Apesar de todos os reveses, a quarta geração era muito bonita. As linhas aerodinâmicas sugeriam um produto 100% novo, mas na verdade muito havia sido aproveitado da terceira, sobretudo assoalho e suspensão traseira. Já a dianteira era nova, com braços sobrepostos, e a caixa de direção com pinhão e cremalheira tomava o lugar da antiga de setor e rosca sem-fim. As três versões eram mantidas (básica, Formula e Trans Am), o conversível desaparecia e havia apenas duas opções de motores: o V6 3,4, baseado no antigo 3,1, com 160 cv e o maravilhoso V8 350 LT1, de 275 cv.

O Firebird voltava a ter o desempenho de um "carro musculoso", com o motor LT1 de 275 cv, e ressurgia a opção conversível em 1994

Este podia ser adquirido com o novo câmbio manual de seis marchas, disponível tanto para o Formula quanto para o Trans Am. Pela primeira vez desde meados dos anos 70 o Firebird voltava a apresentar o desempenho de um bom "musculoso": 0 a 96 km/h em 5,6 segundos, quarto-de-milha em 14,1 s. O conversível estava de volta em 1994, quando o Trans Am comemorava o aniversário de 25 anos em sua combinação de cores mais clássica: branco com azul, tanto por fora quanto por dentro. Vinha como cupê, targa e conversível e usava rodas de liga mais leve que as normais.

Um item muito criticado pelos admiradores do Pontiac era o skip-shift, um sistema que, dependendo do posicionamento da borboleta de aceleração, engatava a quarta marcha quando se tentava colocar a segunda, para melhorar o consumo e as emissões poluentes nos testes da EPA, a agência de proteção ambiental americana. A rejeição foi tamanha que explodiram kits no mercado de acessórios para desativar o mecanismo. No ano seguinte passava a ser oferecido controle de tração, útil na chuva, e o pacote GT do Trans Am era descontinuado.
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Os conceitos
  Em seus últimos anos de produção, aproveitando o evento de carros personalizados SEMA Show, a General Motors elaborou algumas versões conceituais do Firebird.

O Hurst Hauler, de 2000, era uma curiosa proposta de perua, embora sem perder o caráter esportivo. Lembrava um pouco as shooting brakes feitas na Inglaterra sobre modelos da Aston Martin. O motor V8 350 tinha a potência elevada a 370 cv e as rodas eram de 18 pol.
No mesmo ano havia o Firebird Projekt Tranzam, nome estranho para o conversível, cujo motor de 5,7 litros teve instalado um compressor pela Morgan Motorsports. Com potência não informada, o carro tinha rodas de 19 pol e os freios Brembo.  
  O Raptor, de 2001, era um conversível preparado pela Rytek Projektz, de Ventura, na Califórnia. O motor V8 350 era ampliado para 385 pol3 (6,3 litros) e 540 cv, potência que explodia para 840 cv com a ação do sistema de óxido nitroso. De 0 a 96 km/h o tempo estimado era de três segundos! Discreto na aparência, esse Firebird recebeu rodas de 19 pol com pneus 275/30 na traseira, bancos Sparco e um sistema de áudio com amplificador de 2.300 watts.
E a Morgan Motorsports reaparecia com o Firebird MMS 421, desta vez um cupê, cuja potência de 625 cv era alcançada com aspiração natural. Para isso, a preparadora ampliou o motor V8 para 7,0 litros e aplicou um veneno pesado, transmitido a pneus traseiros 295/35 em rodas de 18 pol.

FS

 

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