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Só
mais um chassi seria produzido por August e sua equipe para um cliente
alemão. Em 1938 uma companhia de peças de reposição e serviços foi
aberta em Auburn, Indiana, para atender os sofisticados modelos —
assim como os da Auburn e da Cord — em sua manutenção. O fim da
Duesenberg, porém, não significou o fim do mito criado por ela. Em
1947 veio uma tentativa de criar um novo modelo da marca, com a ajuda
de August (leia boxe). E essa foi só
a primeira delas, já que a aura mítica que envolve o nome da marca,
embora esquecida pelo grande público, mantém a pompa e o respeito
entre os antigomobilistas.
Infelizmente, os desinibidos atributos da engenharia de Fred
Duesenberg e as exclusivas carrocerias de luxo dos anos 30 nunca mais
encontraram um investidor para esses projetos de resgate do nome. Com
luxo comparável ao de um Rolls-Royce e desempenho até superior ao de
um Bugatti, os Duesenbergs J, SJ e SSJ permanecem imortais como o que
de mais sofisticado e exclusivo a América já produziu. Assim como os
filmes de Hollywood, durante a profunda crise americana nos anos 30,
os "Duesies" simbolizavam a magia de um sonho sem limite de riqueza,
beleza e ostentação.
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