

A edição limitada Sisley 4x4,
de decoração mais jovial, e o furgão Panda Van, com complemento
plástico para alongar o teto na traseira


Até uma versão elétrica compôs a
vasta linha Panda, que chegava em 2003 ao fim da primeira geração com
poucas alterações na aparência |
Já o modelo de
tração integral vinha na edição limitada 4x4 Sisley, com pintura
metálica, inclinômetro, teto solar, rodas pintadas em branco, rack para
o teto, lavador de faróis e tomada de ar no capô. A popularidade da
versão foi tanta que no ano seguinte ela se transformaria em opção de
linha. O propulsor de 903 cm³ tornava-se restrito à exportação e ao uso
em séries limitadas.
Opção
elétrica
O Panda também foi um
laboratório de tecnologias alternativas da Fiat. Logo recebeu uma opção
movida a eletricidade, a Elettra. A versão apresentada em 1990 só levava
dois ocupantes, já que o espaço do banco traseiro fora todo ocupado
pelas pesadas baterias. O motor elétrico, de corrente contínua (DC),
desenvolvia potência equivalente a 18 cv e estava ligado ao câmbio e à
embreagem comuns às outras versões. O peso cresceu muito, para 1.150 kg,
e a suspensão e freios tiveram que ser reestudados. Não fazia milagres,
mas era uma boa proposta de transporte sem emissões poluentes ou ruídos.
Dois anos depois a
potência crescia para 24 cv.
Um Elettra chegou a vir ao Brasil para o 4º Encontro do Fórum Permanente
de Energias Renováveis, promovido pelo Ministério da Ciência e
Tecnologia em 1998. A Fiat o expôs dentro do projeto Estacionamento
Ecológico, elaborado em parceria com prefeituras como a de Belo
Horizonte e a de Curitiba. A idéia era criar um local onde o usuário
deixasse seu carro e saísse com outro, elétrico, para circular nas áreas
centrais da cidade sem poluir o ar.
O ano de 1991 trouxe mudanças profundas na linha, a começar pela
estética da grade e de outros detalhes. E surgia o Panda Selecta,
equipado com câmbio de variação contínua
(CVT), semelhante ao do Honda Fit atual. A tecnologia estava
presente com o motor Fire de 1,0 litro e também um novo propulsor
de 1.108 cm³ com injeção eletrônica e catalisador, que produzia 51 cv.
Com o rearranjo das versões, a gama agora era composta
pelos Pandas 750, 750 Young, 750 CLX (com a unidade Fire de 769 cm³),
900 Dance (903 cm³ de comando no bloco), 1000 Shopping, CLX, CL Selecta,
S (todos de 1,0 litro, com ou sem injeção e catalisador), 1100 CL
Selecta (de 1,1 litro com injeção e catalisador), 4x4 Trekking (que
podia receber injeção e catalisador, ou não, no motor de 1,0 litro) e o
Elettra. Esse mix de opções era uma prova clara do sucesso
do carrinho no mercado italiano.
No ano seguinte, novas mudanças. O Panda 4x4 perdia o motor de 1,0 litro
em favor da unidade de 1,1 litro com injeção e catalisador. Em 1992 uma
nova edição especial, a Cafe, aparecia usando um motor de 899 cm³ e 39
cv — redução de cilindrada sobre o de 903 cm³, para menor tributação em
alguns mercados. Esse propulsor se tornava o único do modelo de 1995 em
diante, salvo a versão 4x4, que usava o Fire 1,1. Este, por sua vez, era
aplicado como padrão em 2001 para atender às normas Euro 3 de emissões
poluentes. Alguns mercados, como o britânico, já não recebiam o Panda
desde 1995.
Com grande carisma e força em um mercado maduro como o europeu — em que
pese a qualidade discutível da proteção contra corrosão dos Fiats
daquele tempo —, o Panda reinou com segurança desde seu lançamento, mas
já não era tão fácil mantê-lo em linha. Sua capacidade de proteger os
ocupantes em impactos não era compatível com as novas regras do
continente. A Fiat precisava se mexer rapidamente.
Continua
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