

Rodas de 16 pol e novos
anexos aerodinâmicos realçavam o caráter esportivo do Sport Evolution,
com produção limitada a 600 unidades


Bancos Sparco envolventes e
cintos vermelhos davam novo aspecto ao interior da versão; o motor de 2,5
litros foi obtido a partir do 2,3 básico |
"Ele
pode não ter o desempenho de um Sierra Cosworth, mas o que deixa a
desejar nesse quesito é mais que compensado por seu melhor comportamento
e a maior estabilidade direcional em velocidade. O 190 E equipara-se ao
BMW nesse aspecto, mas seu motor oferece menos respostas, graças à
carroceria maior e mais pesada", concluía a Autocar.
O reconhecimento veio também do lado oposto do Atlântico, caso da
norte-americana Motor Trend: "A estabilidade é excelente, o rodar
é firme mas não áspero e, claro, os freios antitravamento são topos de
linha. O equilíbrio do M3 é absolutamente fantástico para um carro de
rua. Quanto mais rápido você anda, mais fácil se torna dirigi-lo. (...)
É verdade, o M3 não é perfeito, e sim, ele é caro. Mas, dados seus
parâmetros, é uma grande combinação de visual, desempenho, estabilidade
e conforto".
Em 2010, para comemorar 25 anos do M3, a compatriota Car and Driver
dirigiu suas quatro gerações, todas com carros muito preservados pela
fábrica. E descreveu o E30: "O motor S14 ronrona como um gato em
marcha-lenta e grita como um lince em seu pico de potência a 6.750 rpm.
As cinco marchas são curtas e próximas entre
si, para manter o motor em seu pleno miado. (...) Os melhores BMWs
são feitos de equilíbrio e estabilidade, expectativas que foram criadas
em parte pelo E30".
Uma versão conversível do M3 tornou-se disponível na Europa em junho de
1988. No mesmo ano aparecia a edição limitada Evo (de evolution,
evolução), da qual apenas 505 foram produzidos. As regras do Campeonato
Alemão de Carros de Turismo (DTM) exigiam a oferta ao público de 500 ou
mais exemplares com os mesmos anexos aerodinâmicos, motor e câmbio do
carro de corridas. E assim foi feito.
O motor de 2,3 litros recebeu pistões, comando de válvulas e sistema de
admissão para maior desempenho, o que elevou a potência a 220 cv e o
torque a 24,8 m.kgf e tirou 0,4 segundo do tempo para acelerar de 0 a
100. Contribuía para a vantagem a redução de peso efetuada em
para-choques, janelas, tampa do porta-malas e no volante do motor — este
também responsável por aumento na agilidade em ganhar rotações.
O ponto máximo da trajetória do M3 da geração E30 foi a edição Sport
Evolution, oferecida ao mercado entre janeiro e março de 1990. Ainda sob
as normas do DTM, a BMW o pôs à venda com o motor de maior cilindrada,
2,5 litros, que havia sido permitido pelo campeonato alemão para aquela
temporada. O diâmetro dos cilindros passou de 93,4 para 95,5 mm, e o curso dos pistões, de 84 para
87 mm. Com válvulas de escapamento preenchidas por sódio para dissipar
calor e coletor de admissão especial, o motor obtinha 238 cv a 7.000
rpm, mas com menor torque que no Evo (24,4 m.kgf a 4.750 rpm),
suficientes para alcançar 248 km/h e fazer de 0 a 100 em 6,1 segundos.
As rodas passavam a 16 pol, com pneus 225/45, e tanto o defletor
dianteiro quanto o aerofólio traseiro admitiam regulagem de ângulo. A
suspensão trazia controle eletrônico de amortecimento e três programas
de uso: Conforto, Normal e Esporte. No
interior, os bancos Sparco — marca renomada nas pistas —
eram mais envolventes, os cintos vinham em vermelho e não havia ar-condicionado ou controle elétrico
dos vidros. Os 600 carros produzidos — ao que consta, um só conversível
— vinham com uma plaqueta numerada no console.
Continua
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