

Poucas mudanças visuais foram
feitas nos nove anos de produção do SC 300/400; na mecânica veio um
câmbio automático de cinco marchas |
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O conceito Sport Coupe de
1999 (em cima) e o Soarer de quarta geração lançado no ano seguinte:
iguais nas linhas e na solução de teto retrátil |
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O SC
400 passou pelo crivo da revista norte-americana Car and Driver logo
ao ser lançado. Seu desempenho, com 0-96 km/h em 6,7 segundos, e a
velocidade máxima em curva superavam Acura Legend Coupe,
Mercedes-Benz 300 CE e Cadillac
Eldorado, embora ele custasse bem menos que o modelo alemão. "Estilo
magistral, qualidade soberba e desempenho refinado" foram seus pontos
altos; o comportamento da suspensão em pisos ruins, o item mais
criticado. "Se um cupê de US$ 40 mil pode ter um ótimo custo-benefício,
é este", concluiu a revista.
Um dos jornalistas ponderou: "Uma reclamação comum é que muitos carros
japoneses (incluindo o LS 400) parecem não ter personalidade. Os
malditos estão dando um jeito nisso também... O SC 400 compartilha o
silêncio, o motor suave e o rodar macio e bem controlado do LS, mas o
câmbio mais curto traz uma sensação de aceleração muito mais intensa. E
o SC 400 troca as linhas seguras, conservadoras do LS por uma aparência
mais ousada, arriscada — ele não se parece com nada que está nas ruas. É
um visual apropriado para um carro que sobressai em seu nicho de
mercado".
Outra que o aprovou foi a Road & Track , que observou a eficaz
combinação entre conforto e ligeira esportividade. "O que o SC 400 traz
à mente é um sedã esportivo alemão: não permite que irregularidades da
estrada sejam transmitidas, mas não hesita em comunicar as condições da
superfície da pista ao motorista. A mistura de comportamento e conforto
do cupê da Lexus é tão tapete-vermelho quanto ela poderia ser, sem
afastar o interesse de um entusiasta", descreveu.
A revista concluiu: "Agora que os europeus se tornam caros, a América
luta para recuperar seu espaço e outras marcas japonesas concentram-se
em outras fatias da torta, o Lexus SC 400 lança um desafio significativo
ao nicho de cupês esportivos de luxo de médio preço. E o faz com uma
grande personalidade. É muito difícil imaginar um cupê mais refinado de
US$ 40 mil vindo de qualquer lugar".
A terceira geração do Soarer teve vida longa — nove anos — e não
precisou de muitas alterações para se manter atraente: ganhou apenas
novos para-choques, lanternas e um pequeno vão como grade, em 1996. No
ano seguinte o motor de 3,0 litros recebia
variação do tempo de abertura das válvulas, para render 230 cv e 31
m.kgf, e o câmbio manual deixava de ser oferecido nos EUA. Lá, o SC 400
ganhava em 1998 uma caixa automática de cinco marchas.
Na versão para o Japão, o motor 2,5 trocava o arranjo de dois turbos por
um só, em 1997, e também ganhava o variador de válvulas — com o que
manteve a potência, mas elevou seu torque para 38,4 m.kgf. Vale notar
que o governo japonês impedia que os fabricantes superassem 280 cv em
modelos de rua, razão pela qual muitos acreditam que o rendimento
efetivo já tivesse deixado esse número para trás. O V8 deixava de ser
oferecido naquele mercado no mesmo ano, restando apenas as opções de
seis cilindros.
Inspirado
em iates
Se a
preferência norte-americana havia ditado parte do estilo do terceiro
Soarer e a inclusão de um motor V8, na quarta geração os compradores dos
Estados Unidos foram decisivos para todo o desenvolvimento do carro.
Isso ficou claro já no Salão de Tóquio de 1999, no qual a Toyota
apresentou um conversível de conceito com o nome de Lexus Sport Coupe.

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