Mesmo
com todo o desempenho das versões originais, alguns
preparadores de alto nível ousaram levar o Countach ainda mais
longe.
A primeira iniciativa foi de Walter Wolf (citado no texto
principal), que em 1974 aplicou a um Countach pneus Pirelli P7,
um motor de 5,0 litros, freios e embreagem especiais, um
aerofólio traseiro de ângulo ajustável e um volante com seu
nome no centro. Dois outros modelos foram elaborados mais
tarde. |
O
suíço Franco Sbarro,
famoso pelas criações inusitadas, até que foi moderado em seu
Sbarro Special Countach: construiu oito unidades com saias
laterais mais evidentes, dutos para os freios traseiros e o
motor de 5,2 litros e 48 válvulas preparado de 455 para 515 cv
a 7.800 rpm. A velocidade máxima chegava a 330 km/h. |
Na
Áustria, o preparador Franz Albert aplicou dois turbos a um
Countach LP 500 S, levando-o a 520 cv e à aceleração de 0 a
100 km/h em 4,8 segundos. |
A
famosa preparadora alemã Koenig, habituada a Ferraris e que às
vezes varia de marca, fez em 1983 um Countach LP 500 S
especial: saias laterais, novo aerofólio traseiro, bancos
Recaro revestidos em couro preto, painel em couro vermelho. Um
único turbo levava a potência a 500 cv. |
O
grande Lamborghini prestou-se também a transformações menos
comuns. Nos Estados Unidos – poderia ser em outro país? – foi
criada uma limusine de seis metros, com quatro portas como as
originais e dois tetos solares, mas o carro era apenas uma
réplica.
Com chassi de aço e carroceria de plástico reforçado com
fibra-de-vidro, usava um motor decepcionante para sua
aparência, o Ford V6 de 2,8 litros, mas tinha bons itens de
luxo: televisor, videocassete, dois telefones celulares, uma
câmera para facilitar as manobras de estacionamento. E,
heresia total, câmbio automático... de três marchas!
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