
O conceito Nomad de 1999: a
inspiração nas peruas feitas de 1955 a 1957 incluía o motor V8 de 5,7
litros

O Bel Air de 2002
lembrava um pouco o clássico de 1955, mas usava um motor de cinco cilindros
com
turbo

Em 2004 vinha outra Nomad,
inspirada no conceito original de 1954, com motor
turbo de quatro cilindros
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Mas a engenharia da Chevrolet bateu pé e tirou o seis-cilindros da linha
Bel Air 1974. Além do V8 de entrada de 1973, havia também a versão de
160 cv do 350, os 400 de 150 e 180 cv e o 454 de 235 cv. No modelo 1975,
grade,
faróis e piscas vinham separados e as colunas eram retas. A oferta
de motores permanecia inalterada. Esse foi o último ano do Bel Air nos
EUA, mas o nome prosseguiria no
Canadá por mais seis anos, como sombra do Impala.
Nunca, até o Bel Air, a Chevrolet havia criado um nome tão forte e
nunca, até o fim dele, um grande nome da marca havia saído de linha ou
recebido tratamento tão indiferente, como o de "só mais uma série".
Espera-se que um fabricante capaz de criar um carro tão especial,
com o dom raro de fascinar gerações nascidas bem depois de seu fim,
tenha aprendido algo com seus próprios erros e acertos. O brilho
atemporal do Bel Air em seu auge está na percepção de paixão, prazer
e o comprometimento com que parece que ele foi criado, algo tão raro
em Detroit desde então.
Ironicamente, com todo o prestígio
conquistado, o Bel Air 1957 não foi na época tão
popular quanto a Chevrolet esperava, ou seja, não foi o líder do
mercado. Naquele ano-modelo a Ford a ultrapassou em vendas pela primeira vez desde 1935.
Mas até onde a importância de um carro pode ser medida por
números? Sente-se o Bel Air da era pré-Impala como a expressão de um
tempo que deixou saudades — mesmo para quem não o conheceu.
Não há corrida de potência, número de opcionais, volume de cromados ou
recorde de vendas que consiga repetir esse nível de sucesso técnico,
estético, comercial, cultural e emocional. Dos Fords 1957, talvez exceto
pelo conversível de teto rígido retrátil, poucos se lembram. Já a
popularidade do Bel Air 1957 faz parecer que ele jamais saiu de linha
nesses 50 anos. É que, na realidade, ele nunca saiu dos corações nem dos
mais felizes pensamentos de seus milhões de admiradores. |