O modelo 1998, primeiro a vir ao Brasil, recebia variação de válvulas VVT-i no motor de 4,0 litros, que passava a 294 cv

Controle de estabilidade, navegação por GPS, faróis de xenônio: itens de tecnologia que vinham deixar o LS 400 mais conveniente e seguro

Resumia a publicação que "depois de um dia apressado em Wall Street, ou balançando no topo da escada de uma corporação, a paz ao volante do Lexus abaixa a pressão arterial do executivo a tempo de passar uma noite tranquila com a família. Assim, este investimento automotivo de mais de US$ 50 mil se justifica, pois paga dividendos em termos de potência, luxo opulento e elevado prestígio em um pacote charmoso e livre de preocupações".

Em comparativo com Infiniti Q45, BMW 540i, Mercedes E420, Cadilac STS e Lincoln Continental, a revista Road & Track explicava que o LS ainda favorecia mais o conforto que o comportamento dinâmico: "Ele se caracteriza pela maciez, o que se traduz em significativa inclinação da carroceria em curvas. (...) A direção tem boa resposta, mas ainda lhe faltam a precisão e a comunicação dos concorrentes alemães." O conforto, por outro lado, era muito elogiado. "A rigidez da carroceria do Lexus rivaliza a do Mercedes e sua rodagem é a mais suave entre todos. Ruídos de motor e de rodagem são virtualmente inaudíveis. (...) É talvez o sedã mais confortável do mundo."

A Car and Driver também destacava a qualidade de construção do LS em outro confronto, com os mesmos modelos da Mercedes, BMW e Infiniti: "Este carro realmente quer ser uma nuvem que roda. É tão suave, tão silencioso, tão sereno, que está em uma classe exclusiva aqui em questão de trânsito suntuoso. (...) Mesmo quem prefere uma experiência mais intensa ao dirigir concordaria que o LS 400 é uma notável conquista de engenharia." Concluía a revista: "A opulência de um Rolls-Royce mascarada por uma grade que faz você pagar uma conta menor."

A diferença de preço entre o japonês e seus rivais alemães já não era tão grande, mas continuava convidativa. O LS 400 básico custava US$ 51 mil, mesma faixa do 540i e do E420, que tinham motores V8 de mais de 270 cv, mas pertenciam às séries intermediárias das marcas e não às de topo. A marca japonesa quase viu sua competitividade ir pelo ralo quando soube da intenção do governo dos EUA em sobretaxar carros de luxo japoneses já em 1995. Se não fossem as negociações, o LS passaria a custar quase US$ 100 mil, valor impraticável à época.

Para 1998 a Lexus trazia ao LS uma caixa automática de cinco marchas, além de mudanças no propulsor. Com o sistema de variação contínua de tempo de abertura das válvulas VVT-i, o V8 entregava 294 cv e 40,6 m.kgf. Aceleração e economia de combustível também melhoravam. No estilo, as formas estavam mais arredondadas, os faróis traziam lâmpadas de xenônio e havia novos retrovisores e rodas. Por dentro as novidades eram computador de bordo, sistema de navegação por GPS e bolsas infláveis laterais; outro avanço era o controle de estabilidade, item precioso de segurança Continua

Séries especiais
Os modelos da série LS já eram exclusivos por natureza, mas ainda havia espaço para quem quisesse algo mais personalizado. A edição limitada Coach Edition foi lançada em 1999 para o LS 400. Todas as 2.500 unidades foram produzidas em parceria com a empresa de couro Coach Inc., dos EUA. O modelo trazia interior revestido pelo material, emblemas no exterior, novas cores e uma bolsa personalizada, logicamente, em couro.

No ano seguinte foi a vez da série Platinum Edition. Apresentada no Salão de Chicago de 2000 e baseada ainda no LS 400, trazia interior mais luxuoso, novas cores e rodas e um cartão de crédito American Express Platinum com duas anuidades gratuitas.
Em 2007 o LS 600h L foi a base para a série Neiman Marcus, alusiva à loja de departamentos de mesmo nome. Uma centena de carros numerados estava disponível apenas para clientes da marca. O interior recebia um novo padrão de acabamento e cores baseadas em alabastro (denominação de ornamentos feitos de gesso ou calcite) e trufa mica.

Esse mesmo Lexus, em 2009, foi base para a Pebble Beach Edition, uma parceria com a empresa de resorts Pebble Beach Company. As exclusivas 50 unidades recebiam emblemas na carroceria, interior em dois tons e a opção entre uma viagem ou um conjunto de itens alusivos ao local turístico para o comprador. Essa série foi mostrada no evento de carros clássicos Pebble Beach Concours d'Elegance.
Para ler
Lexus: The Relentless Pursuit - por Chester Dawson, editora Wiley

Quando a Toyota lançou sua marca de carros de luxo com a estreia do LS 400, o mundo automotivo ficou chocado. Dawson conta em seu livro, de 280 páginas em inglês, como uma empresa, em menos de 10 anos, saiu do zero e alcançou 25% do mercado de veículos de luxo.
Lexus: The Challenge to Create the Finest Automobile - por Brian Long, editora Veloce

Com 192 páginas, outro que procura contar a história da marca é o escritor Brian Long. Seu livro mostra o desafio que pairou sobre a Toyota na década de 1980 para criar um carro que fosse melhor que qualquer europeu.

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