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Controle de estabilidade,
navegação por GPS, faróis de xenônio: itens de tecnologia que vinham
deixar o LS 400 mais conveniente e seguro |
Resumia a publicação que "depois de um dia apressado em Wall Street, ou
balançando no topo da escada de uma corporação, a paz ao volante do
Lexus abaixa a pressão arterial do executivo a tempo de passar uma noite
tranquila com a família. Assim, este investimento automotivo de mais de
US$ 50 mil se justifica, pois paga dividendos em termos de potência,
luxo opulento e elevado prestígio em um pacote charmoso e livre de
preocupações".
Em comparativo com Infiniti Q45, BMW
540i, Mercedes E420, Cadilac STS e Lincoln Continental, a revista
Road & Track explicava que o LS ainda favorecia mais o conforto que
o comportamento dinâmico: "Ele se caracteriza pela maciez, o que se
traduz em significativa inclinação da carroceria em curvas. (...) A
direção tem boa resposta, mas ainda lhe faltam a precisão e a
comunicação dos concorrentes alemães." O conforto, por outro lado, era
muito elogiado. "A rigidez da carroceria do Lexus rivaliza a do Mercedes
e sua rodagem é a mais suave entre todos. Ruídos de motor e de rodagem
são virtualmente inaudíveis. (...) É talvez o sedã mais confortável do
mundo."
A Car and Driver também destacava a qualidade de construção do LS
em outro confronto, com os mesmos modelos da Mercedes, BMW e Infiniti:
"Este carro realmente quer ser uma nuvem que roda. É tão suave, tão
silencioso, tão sereno, que está em uma classe exclusiva aqui em questão
de trânsito suntuoso. (...) Mesmo quem prefere uma experiência mais
intensa ao dirigir concordaria que o LS 400 é uma notável conquista de
engenharia." Concluía a revista: "A opulência de um Rolls-Royce
mascarada por uma grade que faz você pagar uma conta menor."
A diferença de preço entre o japonês e seus rivais alemães já não era
tão grande, mas continuava convidativa. O LS 400 básico custava US$ 51
mil, mesma faixa do 540i e do E420, que tinham motores V8 de mais de 270
cv, mas pertenciam às séries intermediárias das marcas e não às de topo.
A marca japonesa quase viu sua competitividade ir pelo ralo quando soube
da intenção do governo dos EUA em sobretaxar carros de luxo japoneses já
em 1995. Se não fossem as negociações, o LS passaria a custar quase US$
100 mil, valor impraticável à época.
Para 1998 a Lexus trazia ao LS uma caixa automática de cinco marchas,
além de mudanças no propulsor. Com o sistema de
variação contínua de tempo de abertura das
válvulas VVT-i, o V8 entregava 294 cv e 40,6 m.kgf. Aceleração e
economia de combustível também melhoravam. No estilo, as formas estavam
mais arredondadas, os faróis traziam
lâmpadas de xenônio e havia novos retrovisores e rodas. Por dentro
as novidades eram computador de bordo, sistema de navegação por GPS e
bolsas infláveis laterais; outro avanço era o
controle de estabilidade, item precioso de segurança
Continua
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