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Um ponto onde o Power Stroke supera largamente tanto o 2,5 anterior quanto o MWM do concorrente é o nível de ruído e vibração: pode-se usar o Ranger em médias velocidades e no trânsito sem desconforto, ao contrário do S10. Contudo, o tec-tec em marcha-lenta e certo ruído a partir de 110 km/h permanecem bem audíveis, de modo que os mais exigentes nesse aspecto ainda terão de bancar o alto consumo do V6 a gasolina.

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Nível de ruído melhorou bem, mas incomoda um pouco em marcha-lenta e em
velocidade. A suspensão recalibrada ainda traz desconforto em impactos mais severos

A embreagem mais leve, o câmbio de engates mais curtos dentro do "H" (por exemplo, de segunda para terceira marcha) e a suspensão suavizada deixaram o picape mais próximo de um automóvel, mas não se engane: nos impactos mais severos, como os do trecho fora-de-estrada da avaliação, o desconforto aos ocupantes ainda é grande, sobretudo no banco traseiro.

Por outro lado, agradou nessa parte do teste a valentia da versão 4x2, que avançava pela lama e barro sem dificuldades -- não há dúvida do importante auxílio do diferencial autobloqueante. Vale observar que
embora as fotos, divulgadas pela Ford, mostrem a XLT 4x4 de cabine estendida, a versão avaliada foi a XLT 4x2 de cabine dupla.

Apenas as luzes de direção dianteiras incolores as lanternas traseiras fumês identificam o novo Ranger: muito pouco para um estilo já há quatro anos sem alterações

As demais qualidades do Ranger estão intocadas: interior agradável e bem-acabado, painel e comandos bem funcionais, posição de dirigir melhor que no S10 e um estilo que, apesar da idade, não faz feio diante dos concorrentes, sobretudo agora que o Dakota não existe mais. É o único do segmento com as opções de motor V6 (extinto da linha S10), cabine estendida e quatro portas, além de somar 16 versões na combinação de três cabines, dois acabamentos, tração 4x2 ou 4x4 e os três motores disponíveis.

O Ranger com novo motor custa, com cabine simples, de R$ 50.209 a R$ 56.029; com a estendida, de R$ 55.656 a R$ 68.283; e com a dupla, de R$ 58.643 a R$ 70.397. Preços elevados, mas bem situados dentro da categoria. A briga com o S10 vai ser boa. Continua

Estilo: Ford nega atualização
Com o atual desenho do Ranger argentino há quatro anos no mercado e os americanos comprando há dois uma versão modernizada (foto), é de se questionar: por que a Ford não aproveitou a reformulação mecânica para o atualizar também por fora?

Perguntada pelo BCWS na coletiva de imprensa, a Ford alegou que nem sempre o padrão dos Estados Unidos é aplicado por aqui, pois pesquisas com o consumidor teriam aprovado o desenho atual, mais agressivo. Pode ser, mas o tempo passa e é natural que ele se canse da mesma cara que vê nas ruas desde 1998. Assim, fica no ar o receio de que aconteça ao Ranger o que ocorreu ao S10: poucos meses após a chegada do novo turbodiesel, em meados de 2000, a GM o reestilizou -- ainda que para pior, na opinião de muitos -- e tornou defasado um lançamento tão recente.

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