O Coronet pode ter tido seus dias de glória como carro musculoso
dos anos 60, mas nas telas de cinema e TV ele sempre foi, acima de
tudo, um carro de polícia dos anos 70. Na telinha, era a figura
mais fácil nas séries com perseguições envolvendo algum tipo de
representante da lei. Por isso aparecia regularmente a cada
episódio de ChiPs (corruptela de CHP, a sigla usual de
California Highway Patrol), seriado com Larry Wilcox e Erik
Estrada sobre a vida de dois patrulheiros rodoviários de San
Diego. O programa foi ao ar de 1977 a 1983, bem na época que o
Coronet/Monaco era de fato usado por essa instituição
californiana.
Carro Comando (T. J. Hooker, 1982-86), com William
Shatner e Heather Locklear, era outro seriado sobre policiais da
Califórnia em que o Coronet/Monaco batia cartão. Os gatões
(The Dukes of Hazzard, 1979-85), embora uma divertida
comédia, punha Coronet, Monaco e o primo-gêmeo Fury para correr
atrás dos carismáticos infratores protagonistas toda semana.
No cinema, os Coronets/Monacos dos anos 70 também foram os que
mais trabalharam. Como exceção, Os corações loucos (Les
valseuses, 1974), filme francês com Gerard Depardieu e |

Miou-Miou, conta com a participação de um Coronet 1952. Tanto
Corrida contra o destino (Vanishing point, 1971) quanto
a versão original de 60 segundos (Gone in 60 seconds,
1974, acima) têm um Coronet 440 de 1970 da polícia em cena.
Já rebatizado de Monaco, o Coronet também aparece em Rocky 3
(1982), The Junkman (1982, continuação da primeira versão
de 60 Segundos), O exterminador do futuro (The
terminator, 1984, com Arnold Schwarzenegger), 007 - Na mira
dos assassinos (James Bond - A view to a kill, 1985,
com Roger Moore) e Máquina quase mortífera (Loaded
weapon 1, 1993, também com William Shatner). Isso só para
ficar nos títulos já identificados pelos fãs de Dodge. |