Um J Town Car com carroceria Murphy, de 1930: a marca pretendia oferecer o melhor carro do mundo

"É um Duesy!"   O modelo J teria que caber no pretensioso mote "o melhor automóvel do mundo", que seria efetivamente usado tanto em sua publicidade quanto na da Rolls-Royce. Para atender a ordem de equiparar o estilo ao nível técnico do automóvel, Cord e o diretor de vendas da marca, Harold Ames, contrataram um jovem projetista com passagens pela General Motors, Packard e Stutz para comandar a equipe de estilo. Seu nome viria a se tornar um dos mais reconhecidos e respeitados do meio: Gordon Buehrig. Seu talento daria origem ao Auburn "Boattail" Speedster de 1935, os Cords "nariz de esquife" de 1936 e, mais tarde, ao Lincoln Continental Mark II 1956.

A direção da Duesenberg sabia que a maior parte dos donos do novo modelo enviaria o chassi para ser encarroçado por firmas especializadas. E foi exatamente o que aconteceu. As melhores empresas do setor nos EUA e na Europa criariam algumas das mais exuberantes carrocerias da América para o J. Entre elas estavam Barker, Bohmann & Schwartz, Derham, D'Ieteren Frères, Graber, Gurney Nutting, Letourneur & Marchand, Murphy e Weymann.

Neste J, de 1929, a carroceria feita por Derham segue o estilo phaeton, ou seja, um conversível de quatro portas

Entretanto, Buehrig e Cord decidiram deixar pouco para os encarroçadores e criar uma imagem mais marcante e comum a todos os carros da empresa. A grade do radiador, forte aspecto de identidade dos fabricantes na época, trazia contornos arredondados. Tinha um belo desenho, mas ainda ficava muito distante em identidade de marcas facilmente reconhecíveis como a Rolls-Royce, com sua grade imitando um antigo templo grego; a Bugatti, com sua "ferradura"; e a Packard, com seu corte em "V". Continua

Em escala

Ouro, 24 quilates: é com ele que a Motormint decidiu banhar duas miniaturas dos clássicos Duesenbergs, um phaéton (conversível de quatro portas) 1934 e o raríssimo roadster SSJ 1935. Portas e capô bipartido podem ser abertos. Ambos vêm em escala 1:32 e o primeiro pode ser apoiado num pedestal de carvalho, com superfície espelhada sob o carrinho e cobertura transparente para o manter fechado. O equivalente ao luxo dos Duesenbergs reais no mundo das miniaturas. O mesmo SSJ pode vir sem o banho de ouro.

Da renomada Franklin Mint, o Coupe Simone 1939, encarroçado a pedido de um empresário francês para sua amante após o fim da própria Duesenberg, é uma miniatura em escala 1:24 de fazer inveja. O carro, inspirado no movimento Art Deco, é uma obra de arte sobre rodas.

Detalhamento é o que não falta ao J roadster 1935 com carroceria Derham da Franklin Mint, em 1:24. No mesmo tamanho, o fabricante reproduziu o Duesenberg 20 Grand 1933 (acima), um carro atipicamente fechado e com uma larga coluna central, que custou exorbitantes 20 mil dólares na época.

Quem prefere a escala 1:18 pode escolher o J phaéton 1934 prata e verde (ou preto e verde) da Signature Models. Além da abertura de portas e capô, ele vem com volante e suspensão funcionais.

Até a Hot Wheels homenageou a Duesenberg, em 1:64, com este SJ 1935 produzido pela J. Gurney Nutting para um marajá indiano.

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