

Refinado como sempre, o LS
ganhou motor de 4,6 litros e 380 cv, mas a versão híbrida traz um 5,0
que se soma ao elétrico para obter 444 cv |
O
que justificava a alteração no número era o novo V8, agora com 4,6
litros, 380 cv e 50,8 m.kgf. A caixa automática de oito marchas, a
primeira no mundo com tal configuração, buscava menor intervalo entre as
relações e menor rotação na última marcha, com vantagem para o consumo e
as emissões poluentes. Toda essa tecnologia era responsável pela
aceleração de 0 a 96 km/h em apenas 5,4 segundos, melhor que muitos
esportivos.
Por dentro, botão de partida e navegador com disco rígido faziam
companhia ao novo ar-condicionado automático, que detectava a
temperatura corporal dos ocupantes por meio de raios infravermelhos.
Havia também difusores no teto para melhor refrigeração e as portas de
trás e a tampa do portamalas fechavam-se com comando elétrico.
Compradores da versão longa podiam equipar o carro com aparelho de DVD,
mesas e estofado com sistema de massagem shiatsu.
No Salão de Nova York de 2006 chegava o LS 600h L, primeiro carro no
mundo com um V8 híbrido. O propulsor de 5,0 litros trabalhava em
conjunto com uma unidade elétrica e baterias de hidreto níquel-metálico.
Para maior eficiência a caixa era CVT, de
variação contínua. Nesta configuração o carro tinha 444 cv e emitia 70%
menos poluentes que qualquer concorrente movido a gasolina. Uma
tecnologia onerosa, pois o LS 600h L era o carro japonês mais caro já
vendido nos EUA — US$ 104 mil.
Com muito luxo, técnica e desempenho: assim segue a vida do primeiro
modelo da divisão de luxo da Toyota, carro que abriu as portas para
outros veículos com o "L" estilizado na grade frontal. A construção
esmerada, que atingiu altos níveis de qualidade, além de atender aos
desejos de um público seleto, parece ser a receita mais acertada que os
japoneses poderiam fazer para competir de igual para igual com os
alemães.
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