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Mas a ofensiva da Dodge não se restringia à estética. Os motores V8
ofereciam diferentes potências: 175, 183 ou 193 cv a 4.400 rpm, com
torques de 33,1 a 33,8 m.kgf a 2.400 rpm. O Coronet, base da linha
1955, era o único modelo da divisão a contar com opção de motor
seis-cilindros, agora com 123 cv a 3.600 rpm e 26,8 m.kgf a 1.600 rpm,
além do V8 de 175 cv. Mas, com os recursos de acabamento das séries
superiores, em nada parecia um carro de entrada. A revitalização da
linha fez o mercado reagir: de 155 mil Dodges vendidos em 1954, as
vendas saltaram para 277 mil no ano seguinte.
O Coronet chegava a 1956 com um privilégio: era o Dodge escolhido pela
Chrysler para a linha Mopar de alto desempenho, composta também pelo
Plymouth Fury, o DeSoto Adventurer e o
Chrysler 300B. No entanto, o pacote
esportivo D-500 do Coronet não exibia vistosos elementos de
identificação externos, ao contrário daqueles modelos. Ele podia ser
adquirido em qualquer modelo da Dodge, do sedã duas-portas à perua!
Mas, a exemplo das pistas, geralmente era acoplado ao Coronet por este
ser o mais leve entre os modelos da linha.
O número da sigla que definia o pacote significava quantos veículos
precisavam ser produzidos para um modelo ser aceito como carro de
produção da Nascar. O D-500 começava pelo V8 de 315 pol³ (5,2 litros)
com câmaras de combustão hemisféricas,
comando de válvulas especial e um carburador de corpo quádruplo, e
desenvolvia 260 cv a 4.800 rpm e 45,6 m.kgf a 3.000 rpm. Incluía um
câmbio de três marchas reforçado com opção pelo automático, várias
opções de relação do eixo traseiro e uma suspensão bem mais firme, com
calibração de amortecedores igual à dos Dodges fornecidos à polícia.
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