Tudo somado, era um carrinho do qual não se queria mais sair. A relação peso-potência de apenas 9,2 kg/cv permitia grande agilidade. Apesar de não ter relação r/l adequada (0,31), o motor era suave e emitia um "urro" em altas rotações que convidava ao dirigir com entusiasmo. Segundo a GM, o ruído do escapamento era calculado para "dar imenso prazer a cada troca de marcha, sem exceder o limite sonoro de 77 decibéis" que logo seria adotado no Brasil.

O desenho dos mais felizes era um ponto alto do Corsa Pickup, desenvolvido pela GM brasileira. O eixo traseiro rígido conferia estabilidade típica de suspensão independente

O rodar perdia em conforto, mas se compensava pelo primoroso comportamento dinâmico, inclusive em piso molhado. O motor cativava até pelo visual de alta tecnologia, em que os quatro dutos de ar deixavam a câmara plenum sobre o cabeçote e se dirigiam aos respectivos dutos de admissão. Ainda hoje muitos proprietários do GSi o preservam como um espécime que talvez nunca tenha sucessor na linha Chevrolet.

Picape e três-volumes   Desenvolvidas três versões do Corsa de três portas, era a hora de diversificar as carrocerias. Em maio de 1995 chegava o Corsa Pickup, para suceder ao Chevy 500 da linha Chevette. Derivado do furgão Combo já existente na Europa (mesma receita que a Ford seguiria anos depois no Courier), tinha entreeixos 37 mm mais longo e suspensão traseira própria, com eixo rígido e mola parabólica de lâmina única, que surpreendia pelo bom comportamento em curvas.

Em 1995 o Corsa ganhava conveniência com a versão GL cinco-portas, cuja traseira de formato próprio ampliava a capacidade de bagagem. Rodas de alumínio e pneus 165/70 eram oferecidos

Igual ao hatchback até o final das portas e oferecido em versão única GL, o pequeno utilitário trazia outras novidades: rodas de 14 pol com pneus 185/60, opcionais, e uma versão mais simples do motor 1,6, com oito válvulas e injeção monoponto, resultando em bons 79 cv e torque de 12,9 m.kgf a 3.000 rpm. A capacidade de carga de 575 kg estava bem situada na categoria, embora a caçamba não fosse das maiores.

Apenas três meses depois vinha o Corsa GL de cinco portas, com traseira de desenho próprio, a exemplo do europeu, em que o vidro traseiro era mais vertical e as lanternas mais estreitas. Sua aerodinâmica melhorava, com Cx 0,34 (o mesmo do GSi) em vez de 0,35, e o porta-malas ganhava espaço: 280 litros contra 260. Havia ainda barras de proteção nas portas e opção de rodas de alumínio com pneus 165/70-13. Juntamente era introduzido, assim como no Wind, câmbio mais curto (a quinta foi encurtada de 0,71 para 0,76 e a quarta de 0,89 para 0,95) para maior agilidade.
Continua

Os carros-conceito
A GM expôs no Brasil quatro versões personalizadas ou transformadas de modelos da linha Corsa. Os primeiros foram os Tongas, Corsas hatch e Wagon (foto superior) adaptados ao uso fora-de-estrada e ousados na combinação de cores (saiba mais).
Em 1997 aparecia no Brasil Motor Show um Tigra conversível (foto central), belíssimo em sua pintura preta e interior em couro bege, para criar expectativas pela importação do cupê no ano seguinte.
Um ano depois era exibido, no Salão do Automóvel de 1998, o Corsa Concept (foto inferior), um três-portas repleto de acessórios: rodas de 17 pol, pomo de câmbio e pedais de alumínio, retrovisore sesportivos, escapamento com saída dupla cromada, spoilers dianteiro e traseiro, lanternas posteriores com lente transparente, pintura parcial do painel em prata. Com sua cobertura pintada em azul, o motor era o 1,0-litro de 16 válvulas que chegaria seis meses depois. No adesivo do pára-brisa lia-se Fear This, traduzível por "tenha medo disto"... Seria um recado para a Volkswagen, que acabara de lançar o Gol 1,0 16V?

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