Best Cars Web Site
Comparativo Completo
Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem



Um clássico três-volumes, o Omega tem maior espaço de bagagem e um veterano motor de 3,8 litros com torque pouco maior

Clique para ampliar a imagem

Clique para ampliar a imagem



Além da praticidade das cinco portas, o Laguna esbanja modernidade no motor de 3,0 litros, com 24 válvulas e variador de fase

Mecânica, comportamento
e segurança

O Omega australiano é um legítimo seguidor das tradições americanas: seu motor V6 de 3,8 litros, muito utilizado nas terras de Tio Sam, é de concepção clássica, com o comando de válvulas no bloco, que é de ferro fundido como o cabeçote, e duas válvulas por cilindro. Já o Laguna é fiel ao estilo europeu, com menor cilindrada, bloco de alumínio, duplo comando no cabeçote e quatro válvulas por cilindro, que resultam em maior rendimento (saiba mais).

Em potência específica o Renault é claramente superior, como se poderia esperar: 70 cv/l contra apenas 52,6. Afinal, são 210 cv a 6.000 rpm extraídos de 3,0 litros, contra 200 cv a baixas 5.200 rpm obtidos de 3,8 litros. Mas o GM lidera em torque máximo — 31 ante 29,5 m.kgf —, o que define o perfil de cada motor, mais esportivo no francês e conservador no australiano. Ambos, porém, têm funcionamento suave e silencioso e boa distribuição de torque.

Quando o assunto é desempenho e consumo, o Laguna está pouco à frente. Na Simulação de Desempenho do BCWS atingiu velocidade máxima de 219 km/h e acelerou de 0 a 100 km/h em 9,5 segundos, esta última uma marca expressivamente melhor que a de 12,2 s do Omega (que atingiu 215 km/h). Nem poderia ser diferente, com peso quase 200 kg menor, aerodinâmica similar e 10 cv a mais. O Renault também foi melhor nas retomadas; já em consumo os números foram semelhantes (veja tabela de resultados e comentários adicionais).

O câmbio automático é de série nos dois, mas com duas diferenças a favor do Laguna. Uma, a operação manual seqüencial, conveniente sobretudo em estradas de serra, pela facilidade em manter uma marcha inferior quando desejado, e em retomadas sem pressa, em que se pode forçar o uso em carga alta (acelerador todo aberto) em baixa rotação, condição de menor consumo. Em modo manual, o mostrador central do painel indica a marcha em uso por instantes, apagando-se em seguida. O Omega possui apenas seletor entre modo normal, esportivo e de inverno, este com arrancadas mais suaves.

A outra vantagem do Laguna é a quinta marcha, ante apenas quatro: permitiu escalonar bem o câmbio e ainda utilizar uma relação extremamente longa nessa marcha, a ponto de deixar as retomadas lentas em modo manual — basta, porém, apertar o acelerador a fundo para comandar redução, restabelecendo a agilidade. A 120 km/h reais o Laguna gira a apenas 2.300 rpm (2.075 rpm no Omega, que tem motor de baixa rotação). O GM deveria permitir passar de drive para ponto-morto sem pressionar o botão da alavanca, para facilidade de quem costuma fazê-lo nas paradas do trânsito. Continua

Avaliações - Página principal - e-mail

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados