

Meriva: painel de fundo branco e
interior moderno, mas comandos muito
baixos atrapalham a posição de dirigir


Palio Weekend: painel bem-iluminado e
melhor posição ao volante, mas com
materiais simples como os da concorrente

Bandejas nos encostos, um dos detalhes
de conveniência exclusivos da minivan |
Conforto
e conveniência
Logo ao entrar, motorista
e passageiros percebem uma diferença inerente aos tipos de veículo: na
Meriva se sobe, na Weekend apenas se entra. Uma vez dentro, ambas
mostram boa aparência geral, mas sem luxo.
Como em quase todo carro nacional, os
plásticos são rígidos e com rebarbas, bastante pobres para esta faixa de
preço — e o do console não se encaixava com o do sistema de áudio em
nenhum Palio dos muitos que avaliamos. Mas a posição de dirigir da
Weekend é correta, mesmo sem ajuste de altura do assento e com pouco
apoio lombar no encosto (neste ponto preferíamos o modelo até 2000). O
acelerador leve demais é que cansa em longos percursos feitos devagar.
Já a Meriva padece do mesmo mal da Zafira: a posição do volante (fixo
neste caso) requer um ajuste do banco mais para cima, mas isso deixa o
acelerador distante e as alavancas de câmbio e freio de estacionamento
muito baixas.
A GM fez realmente um serviço incompleto ao converter em minivans os
automóveis Corsa e Astra. Um câmbio montado no painel, como na Citroën
Picasso, seria uma boa medida. Também não aprovamos o meio de ajustar a
altura do assento, em que o peso do corpo o faz descer, e uma mola,
subir. Uma alavanca do tipo macaco faria mais sentido.
Os painéis se equivalem em informações, incluindo conta-giros e
indicador de temperatura externa; poderiam ter computador de bordo. São
bem legíveis, mas a iluminação alaranjada da Palio é ideal, enquanto a
Meriva recorre a um fundo claro nos instrumentos (de gosto discutível) e
luz amarelada, menos agradável.
Os sistemas de áudio podem incluir disqueteira, montada no console (para
cinco discos) pela Fiat e incorporada à unidade principal (para seis,
havendo ainda toca-fitas) pela GM, mas só nesta a qualidade de
reprodução merece elogios. O espaço para objetos é razoável na minivan e
crítico na perua, um ponto a ser revisto pela marca mineira.
Como habitual na marca, a Meriva tem ótimos controles elétricos de
vidros, com função um-toque e sensor
antiesmagamento para todos (na Palio,
só o do motorista tem um-toque e sem sensor), além de temporizador e
fechamento automático ao trancar o veículo, recursos muito convenientes
e ausentes da concorrente. E não se entende por que os comandos de
vidros desta última ficam tão à frente, em vez de no puxador da porta,
como na versão ELX até há algum tempo.
Continua
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