Sem qualquer semelhança com as três gerações anteriores (da segunda à quarta), o sedã conquistava pelas linhas arredondadas e elegantes, obra do estúdio Pininfarina, o quinto a desenhar um Quattroporte. A grade ovalada e protuberante, em nível mais baixo que os faróis, criava certa associação com o modelo original de 1963. Saídas de ar nos pára-lamas dianteiros e uma traseira de formas suaves compunham o belo estilo. Por dentro havia espaço bem maior, ajuste elétrico longitudinal e de inclinação do banco traseiro e personalização de todos os detalhes ao gosto do comprador, com três opções de madeira no acabamento e 10 tons de couro.

Desta vez elaborado por Pininfarina, o Quattroporte de quinta geração estava mais charmoso do que nunca; o motor V8 de 4,2 litros tinha 400 cv e o câmbio era manual automatizado

A mecânica mostrava que o novo Quattroporte não era só bonito. A montagem mais recuada do motor e o uso do câmbio junto do diferencial, em um transeixo na traseira (algo incomum em sedãs), permitia uma distribuição de peso próxima da ideal de 50% por eixo. O motor V8 de 4,2 litros, o mesmo do Coupe e do Spyder, desenvolvia 400 cv e 46 m.kgf, entregues às rodas traseiras por uma caixa manual automatizada de seis marchas com comandos de troca no volante. Bastavam 5,2 s para ir de 0 a 100 km/h e a máxima chegava a 275 km/h. A suspensão trazia ajuste eletrônico de amortecimento e o controle de estabilidade era de série.

Na linha 2006 a Maserati dividiu o carro em duas versões, Sport GT e Executive GT. A primeira vinha com rodas de 20 pol, suspensão mais firme, câmbio e escapamento retrabalhados e detalhes de acabamento esportivos. A segunda, mais sóbria, usava rodas de 19 pol, revestimento do teto em Alcântara, bancos dianteiros e traseiros com ventilação e sistema massageador, cortinas nos vidros de trás e mesas de madeira para os passageiros desse banco. O ano-modelo seguinte trouxe a opção de câmbio automático convencional, também de seis marchas.

Rodas de 20 pol, acabamento esportivo e suspensão mais firme vieram na versão Sport GT, lançada para 2006 ao lado da Executive GT, de proposta mais sóbria

Em mais de quatro décadas, o Quattroporte acumula uma história das mais conturbadas. Em suas cinco gerações recorreu a cinco estúdios de estilo, abandonou e voltou a usar os motores V8 e a tração traseira, apostou em linhas angulosas e retornou às arredondadas, sofreu aumentos e reduções de tamanho e de cilindrada. Atravessou numerosas crises do fabricante, que esteve sob o comando de três grupos diferentes, além do período inicial de independência. Em meio a tudo isso, permanece entre os mais sedutores sedãs esportivos do mundo, um carro que conquista com o corpo — a carroceria — e sobretudo com a alma.

Ficha técnica
_ Quattroporte
1963
Quattroporte
1974
Quattroporte Evoluzione 1998
MOTOR
Posição e cilindros longitudinal,
8 em V
longitudinal,
6 em V
longitudinal,
8 em V
Comando e válvulas por cilindro nos cabeçotes, 2 duplo nos
cabeçotes, 4
Diâmetro e curso 88 x 85 mm 91,6 x 75 mm 80 x 80 mm
Cilindrada 4.135 cm3 2.965 cm3 3.217 cm3
Taxa de compressão 8,5:1 9:1 7,3:1
Potência máxima 260 cv a
5.000 rpm
210 cv a
6.500 rpm
335 cv a
6.400 rpm
Torque máximo 40 m.kgf a
3.000 rpm
27 m.kgf a
4.500 rpm
45,8 m.kgf a
4.400 rpm
Alimentação 4 carburadores 3 carburadores injeção multiponto, 2 turbos
CÂMBIO
Marchas e tração 5, traseira 5, dianteira 6, traseira
FREIOS
Dianteiros a disco a disco ventilado
Traseiros a disco a disco ventilado
Antitravamento (ABS) não sim
SUSPENSÃO
Dianteira independente
Traseira eixo De Dion independente
RODAS
Pneus 205-15 ND diant.: 225/45-17
tras.: 245/40-17
DIMENSÕES
Comprimento 5,00 m 5,13 m 4,55 m
Entreeixos 2,75 m 3,07 m 2,65 m
Peso 1.700 kg 1.730 kg 1.650 kg
DESEMPENHO
Velocidade máxima 230 km/h 200 km/h 270 km/h
Aceleração de 0 a 100 km/h ND 9,0 s 5,8 s
ND = não disponível

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