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Rodar de automóvel   O BCWS andou no Airtrek e constatou que seu ponto forte é a suspensão independente nas quatro rodas (multibraço na traseira, ao contrário dos concorrentes) que, aliada à carroceria monobloco, deixa-o com rodar muito confortável e ágil, os predicados dos bons automóveis. Isso, mais a tração integral com diferencial viscoso central, o insere na categoria de veículo de utilização ampla e agradável, desde numa auto-estrada até nas estradas de terra precárias.

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A posição de dirigir é adequada e há opção de revestimento em couro; no console,
amplos porta-copos e o câmbio automático com operação manual seqüencial

Sua altura total relativamente modesta, 1,6 metro (só 6,5 cm maior que a de um Stilo), facilita o entrar e sair, mas a distância mínima do solo, 205 mm, permite enfrentar superfícies bem irregulares. Só que falta o batente hidráulico de distensão dos amortecedores, imprescindível no País das Lombadas. A pancada seca de rodas “caindo” é desagradável. Mas isso é fácil para a fábrica resolver.

Seu motor é um quatro-cilindros a gasolina de 2,35 litros e 16 válvulas, que gera 136 cv a baixas 5.000 rpm (menos 4 cv que no exterior). É um tanto pequeno para um veículo de 1.530 kg de peso, ficando de 14 a 41 cv abaixo dos principais adversários (veja tabela comparativa abaixo). Mas o curso dos pistões bem longo (100 mm) contribui para o bom torque de 20,9 m.kgf a 2.500 rpm, o que acaba por proporcionar uma razoável relação peso-potência de 11,2 kg/cv.

Seu funcionamento é suave, apesar da elevada cilindrada unitária, graças a duas árvores de balanceamento no bloco (que a MMC, curiosamente, informou não existirem, mas constam da ficha técnica em outros países). As perdas de transmissão ocasionadas pelo bombeamento do conversor de torque -- só existe versão com câmbio automático de quatro marchas -- atrapalham. E a região escolhida para a apresentação do veículo, São Roque, SP, a quase 1.000 metros de altitude, cobrou seu preço de inevitável redução de torque e potência.

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O interior não chega a ser sofisticado, mas traz um bom painel (com indicador de marcha
dentro do conta-giros), ótimo volante e os itens de conveniência mais desejados

A MMC não divulgou dados de desempenho, consumo e aerodinâmica do Airtrek, mas uma publicação estrangeira informa aceleração de 0 a 96 km/h em 11,7 segundos, nada brilhante. Mas a sensação geral de solidez e a certeza de tração bem melhor do que num 4x2 compensam o desempenho mediano. De qualquer modo, seria interessante poder optar pelo motor turbo de 2,0 litros, 240 cv e 35 m.kgf de torque que o equipa em alguns mercados.

A posição de dirigir é correta, há ajuste em altura do volante (um ótimo quatro-raios) e do banco do motorista, mas para o assento somente, uma falha que vem sendo observada em outros carros (Focus, Stilo, Classe A). Há ajuste lombar nesse banco, mas o mecanismo de regulagem do encosto é dentado, dificultando encontrar o melhor ângulo.
Continua

Compare o Airtrek aos principais concorrentes
Modelo Compri-
mento
Motor Potência Itens de série Preço
Honda CR-V 4,53 m 2,4 16V 156 cv CA/BI R$ 121.975
Mitsubishi Airtrek 4,54 m 2,35 16V 136 cv CA/BI R$ 108.400
Subaru Forester Turbo 4,46 m 2,0 16V 177 cv CA/BIL/RC R$ 130.000
Toyota RAV4 4,24 m 2,0 16V 150 cv CA/BI R$ 104.980
Convenções: BI = bolsas infláveis frontais; BIL = bolsas infláveis frontais e laterais; CA = câmbio automático; RC = revestimento dos bancos em couro; preços sugeridos vigentes em 22/5/03

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