


O carro da GM comporta-se bem em curvas, com a vantagem da tração
traseira, e ganhou eficientes faróis superelipsoidais este ano



A Renault investiu mais em segurança: controle de estabilidade, faróis
de xenônio, bolsas infláveis laterais superiores |
O carro australiano tem,
por sua vez, uma superioridade indiscutível para os entusiastas: a
tração traseira, tão rara neste segmento, a não ser nos carros alemães.
Por melhor que o Laguna se comporte quando se despeja potência, é sempre
preferível dividir as funções de esterçar e de tracionar entre os eixos
dianteiro e traseiro (saiba mais).
Sobretudo com os atuais controles de tração, recurso bem-vindo adotado
no Omega em 2001, que eliminou riscos com o excesso de potência em
saídas de curva, sobretudo em piso molhado.
Os dois modelos adotam receitas simples mas eficazes na suspensão (saiba
mais), com resultados muito satisfatórios. Cada um com seu modo de
responder à pressão no acelerador, ambos contornam curvas com leve
tendência a sair de frente, de fácil controle pelo motorista comum, e
são serenos mesmo a velocidades típicas de Alemanha. Também passam com
tranqüilidade por lombadas, o que não muitos importados de luxo
conseguem. Uma surpresa é a menor percepção de irregularidades do piso
no Laguna, já que esperávamos um rodar priorizando o conforto no Omega.
O Renault conta ainda com controle de
estabilidade (ESP), item de segurança de utilidade indiscutível,
mesmo que raramente seja utilizado (pode ser desativado). Os dois têm
freios potentes, com sistema antitravamento (ABS) e distribuição
eletrônica de pressão entre os eixos (EBD), mas os do francês são
maiores. E ambos os sistemas
de direção exibem assistência bem calibrada, obtida via controle
eletrônico. A do Laguna se destaca, sendo das mais leves já vistas em
baixa velocidade.
À medida em que se analisa melhor a parte de segurança, mais o francês
se destaca. Seus faróis baixos possuem ótimas
lâmpadas de xenônio, ajuste automático de foco
e lavadores de alta pressão, contra os bons
superelipsoidais, sem regulagem de altura ou lavadores, do Omega. Existe
no Laguna luz
traseira para neblina, além dos faróis comuns ao oponente; o
retrovisor esquerdo é um excelente
biconvexo, em vez do plano do australiano; e há monitor de pressão
nos pneus, que pode evitar danos a eles e risco à segurança. Repetidores
de luzes de direção e terceira luz de freio equipam ambos os carros.
O Laguna é superior também em segurança
passiva no que toca a bolsas infláveis: vem com as frontais, as
laterais inferiores (também no Omega) e as superiores, que protegem a
cabeça. Os dois oferecem cintos de três pontos para todos os
passageiros, mas falta no Omega o encosto de cabeça central traseiro.
Continua
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