

Construtores de carroceria como
Frères, em cima, e Castagna fizeram desenhos elegantes para "vestir" o
chassi deste modelo da Mercedes
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Os
enormes tambores de freio, de comando mecânico, recebiam assistência por
motores a vácuo da Bosch em alguns exemplares. Muitos desses carros
dispunham de ajuste manual de freios a partir do banco do motorista,
outra inovação de Porsche, e os tambores vinham revestidos de cobre para
acelerar a dissipação de calor.
Eram oferecidas somente versões abertas: roadster de corrida,
conversível com a linha de cintura reta e o Tourer, com espaço para
quatro pessoas e traseira vertical, o mais vendido. Por fora, o desenho
em nada pretendia ser revolucionário, apenas estava em dia com o estilo
da época. Por outro lado, não tinha qualquer acanhamento de parecer
grandioso. O monumental capô correspondia à metade da carroceria, o que
era ressaltado pelas rodas raiadas nas extremidades do carro. Os
pára-lamas finos que cobriam as rodas dianteiras se estendiam em
diagonal por boa parte das laterais do capô, sendo que da direita
brotavam os três tubos de escapamento. Era comum uma cinta envolver o
capô e, no roadster, a linha de cintura bem rebaixada depois do
pára-brisa dispensava as portas. Até dois estepes podiam vir afixados na
traseira.
Sob
a designação 26/120/180 hp, foram fabricadas 146 unidades do Mercedes-Benz S.
A excelente impressão deixada por ele não impediu
que o fabricante lançasse já em 1928 o 710 SS ou 27/160/200 hp (código W 06).
Produzido de 1928 a 1930,
ele encontrou 111 compradores, mesmo custando 35 mil marcos
imperiais. Continua |