

Uma das últimas novidades na
linha, a versão Coupé 3 Safari fez parte da terceira série; com
acabamento despojado, não teve boa aceitação
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Mais
sucesso nas pistas: desta vez sob comando do piloto Sandro Munari, o
1600 HF vencia o tradicional Rali de Monte Carlo. Para festejar o feito
a Lancia ofereceu uma versão do modelo 1.3 S S2 que recebeu o nome do
circuito (grafada Montecarlo, porém). Distinguia-se da opção normal,
entre outras coisas, pela ausência de pára-choques, pelo adesivo "Montecarlo"
e o novo volante de três raios, além de bancos especiais. O carro vinha
na cor vermelha com capô e tampa do porta-malas em preto, muito
chamativo e elegante.
Munari, em 1973, continuou seu êxito nas pistas a bordo do 1600 HF. A
série 2 deveria ser encerrada em novembro daquele ano, mas o sucesso do
carro fez a Lancia mudar de planos e o carro conviveu nas linhas de
montagem com o novo Coupé 3, evolução da série 1.3 S S2, por algum
tempo. Em 1974 o Fulvia participava do Rali Safári, na África, e o
fabricante aproveitava o momento para lançar uma versão especial da
terceira série, a Safari, com acabamento espartano. Mas o carro não fez
sucesso.
Dois anos depois o Fulvia Coupé saía de linha em definitivo. Esse
bem-sucedido Lancia — apesar do preço nada acessível — passou o trono
nas pistas para o Stratos.
Foram 11 anos de carreira repletos de vitórias e acertos. Atualmente é
muito procurado por colecionadores, que trocam informações sobre
restauro e mantêm seus modelos como novos. Nada mais justo para um carro
que passou à história como ícone italiano em técnica, desempenho e
estilo, e que carrega uma legião de admiradores até os tempos atuais.
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