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Grade e pára-choque agora vêm em preto no XLS e pintados como a carroceria no Sport; a suspensão traseira deixou o rodar um pouco mais confortável

Outra alteração mecânica é a direção 15% mais rápida mediante nova relação de direção (passou de 22,0:1 para 19,4:1), além da recalibração da assistência hidráulica para reduzir o esforço para virar o volante em 10%. O número de voltas do volante entre batentes baixou de 4 para 3,5 voltas.

Como anda   O jeito de andar do Ranger mudou, mas pouco. Nota-se a suspensão trabalhando algo melhor, mas faltou ao evento de apresentação, em São Paulo, SP, um trecho de estrada de terra para avaliar com precisão o comportamento do eixo traseiro com a nova posição dos amortecedores. A suspensão é bem dura e o picape normalmente rola pouco. É certo que o efeito do estabilizador traseiro e do dianteiro de maior diâmetro é sentido com veículo totalmente carregado, o que não foi o caso. A direção mais rápida é bem-vinda, mas o diâmetro mínimo de curva de 13,2 metros precisava melhorar. Mas agrada saber que a caixa de direção é por pinhão e cremalheira, ainda não adotado por alguns concorrentes.

Como o Sport é apenas um pacote visual e o objetivo era conhecer as mudanças de suspensão e direção, pegamos a versão XLT de cabine simples e tração traseira, a gasolina. O motor de 2,3 litros, duplo comando e quatro válvulas por cilindro — similar ao do Fusion, mas sem alguns sistemas de variação — é convincente com seus 150 cv de potência e 22,1 m.kgf de torque, bons para um veículo da espécie que pesa em torno de 1.500 kg e transporta de 786 a 833 kg de carga, segundo versão e tração.

O câmbio tem quinta marcha bem longa, que permite trafegar a 120 km/h com o motor a confortáveis 3.100 rpm. A ré também é sincronizada, o que facilita situações em que é preciso engatar primeira e ré alternadamente. No mais é um picape de carroceria sobre chassi, cujo rodar está longe de ser confortável, apesar da boa suspensão dianteira. Como marcas da idade (o Ranger é praticamente o mesmo desde que apareceu por aqui, em 1994), a cabine é um pouco menor do que seria desejável. Mesmo sim tem lugar homologado para três ocupantes, o que é uma vantagem. E o teto é baixo a ponto de não ser possível (e nem é necessário) faixa degradê no pára-brisa, o que pode incomodar ao parar perto de semáforos altos. Mas a nova versão Sport tem os ingredientes estéticos certos e preço para agradar.

Ficha técnica
Ranger XLT e Sport 2,3 a gasolina
MOTOR - longitudinal, 4 cilindros em linha; duplo comando no cabeçote, 4 válvulas por cilindro. Diâmetro e curso: 87,5 x 94 mm. Cilindrada: 2.260 cm3. Taxa de compressão: 9,7:1. Injeção multiponto seqüencial. Potência máxima: 150 cv a 5.250 rpm. Torque máximo: 22,1 m.kgf a 3.750 rpm.
CÂMBIO - manual, 5 marchas; tração traseira.
FREIOS - dianteiros a disco ventilado; traseiros a tambor.
DIREÇÃO - de pinhão e cremalheira; assistência hidráulica.
SUSPENSÃO - dianteira, independente, braços sobrepostos; traseira, eixo rígido.
RODAS - 7 x 16 pol; pneus, 245/70 R 16.
DIMENSÕES - comprimento, 4,811 m; largura, 1,763; altura, 1,765 m; entreeixos, 2,831 m; capacidade do tanque, 60 l; caçamba, 1.455 l; capacidade de carga, 760 kg; peso, 1.490 kg.
DESEMPENHO - velocidade máxima, 150 km/h; aceleração de 0 a 100 km/h, ND.
CONSUMO - ND.
Dados do fabricante; ND = não disponível

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