O Calty sugeriu uma frente ainda mais baixa, mas não haveria espaço para os motores e a suspensão cedidos pelo sedã já existente, o LS 400

No Japão o Soarer manteve uma opção com dois turbos, que alcançava 280 cv com 2,5 litros, mas tal motor não chegou ao mercado dos EUA

 
 

Embora o modelo inicial não tivesse grade, um vão foi adotado em 1996 junto de alterações como variador do tempo das válvulas do 3,0-litros

Embora a distância entre eixos aumentasse só 1 cm do modelo antigo para o novo, o carro estava muito mais comprido, com 4,86 m, e largo, com 1,89 m — medidas com o evidente objetivo de agradar aos compradores da América, com preferências e espaço nas ruas bem diferentes dos japoneses. O cupê continuava baixo, com 1,33 m, e estava bem mais pesado, de 1.540 a 1.730 kg.

No Japão havia três opções de motores. Duas seguiam a receita tradicional de seis cilindros em linha com duplo comando e 24 válvulas: a de 2,5 litros, com dois turbos de funcionamento paralelo para expressivos 280 cv e 37 m.kgf, e a de 3,0 litros (lançada em 1994), com 224 cv e 29,1 m.kgf. Inédito no Soarer era o V8 de 4,0 litros, o mesmo do LS 400, com duplo comando, 32 válvulas, 260 cv e 36 m.kgf. O turbo podia vir com câmbios manual de cinco marchas e automático de quatro; os outros, apenas com o automático. A tração permanecia traseira.

Itens de conveniência e recursos eletrônicos ainda eram destaques no interior do Soarer, agora com formas arredondadas como as da carroceria. Havia o painel digital, a tela tátil para acionamento de várias funções (como ar-condicionado, computador de bordo e televisor), sistema de áudio com disqueteira para 12 discos, bancos com aquecimento e ajuste elétrico, volante também com regulagem elétrica, purificação do ar da cabine, câmera traseira para orientar manobras e um dos primeiros sistemas de navegação do mundo, baseado em CD-ROM.

A mecânica também oferecia opções sofisticadas, caso da suspensão a ar com controle eletrônico e dois programas de funcionamento. Mas os entusiastas por grandes motores que não se importassem com conforto dispunham da opção UZZ30, que não tinha tais sistemas, nem qualquer dos refinamentos internos citados, e usava bancos de tecido com ajuste manual.

A Toyota produziu ainda uma série de menos de 900 unidades do UZZ32, ainda mais avançado. A suspensão dispensava as molas e os estabilizadores: unidades hidráulicas com gerenciamento eletrônico controlavam os movimentos da carroceria, mantendo-a nivelada em curvas, acelerações e frenagens, em um sistema ativo. As rodas traseiras esterçavam em pequeno grau no mesmo sentido das dianteiras (para ajudar na estabilidade em alta) ou no sentido oposto (para manobras e retornos em menos espaço, em baixa velocidade)..

Na Austrália, a revista Autospeed  avaliou o Soarer 2,5 biturbo em um guia de compra publicado em 2001: "Infelizmente, ele não tem um arranjo sequencial. Os turbos operam em simultâneo. Você realmente nota um 'buraco' quando empurra os 1.600 kg do Soarer na arrancada, até que atinja 3.000 rpm". Com esse inconveniente, foi considerado "melhor cruzador de estradas que máquina de desempenho em curvas. Isso posto, o Soarer vai muito bem, tem freios e direção competentes".

"Qualidade soberba"   O motor biturbo nunca foi usado nos EUA, onde o cupê recebia o pomposo emblema da Lexus e oferecia as versões 300 (lançada em 1992, dois anos antes do Japão) e 400. Em vez de esportividade, os compradores do SC buscavam classe, conforto e refinamento, o que justificava o emprego do V8 na opção de topo e de grande número de itens de conveniência em um ambiente interno luxuoso. Mesmo assim, a suspensão era bem mais firme que a do sedã LS e a assistência de direção era reduzida.

Os especiais
A Wald International, sediada no Japão, oferece pacotes visuais para carros de luxo, e o Soarer está entre eles. Tanto a terceira (acima) quanto a quarta geração (acima à direita) podem ganhar defletores dianteiro e traseiro, saias laterais, suspensão rebaixada, freios mais potentes e rodas de grande diâmetro. Uma instalação de compressor deixa mais potente o motor V8 de 4,3 litros.

Em 2003, a preparadora Blitz levou um SC 430 de alto desempenho (à direita) ao Sema Show, salão de carros especiais em Las Vegas, nos EUA. O motor V8 ganhou dois compressores para chegara a 380 cv, enquanto o carro recebeu amortecedores especiais, rodas de 19 pol (com pneus 235/25 na frente e 265/30 na traseira), nova grade, defletor dianteiro e difusor de ar traseiro, estes feitos em fibra de carbono.

De resto, para as três primeiras gerações, a semelhança dos motores de seis cilindros do Soarer com os do esportivo Supra trouxe amplas opções de preparação aos japoneses.

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