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A clássica disputa americana — General Motors vs. Ford — acontece no
Brasil entre os médios de luxo desde os anos 80, tempo de Monza e Del
Rey. Na década seguinte passou a Vectra e Mondeo, mas a alta do dólar em
1999 afetou duramente o preço da segunda geração do modelo da Ford,
importado da Europa, enquanto o oponente beneficiava-se da fabricação
local. Depois de anos sem sucesso com o novo Mondeo, apesar de seus
grandes atributos, a marca do oval azul finalmente se revigora com a
chegada do Fusion, uma alternativa mais barata, já que vem do México e
portanto está isento do imposto de importação.
O alvo da novidade é claro: a versão de topo do Vectra, a Elite, com
motor flexível de 2,4 litros e 146/150
cv (gasolina/álcool), a que o Fusion opõe um 2,3 de 162 cv. Além de
próximos em potência, são carros de mesma proposta e com
porte semelhante, já que o Ford mede dois centímetros a mais na
distância entre eixos que o Chevrolet (em comprimento a diferença cresce
para 21 cm). E, graças ao alívio tributário trazido pela produção
mexicana, o importado chega a preço competitivo com o nacional.
Aliás, mais que competitivo: o Fusion começa em R$ 80 mil (menos R$ 4,1
mil) e já vem de série com itens que o Vectra cobra à parte: ajuste
elétrico parcial do banco do motorista e rodas de 17 pol. Com eles o
carro da GM vai a R$ 87,2 mil. O único opcional do Ford (teto solar),
que o faz
passar a R$ 84,9 mil, quando aplicado ao concorrente resulta em R$ 89,3 mil...
ainda sem pintura metálica.
Portanto, há relativo equilíbrio nos quatro "Ps" que definem nossos
comparativos.
Vamos ver a que
conclusões chegamos. Continua
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