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A segunda série do Fulvia, em 1969, trouxe leves mudanças estéticas e uma opção ainda mais potente ao 1600 HF, com 132 cv

Uma das últimas novidades na linha, a versão Coupé 3 Safari fez parte da terceira série; com acabamento despojado, não teve boa aceitação

Mais sucesso nas pistas: desta vez sob comando do piloto Sandro Munari, o 1600 HF vencia o tradicional Rali de Monte Carlo. Para festejar o feito a Lancia ofereceu uma versão do modelo 1.3 S S2 que recebeu o nome do circuito (grafada Montecarlo, porém). Distinguia-se da opção normal, entre outras coisas, pela ausência de pára-choques, pelo adesivo "Montecarlo" e o novo volante de três raios, além de bancos especiais. O carro vinha na cor vermelha com capô e tampa do porta-malas em preto, muito chamativo e elegante.
 
Munari, em 1973, continuou seu êxito nas pistas a bordo do 1600 HF. A série 2 deveria ser encerrada em novembro daquele ano, mas o sucesso do carro fez a Lancia mudar de planos e o carro conviveu nas linhas de montagem com o novo Coupé 3, evolução da série 1.3 S S2, por algum tempo. Em 1974 o Fulvia participava do Rali Safári, na África, e o fabricante aproveitava o momento para lançar uma versão especial da terceira série, a Safari, com acabamento espartano. Mas o carro não fez sucesso.
 
Dois anos depois o Fulvia Coupé saía de linha em definitivo. Esse bem-sucedido Lancia — apesar do preço nada acessível — passou o trono nas pistas para o Stratos. Foram 11 anos de carreira repletos de vitórias e acertos. Atualmente é muito procurado por colecionadores, que trocam informações sobre restauro e mantêm seus modelos como novos. Nada mais justo para um carro que passou à história como ícone italiano em técnica, desempenho e estilo, e que carrega uma legião de admiradores até os tempos atuais.

O futuro do Fulvia
Apresentado no Salão de Frankfurt de 2003, o carro-conceito Fulvia Coupé foi uma homenagem da Lancia ao clássico do passado. Nesta nova interpretação a carroceria tem desenho bem simétrico, com a linha de cintura idêntica à frente e atrás, como nos cupês originais. A frente é imponente, com uma enorme grade e grandes faróis, enquanto a traseira truncada é mais sóbria, com suas lanternas cuja pequena seção circular faz lembrar dois canos de escapamento.
 
O desempenho era interessante: velocidade máxima de 220 km/h e 0 a 100 em 8,7 segundos. O motor de 1,8 litro e 16 válvulas desenvolvia 150 cv a 6.400 rpm. Colaborava para o bom desempenho o baixo peso, 990 kg, graças ao uso extenso de chapas de alumínio na carroceria. A Lancia afirma que não foi utilizado nenhum tipo de controle eletrônico no automóvel, justamente para não interferir no prazer de direção. Havia até um jogo de bolsas de viagem exclusivo do modelo. Não há, porém, expectativa de que o Fulvia renasça neste novo milênio.
Ficha técnica
_ Berlina GT 1300 (1966) Sport Zagato 1300 (1967) Coupé 1600 HF (1968)
MOTOR
Posição e cilindros longitudinal, 4 em V
Comando e válv. por cilindro duplo no cabeçote, 2
Diâmetro e curso 76 x 67 mm 77 x 69,7 mm 82 x 75 mm
Cilindrada 1.216 cm3 1.298 cm3 1.584 cm3
Taxa de compressão 9:1 10,5:1
Potência máxima 80 cv a 6.000 rpm 88 cv a 6.000 rpm 115 cv a 6.200 rpm
Torque máximo 10,5 m.kgf a 4.000 rpm 11,6 m.kgf a 4.500 rpm 15,9 m.kgf a 4.500 rpm
Alimentação carburador de corpo duplo 2 carburadores de corpo duplo
CÂMBIO
Marchas e tração 4, dianteira 5, dianteira
FREIOS
Dianteiros e traseiros a tambor a disco ventilado / a disco
SUSPENSÃO
Dianteira e traseira independente, braços sobrepostos / eixo rígido
RODAS
Pneus 155-14 175-13
DIMENSÕES
Comprimento 4,11 m 4,09 m 3,97 m
Entreeixos 2,47 m 2,31 m 2,33 m
Peso 1.045 kg 960 kg 850 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima 155 km/h 173 km/h 180 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h 15,7 s 13 s 10 s

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