência estava mais forte: a Ferrari com o 512 M da Herbert Muller Racing e o 312 BP da oficial, Ferrari SEFAC, que fez a pole com um motor boxer de 12 cilindros, 3,0 litros e 460 cv. A Alfa Romeo tinha o T33/3, da equipe Autodelta, com um V8 de 32 válvulas, 3,0 litros e 440 cv. O 917 ficou em terceiro com Siffert e Bell.

Três semanas depois, na 1.000 Quilômetros de Monza, a pole foi de Larrouse e Elford com o carro da Martini. Veio seguido do Ferrari de Ickx/Regazzoni e do Alfa de Nani Galli/Stommelen. Seria mais uma vitória do 917 K da J.W. Automotive Engineering, a Gulf, com a dupla Rodrigues/Oliver. Três voltas mais tarde chegava outro 917, da mesma equipe, de Siffert/Bell. O carro vitorioso bateu o recorde com a média de 246,42 km/h. Continua

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