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Mito de Detroit, astro de Hollywood... Se julgarmos o currículo
cinematográfico do Bel Air, assim poderíamos defini-lo. Há cenas
de um Bel Air 1953 em Los Angeles - Cidade Proibida (L.A.
Confidential, 1997), com Kevin Spacey, Russell Crowe e Kim
Basinger, e no criativo Pleasantville - A Vida em Preto e
Branco (Pleasantville, 1998), com Tobey Maguire e
Reese Witherspoon, que ironiza o moralismo daquela década por
meio das cores. Pode-se conferir modelos 1954 na comédia Duro
de Espiar (Spy Hard, 1996), com Leslie Nielsen, e na
aventura Desafiando os Limites (The World's Fastest
Indian, 2005), com Anthony Hopkins.

Nenhum Bel Air apareceu
tanto e por tanto tempo no cinema quanto o de 1955. Só para
citar alguns, ele está em Capote (2005), drama que deu o
Oscar a Philip Seymour Hoffman; em Fireball 500 (1966),
ação com a dupla Frankie Avalon e Annette Funicello; e na
comédia A Primeira Transa de Jonathan (Mischief,
1985), produção que aborda a juventude dos anos 50, mas peca por
destruir um conversível vermelho e branco.

Da safra de 1956 existem a
participação em Revanche Rebelde (Roadracers,
1994), drama com David Arquette e Salma Hayek. O mais querido
Bel Air, o de 1957, é figura mais fácil na cinematografia
americana. Entre outros, ele está no belo drama de época
Quando os Jovens se Tornam Adultos (Diner, 1982), com
Steve Guttenberg, Mickey Rourke e Kevin Bacon em início de
carreira. Outro sucesso de que o 1957 participou foi 007
contra o Satânico Dr. No (Dr. No, 1962), primeiro
filme da série de James Bond, com Sean Connery e Ursula Andress.

Na lista de outros
créditos do 1957 encontram-se Super Máquina 2000 (Knight
Rider 2000, 1991); Dirty Dancing - Ritmo Quente (Dirty
Dancing, 1987), com Patrick Swayze e Jennifer Grey; Louca
Perseguição (Return to Macon County, 1975), drama com
Nick Nolte e Don Johnson; e Gangster Story (1960), drama
com Walter Matthau. Uma perua Townsman está em Minha Mãe é
uma Sereia (Mermaids, 1990), com Cher e Winona Ryder. |

Quem gosta do modelo 1958
deve assistir à comédia Um Assaltante bem Trapalhão (Take
the Money and Run, 1969), com Woody Allen. E quem prefere o
1959 pode conferi-lo em Os Demônios sobre Rodas (Hells
Angels on Wheels, 1967), ação sobre a famosa gangue de
motoqueiros com Jack Nicholson.
Da década de 60, quando o Impala tornou-se mais freqüente nas
ruas, temos um modelo 1961 em The Intruder (1962), drama
com um William Shatner pré-Jornada nas Estrelas; outro em
Um Mundo Perfeito (A Perfect World, 1993), com
Kevin Costner e Clint Eastwood; e um 1962 em Grand Theft Auto
(1977), comédia com o ator e hoje diretor Ron Howard. O modelo
1968 está em Desafio no Bronx (A Bronx Tale,
1993), com Robert De Niro e Chazz Palminteri; e em Xeque-Mate
(Lucky Number Slevin, 2006), com Josh Hartnett, Bruce
Willis e Lucy Liu.

Os obscuros Bel Airs da
década seguinte também estiveram nas telas. Um 1973 surge em
Com 007 Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die, 1973),
com o segundo James Bond (Roger Moore) e Jane Seymour. De 1974
podemos tentar reconhecer a viatura de polícia do divertido
Os Irmãos Cara-de-Pau (The Blues Brothers, 1980), com
Dan Aykroyd e John Belushi, que também mostra um modelo 1975 a
serviço da lei.
Para fãs de filmes de outras nacionalidades não faltam chances
de admirar o Bel Air em ação. O modelo 1952 aparece na
co-produção espanhola e cubana Habana Blues (2005), de
Bento Zambrano. Um 1955 surge no francês Caça ao Homem (La
Chasse à l'Homme, 1964), comédia de Edouard Molinaro com a
jovem Catherine Deneuve. Um Bel Air 1956 pode ser visto em
Meu Tio (Mon Oncle, 1958), comédia francesa de
Jacques Tati.
Já os fãs do modelo 1959 talvez gostem de saber que até na
Dinamarca o Bel Air se tornou um astro de cinema. Na série de
investigação cômica formada por Olsen-Banden Gar I Krig
(1978), Olsen-Banden Overgiver Sig Aldrig (1979),
Olsen-Banden Over Alle Bjerge (1981) e Olsen-Bandens
Flugt Over Plankeværket (1981), dirigida por Erik Balling,
um sedã 1959 bem estragado é um dos personagens centrais. E,
para terminar, o suspense Técnica de um Delator (Le
Doulos, 1962), com Jean-Paul Belmondo, ainda traz um Bel Air 1960
em seu elenco automotivo.
Em tempo, um dos mais apreciados Chevrolets do cinema não era um
Bel Air. O sedã preto de duas portas customizado que Harrison
Ford dirige em Loucuras de Verão (American Graffiti,
1973), filme-símbolo da nostalgia dos anos 50 e início dos 60, é
um One-Fifty. Entretanto, o filme também tem um Bel Air Impala
1958 branco em várias cenas. Mas que não restem dúvidas de que a
lista completa de filmes estrelados pelo Bel Air é muito mais
extensa que esta. |