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Comparativo Completo



Omega: fácil configuração de funções, dois porta-copos escamoteáveis e apenas a parte central do banco traseiro rebatível

Laguna: limitador efetivo de velocidade, mensagens de alerta por voz e as bem-vindas telas anti-sol nos vidros laterais e no traseiro

Só o Renault tem teto solar, que a GM dispensa alegando que 90% das unidades vendidas acabam por ser blindadas; telas de proteção contra sol nas janelas traseiras e no vidro posterior; limpador de pára-brisa automático; função um-toque para o controle elétrico de todos os vidros (só no do motorista no Omega) e sensor antiesmagamento; aviso de portas mal fechadas; aviso para atar cinto, por luz e depois por voz, caso o motorista a ignore; retrovisor interno fotocrômico, falta inesperada no concorrente (existia no Monza 1993!); comutador de farol de puxar somente, e que nunca o acende já em facho alto; abertura automática do bocal do tanque, sem se precisar apertar um botão; e indicador de nível de óleo ao dar a partida.

O GM responde com faixa degradê no pára-brisa, que todo carro deveria ter; molas a gás para sustentar o capô, em vez da arcaica vareta; e um estepe 100% operacional, com roda idêntica às demais — no Laguna existe a questão do sensor de pressão, que não existe nesse pneu, sendo recomendado usar o estepe por pouco tempo. Ainda, seu porta-malas só se abre pelo controle remoto ou pelo botão dentro do porta-luvas, que possui trava: portanto, sem a chave do carro não há acesso a ele.

Em relação ao modelo avaliado em 1999, o Laguna perdeu o duplo comando de buzina, no volante (onde permanece) e na alavanca à esquerda, e o duplo fecho do capô, mais seguro. No Omega, um detalhe da linha 2003 que não agrada são os difusores de ar montados nas portas, em posição que acaba dirigindo ar frio ao rosto dos ocupantes.

Em termos de espaço, a vantagem é do GM: sem recorrer a um banco traseiro baixo demais, consegue melhor acomodação para a cabeça, além de ser mais largo (o espaço para as pernas é excelente nos dois). E, se for o caso de levar um quinto ocupante, ele é seguramente a melhor opção — apesar do túnel central de transmissão —, pois no Renault o encosto é duro e o assento alto demais, faltando espaço para a cabeça mesmo de pessoas de média estatura.

O Omega fecha este item com superioridade também em capacidade de bagagem: 475 litros, ante modestos 430 do Laguna. Este, no entanto, tem acesso mais amplo pela configuração de cinco portas e banco traseiro rebatível e bipartido, enquanto no oponente apenas a parte central se move para acesso à bagagem. Em ambos o estepe está por dentro, no assoalho. E é curioso haver no GM uma alça no compartimento, para que alguém em seu interior abra a tampa em caso de fechamento acidental. Continua

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