


Embora derivado do alemão de 1994, o Omega australiano acaba de ser
revitalizado com mudanças na frente e na traseira



O desenho do Laguna é ousado e tem personalidade, mas nem todos o
apreciam e há quem prefira a geração anterior |
Concepção e
estilo
O Omega é bem conhecido por aqui. Lançado na
Austrália em 1997 como Holden VT Commodore, em sucessão a uma linhagem
de sedãs com aparência européia (leia
história), era derivado do Opel Omega alemão de 1994, portanto hoje
um carro superado. No entanto, a subsidiária da GM no país dos cangurus
soube mantê-lo atual através de evoluções de estilo e mecânicas.
No Brasil o carro foi introduzido no final de 1998, com a missão de
substituir o saudoso modelo homônimo nacional. Não conseguiu em termos
de preço, mas dele herdou uma popularidade que ainda faz muita gente
pensar que se trata de carro produzido aqui. Em junho último recebeu a
reestilização dianteira e traseira denominada série VY, lançada no final
do ano passado no país de origem.
O Laguna tem uma história diferente. Surgiu em 1993 na França, para
substituir o Renault 21 (que chegou a rodar aqui, trazido da Argentina),
e passou à segunda geração no Salão de Paris de 2000. O modelo anterior
vendeu bem por aqui, desde 1995, mas o novo demorou para chegar — apenas
em setembro de 2002 — e veio caro, disponível apenas na versão de topo,
com motor V6 e farto equipamento de série. A exemplo da GM, a Renault
deixou uma larga lacuna na faixa de R$ 60 mil a R$ 120 mil, mas deve
preenchê-la em breve com o Laguna de 2,0 litros.
Os estilos são totalmente distintos. O Omega aposta nos três volumes
tradicionais, com linhas sóbrias e que tendem a agradar a todos, mesmo
sem despertar paixão. Há certa dissonância entre as novas partes
dianteira e traseira, com ângulos que procuram identificação com os
Opels mais recentes, e a seção central da carroceria, bastante
arredondada, como era usual na época de sua concepção. E há quem
critique a nova aparência frontal por lembrar a do Vectra e até a do
Celta.
Já o Laguna recorre a formas ousadas, típicas da nova fase da Renault, e
mantém o conceito de "dois volumes e meio" da geração anterior. Há quem
goste muito e quem rejeite, mas é difícil ficar indiferente. Diante dos
pontos mais controvertidos, como a grade frontal, as lanternas e o vidro
traseiro, uma parcela razoável das pessoas que ouvimos disse preferir o
modelo antigo, o que não é o que espera um fabricante que investe em uma
total reformulação.
Em aerodinâmica eles são equivalentes: o Omega tem
Cx 0,319, marginalmente maior que o de
0,31 do Laguna.
Continua
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