Visivelmente não havia muitas diferenças, além das extensões dos pára-lamas e saias laterais, pois o enorme aerofólio desenvolvido por Wolf era opcional. Mas esse acessório, além de muito pesado, aumentava demais o arrasto aerodinâmico, reduzindo a velocidade máxima, além de prejudicar ainda mais a debilitada visão traseira. Outra modificação foi na grade frontal, que ganhava faróis auxiliares e uma pequena saia, o que o deixava ainda mais perto do chão.

Walter Wolf, cliente preferencial da marca, convenceu a Lamborghini a adotar as alterações de Paolo Stanzani: surgia assim o LP 400 S, na foto em uma versão para os EUA, com um feio pára-choque

Também eram novas as rodas Campagnolo de magnésio, apelidadas de "discos de telefone", as mesmas utilizadas no conceito Bertone Bravo, com 12 pol de largura à frente e 15 atrás. O teto também fora elevado em três centímetros, para proporcionar mais conforto ao motorista. Por dentro mudavam painel, volante, o posicionamento dos pedais e o da alavanca do freio de estacionamento. Os mostradores eram fornecidos pela Jaeger e não mais pela Stewart Warner Performance. Continua

Os especiais
Mesmo com todo o desempenho das versões originais, alguns preparadores de alto nível ousaram levar o Countach ainda mais longe.

A primeira iniciativa foi de Walter Wolf (citado no texto principal), que em 1974 aplicou a um Countach pneus Pirelli P7, um motor de 5,0 litros, freios e embreagem especiais, um aerofólio traseiro de ângulo ajustável e um volante com seu nome no centro. Dois outros modelos foram elaborados mais tarde.
O suíço Franco Sbarro, famoso pelas criações inusitadas, até que foi moderado em seu Sbarro Special Countach: construiu oito unidades com saias laterais mais evidentes, dutos para os freios traseiros e o motor de 5,2 litros e 48 válvulas preparado de 455 para 515 cv a 7.800 rpm. A velocidade máxima chegava a 330 km/h.
Na Áustria, o preparador Franz Albert aplicou dois turbos a um Countach LP 500 S, levando-o a 520 cv e à aceleração de 0 a 100 km/h em 4,8 segundos.
A famosa preparadora alemã Koenig, habituada a Ferraris e que às vezes varia de marca, fez em 1983 um Countach LP 500 S especial: saias laterais, novo aerofólio traseiro, bancos Recaro revestidos em couro preto, painel em couro vermelho. Um único turbo levava a potência a 500 cv.
O grande Lamborghini prestou-se também a transformações menos comuns. Nos Estados Unidos – poderia ser em outro país? – foi criada uma limusine de seis metros, com quatro portas como as originais e dois tetos solares, mas o carro era apenas uma réplica.

Com chassi de aço e carroceria de plástico reforçado com fibra-de-vidro, usava um motor decepcionante para sua aparência, o Ford V6 de 2,8 litros, mas tinha bons itens de luxo: televisor, videocassete, dois telefones celulares, uma câmera para facilitar as manobras de estacionamento. E, heresia total, câmbio automático... de três marchas!

FS

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