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Sob o capô do Abarth (à direita), sustentado por molas a gás, o cinco-cilindros
que garante respostas muito rápidas. As demais versões têm o motor GM 1,8 da Meriva

Os Stilos 1,8, portanto, serão carros familiares comportados, de desempenho apenas mediano (veja os índices). Já quem puder pagar pela versão Abarth terá em mãos um esportivo com desempenho exuberante, graças ao motor 2,45-litros. Herdado do Marea, ele ganhou maior taxa de compressão (já havia sensores de detonação) e passou de 160 para 167 cv, com o torque crescendo de 21 para 22,8 m.kgf aos mesmos 3.500 rpm. 

A Fiat tem nele um sério concorrente para o Golf GTI 1,8 turbo de 180 cv. Apesar dos 13 cv a menos que o VW, o Stilo Abarth anda muito bem: velocidade máxima de 212 km/h e aceleração de 0 a 100 km/h em 8,4 s, contra 227 km/h e 8,5 s do GTI. Seu estilo é sóbrio, destacando-se apenas as rodas de maior diâmetro, o spoiler traseiro e o emblema Abarth com o famoso escorpião. Nem mesmo a decoração interna chama a atenção, o que comprova a tendência de esportivos mais discretos. Mas seu velocímetro não deveria ser graduado de 30 em 30 km/h, o que deixa de fora os 100 km/h.

A capacidade de bagagem varia conforme a posição do banco, mas é de bons 370
litros quando ele é fixo. Na traseira da versão básica, apenas o nome Stilo

Pela primeira vez em um carro nacional, a direção de todo Stilo possui assistência elétrica, em que um motor elétrico substitui a bomba hidráulica comumente utilizada -- não confundir com a eletroidráulica do Polo e Astra. Isso permitiu incluir a função City (cidade em inglês), que deixa o sistema 50% mais leve em manobras quando ativado, desligando-se ao atingir 36 km/h. O câmbio tem engates leves e precisos, mas utiliza trava desnecessária no engate da ré (anel, como no Palio).

A suspensão traseira utiliza eixo de torção, abandonando a de braços arrastados dos antecessores Tipo e Brava, e foi elevada em 10 mm na versão nacional. Seu rodar é típico de concorrentes como o Golf, com sensações de robustez e peso pouco comuns em carros de origem italiana. O comportamento dinâmico agrada, mesmo nas versões 1,8 com pneus 195/65-15, embora os amortecedores dianteiros pudessem ter maior carga. O 16V tem opção pelos 205/55-16, que vêm de série no Abarth. Opcionais para este são os 215/50-17, aro pela primeira vez visto num nacional.

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As versões 1,8 comportam-se bem, com torque adequado e estabilidade das melhores,
mas em alta rotação as vibrações do motor GM depõem contra o prazer de dirigir

Freios traseiros a disco, que o Brava nunca teve, equipam as versões 16V e Abarth. As duas 1,8-litro podem ter sistema antitravamento (ABS), com distribuição eletrônica entre os eixos (EBD), e controle de tração, recursos de série na Abarth ao lado do controle de estabilidade (ESP), primazia dentro da marca.

O Stilo inova entre os nacionais também pela opção de até oito bolsas infláveis: frontais (de dois estágios), laterais dianteiras, laterais traseiras e cortinas (window bags). Mas nenhum deles -- nem o cinto de três pontos para o quinto passageiro -- é de série nas versões 1,8. A básica pode vir apenas com as frontais; a 16V, com estas, as laterais dianteiras e as cortinas. As oito, portanto, estão restritas à Abarth.
Continua

Ao volante dos Stilos básico e Abarth
No dia seguinte à avaliação do Stilo 16V, foi a vez de dirigir as duas outras versões. Começamos pela Abarth, com o farto desempenho de seus 167 cv, apesar do elevado peso de 1.330 kg. Seu motor entrega bom torque desde baixas rotações -- em que pese a potência específica algo elevada, 68 cv/l -- e torna a condução muito agradável.

Esse Stilo diverte muito nas curvas, com seus excelentes pneus 215/50-17 (opcionais) e recursos eletrônicos como o ESP. No entanto, a suspensão poderia ser mais firme e, sobretudo, a direção menos leve em velocidade, para infundir mais confiança no motorista. O perfil esportivo da versão certamente justificaria eventual perda no conforto de rodagem, que é muito bom.
Nesse ponto, boa surpresa foi o básico de oito válvulas, com pneus 195/65-15 descompromissados com as curvas. Em um trecho do percurso de avaliação, próximo ao porto de Suape, em Pernambuco, exibiu atitude neutra e previsível, sem sair muito de frente ou de traseira, por mais que fosse provocado com o acelerador ou tirando-se o pé.

O motor 1,8 agrada pelo torque bem distribuído, não causando lentidão mesmo com ar-condicionado ligado -- ao menos ao nível do mar, onde a potência é maior que em altitude elevada. Por outro lado, decepciona pelas vibrações, que aparecem com clareza acima de 3.500 rpm. De resto, a versão tem revestimento dos bancos simples, como em um Palio ELX, e falta o pára-brisa degradê.

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