O Coronet com motor 440 serviu de base para a versão mais "quente" já feita desse modelo, destinada às provas da classe Super Stock B da NHRA, National Hot Rod Association. Além da remoção de acessórios e revestimentos para perder peso, oferecia transmissão reforçada e câmbio automático de alto estol ou manual com comando Hurst. Os carros não tinham garantia de fábrica e apenas 55 foram feitos, cinco a mais que o exigido para homologação nas provas. O Hemi 426 permanecia disponível e, para os menos sedentos por potência, havia um seis-cilindros.

Época de ouro para os "carros musculosos", 1967 marcou a oferta de motores superpotentes para o Coronet, como o enorme Magnum 440 de 375 cv

Nova revisão de estilo vinha em 1968, ano em que o Coronet assumia o "formato de garrafa de Coca-Cola", comum a outros americanos da época. Um pouco ofuscado pelo Charger, vinha de série com câmbio automático — embora a versão R/T usasse também o manual — e mantinha os motores 440 e 426. Novo era o Super Bee, com motor V8 de 383 pol³ (6,3 litros) e 335 cv e conjunto esportivo, a um preço inferior ao do R/T. A produção das versões mais picantes foi tão modesta em 1968 que os R/T Hemi (232 unidades) e o conversível (apenas nove carros) tornaram-se bastante valiosos no atual mercado de coleção.

Enquanto os mais nervosos Coronets daquele ano tinham o potencial de virar peças de colecionador, as demais versões ajudaram a fazer dele o modelo mais vendido da linha naquele ano. Além de mais arredondadas, a linhas terminavam numa criativa traseira. As lanternas divididas em três colunas, como no Mustang, se afunilavam para o centro e eram unidas por uma faixa negra também formando várias colunas. O R/T e o Super Bee tinham faixas duplas de lado a lado na traseira, passando pela tampa do porta-malas.
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O modelo 1968 adotava o "formato de garrafa de Coca-Cola" e introduzia a versão Super Bee, de menor preço a R/T (foto)
Em escala

No quesito miniaturas do Coronet, só dá anos 60. A Polar Lights tem um hardtop 500 de 1965 na escala 1:25, feito com base no carro que ressuscitou o nome do modelo. As tomadas de ar no capô e as colunas traseiras em "V" são os destaques do visual do carrinho.

Um minucioso R/T 1967 em 1:18 enriquece o catálogo da Fairfield Mint. Todas as partes se abrem.

A Ertl também apostou na popularidade do R/T para criar esta miniatura em 1:18 do Coronet 1969. Além das portas, pode-se ver o minimotor 426 Hemi ao abrir o capô.

A cara de Pontiac deste R/T conversível indica que se trata de um modelo 1970. Ele é da Leather Series da Yat Mig, em 1:18. Mesmo pequeno, traz a lembrança do ronco de um V8.

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