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Carros do Passado

Em 1975 uma estranha versão cupê era oferecida tanto para o Impala quanto para o Caprice. Surgia o Landau Coupé, com meio-teto de vinil, um fracasso de vendas. Até 1976, foi um dos carros mais feios da Chevrolet em toda sua história. A crise do petróleo apertava ainda mais o cinto dos americanos e o antes musculoso 454 V8 oferecia apenas 225 cv em seu regime forçado.

Uma nova geração em 1977 deixava o Impala 300 kg mais leve, mais estreito e mais ágil, apesar da eliminação dos motores de bloco grande

Era preciso fazer algo, e rápido. Uma reformulação completa vinha em 1977, deixando os Impalas menores, mais altos e estreitos. O peso fora reduzido em mais de 300 kg e o interior ficava mais amplo, mesmo com as menores dimensões externas. Os big blocks estavam extintos, mas o novo Impala parecia não sentir falta deles, pois estava mais ágil, veloz e agradável de dirigir.

A reformulação parecia ter dado certo, pois as vendas alcançavam a marca dos 12 milhões de unidades e era eleito o Carro do Ano de 1977 pela revista Motor Trend. O Impala mudou para acompanhar a evolução dos tempos e, mesmo com a concorrência dos importados, vendeu mais um milhão de unidades entre 1977 e 1981. Continua

Os lowriders
No México, antes do surgimento do automóvel, o principal meio de transporte era o cavalo, que era tratado como grande símbolo de status. Tanto os cavalos quanto os cavaleiros andavam sempre com ornamentos diversos e coloridos, para chamar a atenção.

Essa cultura transferiu-se ao automóvel. Cada mexicano caracterizava seu carro da maneira mais exclusiva possível, sempre chamando atenção, seja pelo bom (ou mau) gosto, seja pelos excessos.

Hoje o movimento Lowrider é um dos componentes mais importantes da chamada "cultura chicana", onde os participantes, em sua maioria de descendência hispânica, participam de competições para ver quem tem o carro mais exclusivo ou chamativo.

O movimento teve início em meados dos anos 50. Os primeiros lowriders (traduzível como veículo baixo, que roda rente ao asfalto) tinham suspensão rebaixada, pintura "purpurina" e revestimento em cores berrantes, com estampas e barbados nada convencionais.

Com o passar dos anos, um equipamento ganhou destaque entre os adeptos do movimento: o sistema de suspensão hidráulica.

Começou na década de 60, com sistemas hidráulicos adaptados de aviões. Os sistemas próprios para automóveis começaram a ser desenvolvidos nos anos 70.

O sistema hidráulico permite que o carro pule, dance, suba e abaixe (mostrado acima em uma miniatura). Pode andar até sobre três rodas, suspendendo uma das dianteiras no ar. O favorito dos lowriders é o Chevrolet Impala, por ter um chassi em "X", mais rígido que um de longarinas e travessas comum; portanto, mais resistente às brincadeiras que o sistema de suspensão permite.

O kit básico do sistema de suspensão compreende duas bombas hidráulicas, alimentadas por 8, 10 ou 12 baterias comuns de 12 volts. Quando as bombas são acionadas, o fluido é liberado sob pressão e os pistões, um para cada roda, movimentam-se e o carro levanta ou abaixa.

Outro detalhe muito interessante nos lowriders são as rodas, em geral bem pequenas (13 ou 14 pol), sempre raiadas, cromadas ou mesmo douradas, com pneus de faixa branca e perfil baixo. Um movimento curioso, que atinge também os Impalas de recente geração.

Fotos: © Jack Parsons 

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