A letra dupla indicava um Mercedes-Benz mais esportivo; de fato, o SS extraía entre 200 e 250 cv do motor de seis cilindros e 7,1 litros

Construtores de carroceria como Frères, em cima, e Castagna fizeram desenhos elegantes para "vestir" o chassi deste modelo da Mercedes

Os enormes tambores de freio, de comando mecânico, recebiam assistência por motores a vácuo da Bosch em alguns exemplares. Muitos desses carros dispunham de ajuste manual de freios a partir do banco do motorista, outra inovação de Porsche, e os tambores vinham revestidos de cobre para acelerar a dissipação de calor.

Eram oferecidas somente versões abertas: roadster de corrida, conversível com a linha de cintura reta e o Tourer, com espaço para quatro pessoas e traseira vertical, o mais vendido. Por fora, o desenho em nada pretendia ser revolucionário, apenas estava em dia com o estilo da época. Por outro lado, não tinha qualquer acanhamento de parecer grandioso. O monumental capô correspondia à metade da carroceria, o que era ressaltado pelas rodas raiadas nas extremidades do carro. Os pára-lamas finos que cobriam as rodas dianteiras se estendiam em diagonal por boa parte das laterais do capô, sendo que da direita brotavam os três tubos de escapamento. Era comum uma cinta envolver o capô e, no roadster, a linha de cintura bem rebaixada depois do pára-brisa dispensava as portas. Até dois estepes podiam vir afixados na traseira.

Sob a designação 26/120/180 hp, foram fabricadas 146 unidades do Mercedes-Benz S. A excelente impressão deixada por ele não impediu que o fabricante lançasse já em 1928 o 710 SS ou 27/160/200 hp (código W 06). Produzido de 1928 a 1930, ele encontrou 111 compradores, mesmo custando 35 mil marcos imperiais. Continua

Em escala
CMC Matchbox IXO BBurago
Fãs e colecionadores de Matchbox podem apreciar em escala 1:45 o SS Tourer 1928 com pintura saia-e-blusa. Um detalhado roadster SSK do mesmo ano é oferecido pela Motormint em tamanho 1:18. O capô pode ser aberto.
 
Trata-se do mesmo modelo que a IXO produziu, ainda que na menor escala 1:43. Também em 1:43 e da Motormint, o SSKL 1931 mostra como seu capô era mais curto que nos S e SS.
Da Bburago, o mesmo modelo e ano deram origem a uma miniatura atraente, mas sem grande detalhamento.
 
A CMC Modelcars produziu um dos mais fiéis modelos em escala do SSKL usado na Mille Miglia em 1931 com o número 87. A escala 1:18 facilita o reconhecimento de cada detalhe do carro. Até a caixa de ferramentas pode ser aberta. Uma pequena obra de arte.
Para ler
Enduring Passion: The Story of the Mercedes-Benz Brand - por Leslie Butterfield, editora Wiley. Como todos os títulos aqui listados, este trata da marca, mas não especificamente dos S/SS/SSK/SSKL, que figuram com destaque nos primórdios da marca. Melhor para quem quer entender a relevância desses modelos na evolução do fabricante alemão, para muitos responsável por, como diz o título, uma paixão que não se esgota. São 272 páginas em inglês.
 
Mercedes-Benz - por Dennis Adler, editora Motorbooks. Os livros de Adler e da Motorbooks são dos mais fáceis de se encontrar em livrarias reais e virtuais. Com 256 páginas em inglês, este traz 250 fotos em cores e a cobertura de 50 modelos, inclusive o 28/95 hp vencedor em Targa Florio e o S 1927. Para fãs do autor e dos carros da marca em qualquer período.

Mercedes - por Rainer W. Schlegelmilch e Hartmut Lehbrink, editora Konemann. São dois livros em um único volume, o que resulta em 660 páginas da história da marca. O texto vem escrito em inglês, francês e alemão.
Detalhado material que também inclui os modelos pré-formação da Mercedes-Benz. Com muitas e belas fotos, é o tipo de livro que atrai o interessado na história do fabricante, seus produtos de maior destaque, mas não necessariamente quem quer restaurar ou apurar minúcias técnicas.

Mercedes-Benz: Silver Star Century - por Dennis Adler, editora Motorbooks. Mais uma obra do incansável Adler, esta cobre todo o século XX, da criação da Mercedes em 1901, passando pelo casamento com a Benz em 1926 e chegando a 1999. Este livro é mais sucinto que o Mercedes-Benz citado acima, com suas 192 páginas em inglês. O destaque fica para o prefácio de ninguém menos que o piloto Stirling Moss.

Mercedes Sport - por Rainer W. Schlegelmilch e Hartmut Lehbrink, editora Langenscheidt Publishing Group. Os dois autores voltaram ao tema Mercedes-Benz neste livro de 400 páginas em inglês, desta vez focados nos carros de corrida da marca. O ponto de partida é 1901, mas passa pelas décadas de 30, 50 e de 80 até a atualidade.

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