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CSL teve 1.039 unidades vendidas ao público, pouco mais que o exigido
para que fosse homologado para as pistas. Nessa versão, a carroceria
aliviada em peso era como a de competição, aliada a vidros de
acionamento manual, pára-choques e janelas de plástico e reduzido
revestimento contra ruídos, o que resultava em um peso contido de 1.200
kg. Por dentro, exibia bancos dianteiros esportivos Recaro, revestimento
em couro preto e volante especial. No mercado alemão vinha sem direção
assistida (instalada em versões de exportação, porém) e as rodas eram
Alpina de 7 x 14 pol.
Com 200 cv na versão de 3,0 litros e 206 na posterior de 3,15 litros,
era um carro muito rápido para seu tempo e, com uma relação de
transmissão longa, trafegava com baixas rotações em velocidades de
autobahnen. Curiosamente, o conjunto aerodinâmico não era fornecido
instalado no carro e sim guardado no porta-malas. A legislação alemã
considerava o aerofólio traseiro, de plástico reforçado com
fibra-de-vidro e madeira balsa, um elemento perigoso e não permitia sua
montagem pela fábrica, mas nada impedia que o proprietário o usasse.
Apesar do apelo de ser o mais potente cupê de rua da BMW entre 1968 e
1976, a crise do petróleo fez com que as últimas unidades do CSL fossem
"queimadas" a preço muito baixo. Hoje um exemplar em ótimo estado pode
alcançar o valor de 100 mil dólares.
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