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Seis versões de motores davam à quarta geração do Polo potência de 54 a 130 cv, caso do GT (foto); o interior tinha acabamento acima da média
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O GTI apareceu em 2005, já com a nova frente e motor 1,8 turbo de 150 cv; um ano depois chegava a série Cup Edition (vermelho) com 180 cv

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Enquanto o CrossPolo (ou Polo Fun) propunha lazer e aventura, o Blue Motion (embaixo) queria saber de economia, com até 25 km/l de diesel

Por dentro o nível de acabamento era adequado, com um painel bonito e mais itens de conforto. Sua plataforma de código PQ24 servia de base também aos "primos" Ibiza e Cordoba, da Seat, e Fabia, da Skoda, ambas as marcas pertencentes ao grupo VW. O hatch tinha entreeixos de 2,45 m, comprimento de 3,89 m, largura de 1,65 m e altura de 1,46 m. Havia uma ampla gama de propulsores. O primeiro era um três-cilindros de 1,2 litro que produzia 54 ou 63 cv, dependendo do cabeçote de seis ou 12 válvulas. Na sequência havia o 1,4 16V com 100 cv. Uma nova unidade 1,9 turbodiesel, também de 100 cv, aparecia no catálogo e, com um cilindro a menos, dava origem ao 1,4 de 74 cv.

O Polo GT, lançado em 2004, usava apenas o 1,9 diesel com 130 cv. E quem pensa que a moda de suspensão elevada e pneus mistos acontece só no Brasil se engana: no mesmo ano a VW lançou na Europa uma versão "aventureira" do Polo, o CrossPolo (também chamada de Polo Fun ou Polo Dune dependendo do mercado). Se ficou faltando a tração integral, na aparência o compacto tornou-se interessante, com cores alegres, rodas diferenciadas, maior altura do solo, proteção plástica na parte inferior da carroceria e para-choques mais robustos.

Em 2005 o Polo abandonava o padrão "Mercedes" da dianteira em favor de linhas mais elegantes, em conformidade com o que fora aplicado no Passat. Faróis duplos unidos no mesmo conjunto, grade maior, repetidores laterais de direção que migravam dos para-lamas para os retrovisores, vidro traseiro remodelado e lanternas modificadas, com os motivos circulares que se espalhavam pela linha VW, faziam parte do conjunto. Redesenhado por Walter de'Silva, o Polo assumia uma posição de prestígio mais próxima do Golf.

Desde as versões de entrada já possuía equipamentos importantes de série, como freios ABS, direção assistida, bolsas infláveis frontais e laterais e controle de estabilidade (ESP). Embora cheio de qualidades, o Polo desapontou a VW no Reino Unido: lá ele ficou em 10º em vendas na categoria, em 2005, e só não foi pior que o antigo Fiat Punto. Em outubro do mesmo ano a marca apresentava o Polo GTI no Salão de Tóquio. Quem fazia jus ao nome era o propulsor de 1,8 litro com turbo e 20 válvulas que desenvolvia 150 cv — o mesmo já usado em Golf e Passat. Trazia decoração de acordo, com a tradicional seção central do para-choque pintada de preto, faróis de xenônio com máscaras na mesma cor e rodas similares às do Golf GTI com aro de 16 pol.

Por dentro, ar-condicionado automático vinha de série e o revestimento dos bancos podia ser no tecido Interlagos, bastante chamativo. Se ainda era menos potente que seus concorrentes Clio e Mini e o irmão Ibiza nas versões esportivas, logo o Polo dava o troco com a edição especial GTI Cup Edition, que com 180 cv cumpria a aceleração de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos. Outra opção foi o Polo Blue Motion, nome das versões VW modificadas para redução de consumo e emissões. Com alterações como câmbio mais longo, pneus de menor atrito e melhorias aerodinâmicas, o motor a diesel de 1,4 litro e 80 cv alcançava a excelente marca de 25 km/l.

Depois de um ciclo longo de sete anos e meio, a VW finalmente apresentou a quinta geração em março de 2009. Com carroceria mais encorpada e esportiva, lembrava muito o esportivo Scirocco de frente. Os faróis estavam mais retangulares, a lateral era limpa e a traseira não escondia as linhas dos Polos anteriores. Por dentro a semelhança era com o Golf.. Continua

Nas telas
O Polo nunca foi de papéis principais no cinema, mas em contrapartida aparece com frequência quando os cenários são europeus. É o caso de uma passagem rápida em Paris de um Polo 1999 pelo filme O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada, 2006), sucesso que traz Meryl Streep no papel de Miranda Priestly, executiva da revista Runaway Magazine. Um Polo Classic aparece no filme argentino Tempo de Valentes (Tiempo de Valientes, 2005), história rocambolesca que conta a tristeza de um policial (Luis Luque) que é acompanhado por um psicólogo por conta da infidelidade da esposa.

A adrenalina corre solta em uma cena do seriado espanhol Hospital Central (2000-2009). A série conta o dia-a-dia de profissionais do fictício Hospital Central em Madrid. Um Polo vermelho é responsável por um atropelamento coletivo em um dos episódios. Já um Polo 1979 é atingido em uma perseguição no longa O Pacificador (The Peacemaker, 1997). O filme traz o astro George Clooney como um oficial da inteligência do exército, que desconfia de um suposto acidente com dois trens carregados de ogivas nucleares.

Passagens mais discretas estão nos filmes A Identidade Bourne (The Bourne Identity, 2002), A Supremacia Bourne (The Bourne Supremacy, 2004), Minha Adorável Lavanderia (My Beautiful Laundrette, 1985), 007 Contra Octopussy (Octopussy, 1983) e 102 Dálmatas (102 Dalmatians, 2000), onde um Polo 1982 branco aparece cheio de pintinhas pretas, como os cachorros do filme.
O Diabo Veste Prada Hospital Central
O Pacificador 102 Dálmatas

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