


Com painel também reformulado, o Omega está mais atraente e esportivo
por dentro -- e seu sistema de áudio é de primeira linha



O Laguna é requintado por dentro, do tom bege do couro à tampa do
sistema de áudio, passando pelos instrumentos |
Conforto
e conveniência
Diferentes já no modo de
destravar o veículo para acesso (leia boxe),
os dois carros revelam no interior a mesma distinção externa: o Laguna
mais ousado, o Omega mais comportado. Mas o fato é que a Renault teve
moderação na parte interna, enquanto a GM a rejuvenesceu bastante com a
reformulação aplicada este ano.
Ambos são muito bem-acabados, com revestimento em couro de praticamente
tudo e apliques em tons metálicos, que parecem agradar mais aos
brasileiros que as simulações de madeira (adotadas no Omega de modo
sutil). O Laguna adota couro em tom bege, de aparência leve e agradável,
mesmo que vá contra a opção de muitos pelo preto. No oponente é usado o
cinza.
É fácil encontrar boa posição de dirigir nos dois, pelos ajustes
elétricos do banco (sem memorização, porém) e os manuais do volante. O
apoio lombar também tem regulagem manual, apenas para o motorista no
Laguna, com um comando apertado junto ao console. Os controles estão bem
posicionados, à exceção do freio de estacionamento do Omega: posicionado
à direita do console — como no concorrente —, seu curso é direcionado
para uso pelo passageiro, onde se senta o motorista no país de origem
(ingleses e australianos devem ter a reclamação inversa no Laguna, que
mantém o freio usado aqui).
Trata-se de um dos três elementos desse GM que denunciam sua
procedência. Os outros são o botão do sistema de áudio, também à direita
do aparelho, e as carcaças dos retrovisores, que não prevêem a posição
dos espelhos usual aqui, deixando parte do esquerdo fora da carcaça.
Pelo menos o carro tem a saída de escapamento à esquerda e o bocal do
tanque de combustível à direita, como é preferível na maior parte do
mundo — são definições do projeto original, alemão.
No Laguna antigo que avaliamos em 1999 (uma perua
Nevada RXE), um sintetizador emitia uma voz
feminina, em espanhol, para alertar sobre cinto não-atado, luzes
esquecidas acesas ou anormalidades no veículo. Na nova geração a voz foi
traduzida, mas para o português de Portugal, com um acentuado sotaque, e
só se manifesta quando há um problema ou se o motorista a aciona por um
botão — o carro não "fala" espontaneamente, como antes. A gama de
mensagens agora inclui baixa pressão dos pneus, pois há monitor para
esse fim, um importante item de segurança. É possível também desativar o
sistema.
Outra característica herdada do Laguna anterior é a tampa do sistema de
áudio, que não precisa ser aberta sempre por haver comandos junto ao
volante, como no Omega. Mas só este possui disqueteira para seis CDs,
integrada ao aparelho principal, sendo apenas um toca-CDs no Renault.
Continua
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