Fiat Tempra

Volkswagen Santana

1991

A Fiat trazia em novembro seu primeiro médio, o Tempra, com quatro portas e motor 2,0 a carburador. Em abril a VW fazia ampla reformulação no Santana, mas as quatro portas ficavam para outubro. Em agosto a Ford recebia sua versão desse carro, o Versailles, rejeitado pelos clientes fiéis da marca. A GM inaugurava a injeção monoponto no Monza, logo estendida a Kadett e Ipanema, e incluía versões a álcool, uma primazia mundial.

O Escort XR3 1992 ganhava controle eletrônico dos amortecedores e capota de comando elétrico no conversível. O Kadett GS tornava-se GSi ao receber injeção e também estreava versão conversível. Depois de aposentar o Del Rey, a Autolatina inseria no Santana e no Versailles o primeiro sistema antitravamento de freios (ABS) do Brasil. Com novos limites de emissões poluentes, a maioria dos carros passava a usar catalisador.

1992

Resposta nacional aos importados, o Omega chegava em julho com desenho e construção atuais, tração traseira com moderna suspensão independente, motor de 3,0 litros (em opção ao 2,0) e muito conforto. Era o novo topo de linha brasileiro. O Opala despedia-se em abril, deixando saudades. O Uno Mille enfim tinha concorrentes: as versões de 1,0 litro do Gol (março), Chevette (Junior, abril) e Escort Hobby (outubro), com desempenho modesto, em especial o primeiro.

A Autolatina rendia novos frutos: nova Quantum em março e Royale, sua versão para a Ford, em julho — com três portas apenas. Também perdia portas o Tempra, com versão de duas em setembro. A Ford reformulava o F-1000 e a GM lançava o D-20 turbodiesel. A Fiat adotava injeção na linha Uno 1,5, em março, e mostrava o Mille Electronic em dezembro, com opção por cinco portas e ar-condicionado. Na linha 1993 vinha um Escort todo novo, com motor 2,0 a injeção no XR3. A Gurgel lançava o Supermíni, um BR-800 mais confortável.

Chevrolet Omega

Ford Escort

Ford Royale

Volkswagen Logus

Chevrolet Vectra

1993

O presidente Itamar Franco pedia à VW o retorno do Fusca, que acontecia em setembro, com poucas evoluções. O acordo do "carro popular" baixava impostos a modelos de 1,0 litro, à Kombi e... ao Chevette 1,6, que já aposentava o Junior. A GM investia em peruas: a Suprema, derivada do Omega e com motores 2,0 e 3,0, em março, e a Ipanema com cinco portas e motor 2,0 no mês seguinte. Também em março surgia o Logus, um Escort com três volumes, duas portas, motores 1,6 e 1,8 e estilo próprio, feito pela Ford para a VW vender.

Em março o Tempra 16V era o primeiro com quatro válvulas por cilindro — e um dos mais velozes. O Uno ganhava injeção no esportivo 1.6R. Em setembro a GM lançava o Vectra, um médio atual com motores 2,0, incluindo versão GSi 16V. O Chevette saía de linha em novembro, quando a Ford lançava um novo Verona, agora com quatro portas, estilo discreto e opção de motor 2,0 a injeção.

1994

Um grande sucesso, o Corsa chegava em fevereiro na versão 1,0 e ganhava outros motores em junho (1,4) e outubro (1,6 16V no esportivo GSi). Moderno, bonito e com a primeira injeção dos 1,0, gerou forte procura e até 50% de ágio. A Fiat respondia no mês seguinte com o Mille ELX, mais equipado. Em setembro a VW mostrava a segunda geração do Gol, mais espaçosa, atual e com injeção em todos os motores — 1,0, 1,6, 1,8 e 2,0, este no GTI. Os primeiros nacionais com turbo de fábrica eram o Uno 1,4, em fevereiro, e o Tempra 2,0 em abril (este parte da precoce linha 1995, renovada no interior).

Em agosto chegava o VW Pointer, versão cinco-portas do Logus com motores 1,8 e 2,0 — este oferecido também no sedã. Em setembro o Omega adotava o motor 4,1 do Opala, atualizado, e o 2,0 passava a 2,2. Picape e furgão Fiorino ganhavam motor 1,0 e entreeixos maior; a Ford oferecia cabine estendida e tração 4x4 ao F-1000. A repentina e temporária redução do imposto de importação de 35% para 20%, em setembro, levou várias marcas a trazer modelos mais acessíveis, como Fiesta, Astra e Mondeo.

Chevrolet Corsa

Volkswagen Gol

Chevrolet S10

Volkswagen Parati

1995

A GM abria dois segmentos: picapes médios, com o S10 em fevereiro, e utilitários esporte, com o Blazer em novembro. Tinham motor 2,2 a gasolina (o picape logo recebia o 2,5 turbodiesel) e tração traseira. A linha Corsa crescia com o picape em maio, o cinco-portas em agosto e o Sedan em novembro — este e o utilitário com motor 1,6. O Gol, por sua vez, ganhava em novembro a picante versão GTI 16V, ao mesmo tempo em que estreava a nova Parati.

A Fiat adotava injeção no Mille e o Tempra Turbo duas-portas dava lugar ao Stile quatro-portas. No fim do ano o carro ganhava mudanças visuais, o Tipo italiano naturalizava-se brasileiro e a Fiat revelava as primeiras fotos do projeto 178, o futuro Palio. O Kadett trocava de pára-choques e o F-1000 vinha com frente arredondada. O imposto de importação havia explodido para 70% em fevereiro, uma ducha gelada aos importadores. Continua

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