> Analisar a ficha técnica do Laguna revela alguns
detalhes construídos com perfeição. Um deles, as relações de
marcha: a quinta é direta (1:1), o que elimina as perdas de
engrenamento nessa marcha e permite um par final mais longo,
condição mais favorável para funcionamento das engrenagens. O
resultado é um ganho em ruído de funcionamento em viagem. No
Omega a marcha direta é a terceira, como na maioria dos câmbios
automáticos tradicionais — mas não no do Vectra, em que a direta
é a quarta e última marcha.
> Todo de alumínio, o motor do Renault trabalha com taxa
de compressão bem mais alta, 10,9:1 contra 9,35:1. O GM ainda
usa bloco e cabeçote de ferro fundido, mais pesados e com menor
dissipação de calor, o que acaba limitando a taxa possível.
> Os dois demonstram suavidade de funcionamento típica de relação
r/l correta (é de 0,296 no australiano; |
no francês não foi possível obter o dado junto ao fabricante).
> Outro recurso exclusivo do Laguna é o
variador de fase das válvulas
de admissão, um dos responsáveis pela boa distribuição de
torque: 90% do valor máximo estão disponíveis
a 2.500 rpm.
> Os dois modelos utilizam suspensões simples e
consagradas. As dianteiras são McPherson e, na traseira, o Omega
utiliza braço semi-arrastado e o Laguna eixo de torção. Nada,
portanto, dos modernos sistemas multibraço já em uso até por
modelos médio-pequenos como o Focus e o
Golf V. A Renault argumenta
que o eixo de torção pesa cerca de 20 kg a menos que o
multibraço... pode estar certa, mas o ganho em comportamento
dinâmico vale mais que isso.
> Os pneus do Laguna avaliado eram do tipo
assimétrico, com desenhos
diferentes entre a metade montada internamente e a metade
externa. |