


Caprichado por fora e por
dentro, o novo GTI para 1999 vinha com motor 1,6 de 16 válvulas e 119 cv
para acelerar de 0 a 100 em nove segundos |
Em
1996 o antigo 1,1 era substituído por um mais moderno, de 1,0 litro e
feito em alumínio, com 50 cv. Uma variação do 1,4, mas com 16 válvulas,
alcançava 101 cv. A versão perua do Polo, a Variant, era lançada em
meados de 1997. De desenho discreto, trazia ampla porta traseira e
compartimento de bagagem de bom tamanho. Duas versões do mesmo 1,9
diesel com turbocompressor eram lançadas
para o Classic, com 90 e 112 cv.
Estirpe
esportiva
Para carregar a sigla
GTI, símbolo de sucesso que surgiu no Golf em 1976, um carro precisa ser
especial. Pois foi o que fez a VW em agosto de 1998: pegou o propulsor
1,6 e equipou-o com um cabeçote de quatro válvulas por cilindro. Nascia
o primeiro Polo GTI, com 119 cv, que acelerava de 0 a 100 km/h em nove
segundos e batia na casa dos 200 km/h. Vinha de série com freios dotados
de sistema antitravamento (ABS), rodas raiadas, pneus mais largos e
bancos esportivos e estava disponível nas cores vermelha, prata e preta.
Para 2000 a VW efetuava uma reestilização de seu pequeno, chamada pela
fábrica de nova geração, em um exagero de marketing que — como se vê —
não acontece só no Brasil. Além das mudanças estéticas, como a nova
frente muito parecida com a de nosso
Gol da mesma época, o Polo agora tinha toda a carroceria
galvanizada, o que dava a ela 12 anos de garantia contra corrosão pela
fábrica. Sedã e perua perdiam um pouco do apelo, porém. O interior era
redesenhado tendo por base o Lupo, lançado em 1998 e agora o menor e
mais barato VW na Europa.
Bolsas infláveis frontais e freios ABS eram de série em todas as
versões. Equipamentos de conforto impensáveis na época de seu lançamento
o tornavam cada vez mais interessante: teto solar com controle elétrico,
bancos de couro, ar-condicionado e sistema de navegação. Bolsas
infláveis laterais e controle eletrônico do diferencial eram outras
opções refinadas, típicas de segmentos superiores. Podia vir em três
níveis de acabamento: Trendline, Comfortline e Highline.
Uma geração totalmente nova, a quarta, estreava para 2002. Sob o projeto
9N, a VW desenvolveu um belo concorrente no segmento dos compactos
europeus. Maior e mais encorpado, o Polo tinha um cartão de visitas
interessante: a frente com quatro faróis circulares ladeados por uma
grade discreta, estilo talvez inspirado no do Mercedes-Benz Classe E de
1995. O desenho geral era discreto, característica VW, mas de bom gosto,
com linhas limpas, janelas rentes à carroceria e qualidade construtiva
acima da média.
Continua
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