"O básico de um carro grande por um preço mínimo": o apelo ao custo-benefício para o último Bel Air, em 1975

Só mudanças evolutivas marcavam a linha 1972, com uma grade que, além de mais baixa, continuava abaixo do pára-choque, como no Camaro 1970 ½.. Com o novo critério de potência líquida, os motores pareciam mais fracos mesmo sem alteração. O seis-cilindros agora entregava 110 cv e o V8 350 oferecia 165 cv. Quem esperasse mais vitalidade, que escolhesse entre os V8 350 de 255 cv, 400 de 170 cv, 402 de 210 cv e 454 de 270 cv.

A principal novidade de 1973 foi a eliminação da série Biscayne. Isso significava que o nome Bel Air, antes tão glamouroso, completava sua trajetória de rebaixamentos, chegando ao padrão básico dos grandes da Chevrolet. Nessa inglória tarefa, restava à publicidade ressaltar sua relação custo-benefício. A grade e os faróis foram novamente nivelados. O pára-choque dianteiro estava bem maior, para atender à nova legislação, e o traseiro envolvia as lanternas e as separava um pouco mais.

O Bel Air era o único grande Chevrolet a oferecer seis cilindros, motor que naquele ano só gerava 100 cv. Como V8 básico, o 350 era capaz de 145 ou 175 cv. O V8 400 respondia por 150 cv, e o 454, por 215 cv ou 245 cv. Como um incentivo a reduções ainda maiores, a crise do petróleo daquele ano fez disparar o preço da gasolina em todo o mundo. Os EUA foram drasticamente afetados. Detroit começaria a enfrentar um de seus maiores desafios: mudar seu jeito de desenvolver carros. Continua

Nas telas
Mito de Detroit, astro de Hollywood... Se julgarmos o currículo cinematográfico do Bel Air, assim poderíamos defini-lo. Há cenas de um Bel Air 1953 em Los Angeles - Cidade Proibida (L.A. Confidential, 1997), com Kevin Spacey, Russell Crowe e Kim Basinger, e no criativo Pleasantville - A Vida em Preto e Branco (Pleasantville, 1998), com Tobey Maguire e Reese Witherspoon, que ironiza o moralismo daquela década por meio das cores. Pode-se conferir modelos 1954 na comédia Duro de Espiar (Spy Hard, 1996), com Leslie Nielsen, e na aventura Desafiando os Limites (The World's Fastest Indian, 2005), com Anthony Hopkins.

A Primeira Transa de Jonathan

Nenhum Bel Air apareceu tanto e por tanto tempo no cinema quanto o de 1955. Só para citar alguns, ele está em Capote (2005), drama que deu o Oscar a Philip Seymour Hoffman; em Fireball 500 (1966), ação com a dupla Frankie Avalon e Annette Funicello; e na comédia A Primeira Transa de Jonathan (Mischief, 1985), produção que aborda a juventude dos anos 50, mas peca por destruir um conversível vermelho e branco.

Quando os Jovens se Tornam Adultos

Da safra de 1956 existem a participação em Revanche Rebelde (Roadracers, 1994), drama com David Arquette e Salma Hayek. O mais querido Bel Air, o de 1957, é figura mais fácil na cinematografia americana. Entre outros, ele está no belo drama de época Quando os Jovens se Tornam Adultos (Diner, 1982), com Steve Guttenberg, Mickey Rourke e Kevin Bacon em início de carreira. Outro sucesso de que o 1957 participou foi 007 contra o Satânico Dr. No (Dr. No, 1962), primeiro filme da série de James Bond, com Sean Connery e Ursula Andress.

Minha Mãe é uma Sereia

Na lista de outros créditos do 1957 encontram-se Super Máquina 2000 (Knight Rider 2000, 1991); Dirty Dancing - Ritmo Quente (Dirty Dancing, 1987), com Patrick Swayze e Jennifer Grey; Louca Perseguição (Return to Macon County, 1975), drama com Nick Nolte e Don Johnson; e Gangster Story (1960), drama com Walter Matthau. Uma perua Townsman está em Minha Mãe é uma Sereia (Mermaids, 1990), com Cher e Winona Ryder.

Um Assaltante bem Trapalhão

Quem gosta do modelo 1958 deve assistir à comédia Um Assaltante bem Trapalhão (Take the Money and Run, 1969), com Woody Allen. E quem prefere o 1959 pode conferi-lo em Os Demônios sobre Rodas (Hells Angels on Wheels, 1967), ação sobre a famosa gangue de motoqueiros com Jack Nicholson.

Da década de 60, quando o Impala tornou-se mais freqüente nas ruas, temos um modelo 1961 em The Intruder (1962), drama com um William Shatner pré-Jornada nas Estrelas; outro em Um Mundo Perfeito (A Perfect World, 1993), com Kevin Costner e Clint Eastwood; e um 1962 em Grand Theft Auto (1977), comédia com o ator e hoje diretor Ron Howard. O modelo 1968 está em Desafio no Bronx (A Bronx Tale, 1993), com Robert De Niro e Chazz Palminteri; e em Xeque-Mate (Lucky Number Slevin, 2006), com Josh Hartnett, Bruce Willis e Lucy Liu.

Com 007 Viva e Deixe Morrer

Os obscuros Bel Airs da década seguinte também estiveram nas telas. Um 1973 surge em Com 007 Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die, 1973), com o segundo James Bond (Roger Moore) e Jane Seymour. De 1974 podemos tentar reconhecer a viatura de polícia do divertido Os Irmãos Cara-de-Pau (The Blues Brothers, 1980), com Dan Aykroyd e John Belushi, que também mostra um modelo 1975 a serviço da lei.

Para fãs de filmes de outras nacionalidades não faltam chances de admirar o Bel Air em ação. O modelo 1952 aparece na co-produção espanhola e cubana Habana Blues (2005), de Bento Zambrano. Um 1955 surge no francês Caça ao Homem (La Chasse à l'Homme, 1964), comédia de Edouard Molinaro com a jovem Catherine Deneuve. Um Bel Air 1956 pode ser visto em Meu Tio (Mon Oncle, 1958), comédia francesa de Jacques Tati.

Já os fãs do modelo 1959 talvez gostem de saber que até na Dinamarca o Bel Air se tornou um astro de cinema. Na série de investigação cômica formada por Olsen-Banden Gar I Krig (1978), Olsen-Banden Overgiver Sig Aldrig (1979), Olsen-Banden Over Alle Bjerge (1981) e Olsen-Bandens Flugt Over Plankeværket (1981), dirigida por Erik Balling, um sedã 1959 bem estragado é um dos personagens centrais. E, para terminar, o suspense Técnica de um Delator (Le Doulos, 1962), com Jean-Paul Belmondo, ainda traz um Bel Air 1960 em seu elenco automotivo.

Em tempo, um dos mais apreciados Chevrolets do cinema não era um Bel Air. O sedã preto de duas portas customizado que Harrison Ford dirige em Loucuras de Verão (American Graffiti, 1973), filme-símbolo da nostalgia dos anos 50 e início dos 60, é um One-Fifty. Entretanto, o filme também tem um Bel Air Impala 1958 branco em várias cenas. Mas que não restem dúvidas de que a lista completa de filmes estrelados pelo Bel Air é muito mais extensa que esta.

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