
O Turbo de 2000 aderia ao motor
"a água" e ganhava potência, 420 cv


O GT2 de 2001 (em cima), com
462 cv, dispensava tração integral; o Carrera Targa ganhava elegância
com as linhas fluidas das laterais

Os ariscos GT3 (acima) e GT3 RS
(abaixo) de 2004: motor 3,6 com 381 cv e, no segundo, homenagem ao
Carrera RS nas faixas e nas rodas
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Entrava o novo século e o 911 estava mais moderno, bonito e avançado. A
versão menos potente, a Carrera com tração traseira ou integral, passava
a ter cilindrada de 3.596 cm³ (96 x 82,8 mm, configuração diferente do
3,6 já conhecido), 320 cv e 37,7 m.kgf. Fazia de 0 a 100 km/h em 5,2
segundos, com máxima de 285 km/h, e usava rodas de 18 pol. Acima do
Carrera 4 havia agora o Carrera 4S, também com tração integral e
diferenciado pela frente mais esportiva. O Targa estava ainda mais belo
e tanto ele quanto o 4S tinham o mesmo motor do esportivo básico.
O mais caro, impressionante, bem-equipado e brutal continuava a ser o
911 Turbo, que passava à nova geração no modelo 2000. Sobrealimentado
por dois turbos, mantinha a cilindrada de 3,6 litros, mas estava mais
forte: a potência subia para 420 cv e um kit especial de fábrica fazia
com fosse para 450! O torque era de 57,1 m.kgf e, apesar do elevado peso
de 1.540 kg, ele chegava à velocidade final de 307 km/h e fazia de 0 a
100 km/h em apenas 4,2 segundos, com auxílio da grande aderência trazida
pela tração integral. Os números estavam impressionantes.
Por dentro era luxuoso e bem-acabado. O painel de instrumentos era
completo e os ponteiros vermelhos combinavam com o fundo preto. O
volante de três raios, os bancos em couro nobre muito aconchegantes e
todo o interior tinham classe A. Na lateral se diferenciava por entradas
de ar na parte da frente dos pára-lamas dianteiros. O aerofólio
traseiro, que no passado chegava a ser uma aberração, estava mais
funcional e discreto. O espetáculo começava a 120 km/h quando ele se
deslocava para cima.
O Turbo era respeitado por novos concorrentes como
Ferrari 360 Modena e
Aston Martin DB7 Vantage, mas ainda mais seria a versão 911 GT2, lançada
em 2001. Derivado do Turbo e produzido em menor escala, tinha aerofólio
maior, peso reduzido (1.440 kg) e tração só traseira, em uma concessão
aos amantes da esportividade. O motor 3,6 com maiores potências e torque — 462 cv e
63,2 m.kgf — resultava em velocidade final de 320 km/h e 0-100 em 4,1 segundos. Os pneus
cresciam ainda mais, dianteiros 235/40 R 18 e traseiros 315/30 R 18.
Dois anos depois, em 2003, tornavam-se disponíveis as novas versões GT3
e GT3 RS. Mantinham o motor de 3.600 cm³, desta vez com 381 cv e 39,3
m.kgf, para máxima de 306 km/h. A segunda, apropriada a competições, era
20 kg mais leve e homenageava o clássico Carrera RS no grafismo das
faixas laterais vermelhas, mesma cor das rodas. Por ocasião dos 40 anos
de produção, o 911 ganhava também a série especial Anniversary, um
Carrera 2 com maior potência (340 cv), e a versão Turbo S, que levava o
motor 3,6 até 450 cv.
Continua
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