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O raio X do 1600 HF: motor V4 de duplo comando e 115 cv (também abaixo), freios a disco nas quatro rodas e interior pronto para competir, com bancos esportivos e estrutura de proteção

Os enormes faróis renderam ao HF o apelido de "Fanalone", que em italiano tem outra conotação; na foto uma versão para competição

No fim de 1968 a Lancia lançava a versão Rallye 1600 HF, que nasceu para substituir a versão de 1,3 litro nas competições, mas só chegou ao mercado no ano seguinte. Com cilindrada de 1.584 cm³, o motor desenvolvia 115 cv a 6.200 rpm e 15,9 m.kgf a 4.500 rpm. Leve, pesava enxutos 850 kg e vinha de série com novo câmbio de cinco marchas, diferencial autobloqueante, rodas de magnésio Campagnolo e freios a disco Girling em vez de Dunlop — além de faróis com lâmpadas halógenas e dimensões exageradas, mas que davam certo charme.
 
Por causa deles ganhou o apelido de Fanalone, que em italiano significa grandes faróis, mas serve também como gíria para seios fartos... Sua velocidade máxima atingia 180 km/h. Mas havia uma versão de competição mais nervosa, a Rallye 1600 HF Corsa (corrida), que chegou a desenvolver 160 cv e a superar a barreira dos 200 km/h. O HF venceu o Campeonato Europeu com Harry Kallstrom e deixou muitos Alpines e Porsches para trás.
 
No fim de 1969 era encerrada a produção do cupê de 1,2 litro; um ano mais tarde saíam de linha também os modelos Rallye de 1,3 litro. Em 1970 aparecia no Salão de Turim a segunda série do Fulvia Coupé. Eram apresentados a versão 1.3 S S2, que substituía a 1.3 S, e o renovado 1600 HF. Grandes mudanças na linha 1.3 S S2 foram as adoções de câmbio de cinco marchas, da marca ZF, e de servo-freio.

A nova série 1600 HF "Fanalone" recebia modificações estéticas, em especial a diminuição dos grandes faróis auxiliares, o que fez trocar seu apelido para "Fanalino". Essa versão tinha 115 cv e 15,9 m.kgf com a taxa de compressão de 10,5:1. Na versão com taxa ainda mais elevada (11,3:1), a potência ia a 132 cv a 6.600 rpm e o torque a 16,5 m.kgf a 5.500 rpm. O motor  de 1.298 cm³ chegou a 122 cv a altíssimas 7.200 rpm, potência pouco menor que a da versão de 1.401 cm³, com 6 cv a mais. Sua aceleração de 0 a 100 levava 8,9 segundos. Continua

Em escala
As versões do Fulvia mais comuns no mercado de miniaturas são os cupês de rali, como o HF 1969 da IXO Models em escala 1:43. Vermelho reproduz o pilotado por H. Kallstrom no Rali RAC daquele ano.
O AUTOart produz em 1:18 o Fulvia HF 1600 de 1972, vencedor do Rali San Remo nas mãos de Amilcare Ballestrieri e Arnaldo Bernacchini. A decoração inclui adesivos de patrocinadores.
A francesa Norev fez o Coupé (ao lado) em versão "comportada" e na cor branca. Sem o jeito esportivo do modelo de corridas, pode-se apreciar melhor a leveza do estilo do Fulvia de duas portas.
O modelo Sport de Zagato, de 1969, está no catálogo da Starline com quatro opções de cores: vermelho, cinza claro, laranja e azul escuro.
A mesma versão foi feita na escala 1:43 pela Corgi Toys britânica. A miniatura azul, porém, tem pouco detalhamento.
Há ainda os modelos originais Lancia Collection, que incluem dois Fulvias: o Berlina, branco por fora e azul por dentro, e este Zagato 1965, vermelho com interior preto. A escala para ambos é 1:43.
Para ler
Lancia Fulvia and Flavia: A Collector's Guide - por Wim H. J. Oudeweemink, editora Motor Racing Publications. O livro de 144 páginas em inglês, que aborda dois modelos notáveis da marca, traz informações sobre modelos de rua e de competição, versões feitas por empresas especializadas, dados técnicos, resultados das pistas e dicas de manutenção. Lançado em 2001.
 
Lancia Fulvia Gold Portfolio 1963-76 (Gold Portfolio) - por R. M. Clarke, editora Brooklands Books. Mais uma das conhecidas compilações de Clarke, esta também reúne testes, comparativos, dados técnicos, dicas para fazer uma boa compra e para restaurar um Fulvia.
A versão Zagato não poderia ficar de fora da obra de 172 páginas em inglês.

Lancia Fulvia HF e tutte le altre Fulvia: Berlina, Coupé e Sport -
pela editora Giorgio Nada. Toda a linha está presente nesta obra em italiano, que destaca informações de manutenção, restauração e melhorias de desempenho. Há mais de 350 fotos em preto e branco, mas só 26 em cores. O livro é de 1992.
 
Lancia Fulvia, Flavia, Flaminia - por Sergio Puttini, Giorgio Nada. Também de 1992, o livro de 224 páginas em italiano serve de referência sobre três importantes modelos da Lancia.

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