Apresentado no Salão de Genebra de 1982, o novo Lambo, apesar de mais potente que o rival da Ferrari, era 90 kg mais pesado (1.490 kg). O boxer de Maranello ganhava em velocidade máxima por apenas 2 km/h de diferença, 302 km/h contra 300. Mas a Ferrari azedou novamente a festa da Lamborghini: em 1984 apresentava o mítico Testarossa, com 390 cv, fazendo que a fabrica de Sant’Agata Bolognese voltasse às pranchetas e preparasse novas modificações em seu superesportivo. Outros concorrentes também surgiam, como o Aston Martin Vantage, que desde 1977 era um dos mais potentes e velozes. Mesmo assim, o aumento do desempenho elevou as vendas: de 1982 a 1985 foram comercializados 323 Countaches.

Em 1985, um novo passo no processo evolutivo do Countach: o LP 500 QuattroValvole, indicação das quatro válvulas por cilindro, que levavam o V12 a estonteantes 455 cv

QuattroValvole   Com o Testarossa a Ferrari havia surpreendido o mundo – e à própria Lamborghini. Como não tinha tempo nem recursos suficientes para desenvolver um novo carro, a marca do touro apresentou outra variação do Countach: o LP 500 QuattroValvole, apresentado, como de costume, no Salão de Genebra de 1985. O destaque eram os cabeçotes de duplo comando e 48 válvulas, quatro por cilindro (daí o nome), associados à cilindrada aumentada para 5.167 cm³ (diâmetro e curso de 85,5 x 75 mm).

Isso tudo elevou a potência do Countach para 455 cv a 7.000 rpm, com um torque de 50,1 m.kgf. A carburação adotava um conjunto Weber 44 DCNF para o mercado europeu, substituído por um sistema de injeção eletrônica Bosch KE-Jetronic nos carros exportados para os Estados Unidos. A transmissão passava a ser fornecida pela ZF e a embreagem tinha acionamento hidráulico. O mesmo motor seria usado no ano seguinte no LM002, um jipão da Lamborghini que ainda hoje é o mais potente utilitário esporte de série no mundo, superior em 5 cv ao Porsche Cayenne Turbo.

Alimentado por seis carburadores, que na versão para os EUA davam lugar à injeção Bosch, o motor do QuattroValvole equipou o utilitário mais potente do mundo, o LM002

Apesar da maior potência, o desempenho era inferior ao do LP 500 S: a velocidade máxima era de 292 km/h, devido ao arrasto do grande aerofólio traseiro destinado a produzir forte sustentação negativa. Por fora o Countach ganhava novas saias laterais, defletores e extensões nos pára-lamas e, para o mercado americano, estranhos pára-choques, necessários para atender à legislação de segurança. Para melhorar a dirigibilidade a Pirelli desenvolveu novos pneus exclusivos para ele, com dimensões 225/50 à frente e absurdos 345/35 atrás. Continua

Os estudos
Pressionada pela Ferrari e seu Testarossa, a Lamborghini desenvolveu em 1986 o projeto de um Countach de cilindrada ainda maior: 7,1 litros, suficientes para que o V12 atingisse 600 cv e levasse o carro – de desenho todo novo – a estimados 385 km/h! Mas a idéia não foi adiante.

No ano seguinte, a casa de Sant'Agatta Bolegnese construía um protótipo do que pretendia ser a evolução de seu supercarro, com o apropriado nome de Countach Evoluzione (evolução em italiano). Nunca apresentado ao público, o carro (na foto) tinha estrutura muito leve, com uso de fibra de carbono e materiais compostos, para um peso total de apenas 980 kg. O motor V12 de 5,2 litros e 48 válvulas foi otimizado para render 490 cv e prometia máxima de 330 km/h.

O Evoluzione serviu de base para testes de numerosas tecnologias, como tração integral, suspensão com controle eletrônico de amortecimento e freios com sistema antitravamento (ABS) – alguns desses recursos apareciam mais tarde no Diablo. Condenado pelo custo inviável da estrutura e de sua reparação em caso de acidentes, o protótipo teve um fim nobre: foi destruído em um teste de impacto, onde os engenheiros puderam analisar a resistência a colisões dos materiais nele empregados.

FS

Carros do Passado - Página principal - Escreva-nos

© Copyright - Best Cars Web Site - Todos os direitos reservados