Outras modificações estavam sob a carroceria. Para poder usar os largos Pirellis P7, Giampaolo Dallara realizou ajustes na suspensão que a tornaram três centímetros mais alta, mas não foram suficientes para sanar as reclamações de consumidores sobre as constantes avarias na parte frontal do chassi. Também foram substituídos os discos de freios, que passaram ser fornecidos pela Alfred Teves, com maior diâmetro.

Mesmo no mercado americano, onde perdia 50 cv para atender às normas de emissões, o
Countach oferecia desempenho expressivo -- e um conjunto mecânico dos mais sofisticados

Como os preços dos combustíveis ainda estavam elevados e as leis ambientais passavam a pressionar os fabricantes a desenvolver produtos menos poluentes, a Lamborghini teve de se adequar à nova realidade. A potência do motor foi reduzida de 375 para 352 cv. Para o mercado americano o perda foi ainda maior, pois foi necessária a instalação de catalisadores e uma nova calibração dos carburadores, que suprimiram 50 cv. Assim a velocidade máxima caiu de 316 para 292 km/h.

Ao final, o novo Countach tornou-se inferior em termos de desempenho, mas a redução de potência e sua nova distribuição ao longo da faixa de operação deixaram o esportivo mais fácil de domar, o que agradou a alguns motoristas. Enquanto isso, os ajustes internos o deixaram mais confortável e o carro ficou com um visual mais imponente e moderno. A reação do público foi boa: as vendas de 1978 a 1982 tiveram um aumento de 50%, com 235 unidades – para um Lamborghini, um número expressivo.

Para enfrentar o Ferrari 512 BB, a Lamborghini criou o LP 500 S, um Countach com motor de 4,75 litros e que retomava a potência original de 375 cv

Maior cilindrada   No final dos anos 1970 o Ferrari 512 BB, evolução do 365 GTB/4 BB, havia se tornado um dos mais cobiçados superesportivos. Mesmo perdendo 20 cv ante o 365, ainda era superior ao Countach LP 400 S. Na tentativa de elevar a potência, mantendo um nível razoável de consumo e emissões poluentes, a Lamborghini, seguindo o bem-sucedido Porsche 911 Turbo, apresentou no Salão de Frankfurt de 1979 um versão turboalimentada do Countach. No entanto o projeto se mostrou inviável, pois o motor superaquecia, e acabou sendo abandonado.

Descartado o turbo, a equipe de engenharia de motores resolveu elevar a cilindrada para ganhar potência. Então foi desenvolvido um novo propulsor com 4.754 cm³, ante os 3.929 cm³ anteriores, com o diâmetro e o curso passando de 82 x 62 mm para 85,5 x 69 mm (coincidência: iguais aos do Volkswagen 1600 "a ar"). Os carburadores Weber sofreram alterações e os coletores foram ampliados. O novo propulsor retomava a potência do LP 400 original, 375 cv, mas obtida em menor rotação (7.000 rpm), fazendo o carro chegar a 300 km/h e acelerar de 0 a 100 km/h em 5,6 segundos.

As largas extensões nos arcos dos pára-lamas e o vistoso aerofólio deixavam o Countach ainda mais imponente, como que denunciando o desempenho feroz que podia entregar

Embora estivesse longe dos 5,0 litros do conceito LP 5000, o novo Countach não perdia a oportunidade de trocar o número 400 por 500: era agora o LP 500 S. O restante da estrutura se manteve inalterado, a não ser pelos painéis internos das portas e o redimensionamento do porta-luvas. Por fora o Countach ganhava rodas OZ em alumínio, mas com desenho semelhante às antigas Campagnolo de magnésio. Continua

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