A grade, ainda vistosa, estava bem integrada ao conjunto e os pára-lamas traseiros tinham um formato peculiar no recorte da caixa de roda. O coeficiente aerodinâmico (Cx) era bom, 0,31, e o carro estava também mais curto (4,55 metros) e leve (1.540 kg). No interior estavam presentes conveniências como ajuste elétrico dos bancos dianteiros, ar-condicionado automático e revestimentos em couro Connolly. O BMW Série 5, o Jaguar XJ e o Mercedes-Benz Classe E em suas versões mais potentes eram os potenciais adversários, mas talvez nem o primeiro deles pudesse rivalizar o Maserati em esportividade.

Gandini, autor de notáveis Lamborghinis, desenhou a quarta geração do Quattroporte, com forte caráter esportivo e detalhes próprios como o recorte das caixas de roda traseiras

Apesar de manter a tração traseira, o Quattroporte rompia mais uma vez a tradição do motor V8, trocado por um V6 com dois turbocompressores IHI, dois resfriadores de ar e quatro válvulas por cilindro, disponível em duas versões. No mercado italiano, para evitar a tributação quase 100% mais alta para motores de maior cilindrada, era usado um 2,0-litros com potência de 287 cv e torque de 36,9 m.kgf. Em outros países a cilindrada passava a 2,8 litros, com aumento de torque (43 m.kgf), mas não de potência (284 cv). Com câmbio manual de seis marchas Getrag, sem opção por automático, a versão italiana acelerava de 0 a 100 em 5,9 segundos e chegava a 260 km/h.

A nova suspensão, dianteira McPherson e traseira independente por braço semi-arrastado, trazia amortecedores reguláveis como opcional e os freios vinham com sistema antitravamento (ABS). Se o desempenho não fosse suficiente, os adeptos dos oito cilindros seriam atendidos no ano seguinte, 1995, quando estreava a versão V8 de 3,2 litros, também biturbo, com 335 cv e 45,8 m.kgf. Usava pneus 225/45-17 na frente e 245/40-17 atrás e chegava a 270 km/h, além de oferecer câmbio automático opcional.

Os motores V6 de 2,0 e 2,8 litros eram aliados em 1995 ao V8 de 3,2 litros, todos biturbo; três anos mais tarde era lançado o Evoluzione (foto), fruto da absorção da marca pela Ferrari

A produção era interrompida no fim de 1997 para uma reestruturação da fábrica, já transferida ao controle da Ferrari. Em maio do ano seguinte aparecia o Quattroporte Evoluzione (evolução), com os mesmos motores V6 2,8 e V8 3,2. Entre numerosas mudanças externas e internas, tinha rodas de 17 pol em ambas as versões e duas bolsas infláveis frontais (antes só para o motorista), mas perdia o charmoso relógio analógico oval. A produção encerrou-se dois anos depois, deixando novamente no ar se haveria continuidade à longeva série de sedãs.

O renascimento   No começo desta década a Maserati iniciava uma recuperação sob o guarda-chuva da Ferrari, com passos importantes como um retorno incisivo ao mercado dos Estados Unidos e a substituição, no cupê esporte 3200 GT, do motor de 3,2 litros biturbo por um novo de 4,2 litros e aspiração natural. Renomeado apenas Maserati Coupe e acompanhado da versão conversível Spyder, o carro contribuiu para reerguer a imagem da marca do tridente em âmbito mundial. Um trabalho que o novo Quattroporte veio complementar, no Salão de Frankfurt de 2003. Continua

Em escala
Para decepção de seus fãs, o Quattroporte não é figura fácil no mundo das miniaturas. Ao que sabemos, apenas a Ixo Models produz o modelo — e só na atual geração. Em escala 1:43, vem nas cores prata, dourado e azul-marinho, esta última com interior em bege. Existe ainda a versão presidencial (acima), com bandeiras nos pára-lamas dianteiros.

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